sábado, julho 26, 2008

Swing Hum e Meio

Móveis Coloniais de Acaju

Composição: Indisponível

Embora dá para não perceber
Alguém deve estar rindo de você
Motivo talvez nem exista
Então por favor não insista

Se a imagem como documento
Não esqueça de esquecer seu talento
Aborte todo e qualquer lirismo
Para não cair em ostracismo

Seja maduro apague a ilusão
De quem tem caráter tem tudo na mão
E se é para sair bem na fotografia
Venda a sua mãe mas não perca a simpatia

Não é difícil de comparar
O meu cérebro com a castanha do Pará
Não é difícil de comparar
O nosso cérebro com a castanha do Pará

A bem da verdade é mais fácil aceitar
O mundo assim do que só contestar
A vida é um processo de atuação
Se você quer ser alguém, se destacar da multidão

Abaixa a cabeça para obter atenção
Encolha o rabo e terá admiração
Se quiser ser ouvido é bom ficar calado
E que tudo fique no mesmo estado

Hipocrisia não é mais cinismo
Eu chamo de multilateralismo
Um afago para cá uma cusparada pra lá
E assim o país inteiro vai te amar

Não é difícil de comparar
O meu cérebro com a castanha do Pará
Não é difícil de comparar
O nosso cérebro com a castanha do Pará

Menina-Moça

Móveis coloniais de Acaju

Composição: André Gonzales e Leonardo Bursztyn

Menina moça
Eu não queria te dizer
Mas me parecia
Não querias compreender

Que pra ser o tal
Não é preciso ser
Bacana e sacal
Não é preciso ser
Sacana e banal
Não é preciso ser
Mas o difícil é entender
Que pra ser o tal
Não é preciso ser você


Talvez seja tal e qual
Quarenta e quatro vezes normal
Mas na vez seguinte, no ano seguinte
Você se tornará legal

Seu sorriso de Cepacol
Sua sempre mal passada carne de sol
Sempre acompanhada daquela gelada
E uma pelada de futebol

Que pra ser o tal
Não é preciso ser
Bacana e sacal
Não é preciso ser
Sacana e banal
Não é preciso ser
Mas o difícil é entender
Que pra ser o tal
Não é preciso ser você


Menina moça
Eu só queria te dizer
O que é preciso
Não está na cara
Mas está na Caras
Este mês

Como é por dentro outra pessoa
Quem é que o saberá sonhar?
A alma de outrem é outro universo
Com que não há comunicação possível,
Com que não há verdadeiro entendimento.

Nada sabemos da alma
Senão da nossa;
As dos outros são olhares,
São gestos, são palavras,
Com a suposição de qualquer semelhança
No fundo.

Fernando Pessoa

fonte: http://www.pensador.info/p/o_divino_dorme_na_alma_duma_crianca/1/

Tudo o que dorme é criança de novo. Talvez porque no sono não se possa fazer mal, e se não dá conta da vida, o maior criminoso, o mais fechado egoísta é sagrado, por uma magia natural, enquanto dorme. Entre matar quem dorme e matar uma criança não conheço diferença que se sinta.

Fernando Pessoa
Texto do Livro "Imagens do Desaprender"

Na reflexão feita acerca das teorias do cinema, há seis maneiras de entendê-lo. Uma delas é o cinema como linguagem. Ele fala como que além de evoluir "O significado das palavras também pode involuir, ou esvaziar-se, como diz o poeta, ao falar de uma RUÍNA:

" Um monge descabelado me disse no caminho: 'Eu queria construir uma ruína. Embora eu saiba que ruína é uma desconstrução. Minha idéia era fazer alguma coisa ao modo de tapera. Alguma coisa que servisse para abrigar o abandono, como as taperas abrigam. Porque o abandono pode não ser apenas de um homem debaixo da ponte, mas pode ser de um gato num beco ou de uma criança presa em um cubículo. O abandono pode ser também de uma expressão que tenha entrado ao arcaico ou ainda de uma palavra. Uma palavra que esteja sem ninguém dentro. (O olho do monge estava perto de ser um canto.) Continuou: digamos a palavra AMOR. A palavra amor está quase vazia. Não tem gente dentro dela. Queria construir uma ruína para a palavra amor. Talvez ela renascesse das ruínas, como o lírio pode renascer do monturo.' E o monge se calou descabelado" (Manoel de Barros, poesia falada, v.8). "

-----Su: lindo!

É engraçado que para abrigar do abandono se tenha como objetivo construir algo “ao modo de tapera” o q engrandece o abandono do qual se trata! Porque tapera quer dizer:

“[Do tupi = 'aldeia extinta'.]

S. f. Bras.

1. Habitação ou aldeia abandonada.

2. Casa arruinada.

3. Fazenda inteiramente abandonada e em ruínas. ”

Ou seja, criar algo já em ruína para abrigar é uma condição que se quer dar bem modesta a algo que nem isso possui. Não é facilmente dar a vida a tal coisa que ele deseja, mas dar a condição mais simples e por isso (talvez) a necessária para um Renascimento. Se vc dá todas as condições que já conhece, só recria algo que já existia.

Fala do esvaziamento da PALAVRA amor como se já mais que arruinado ele estivesse, e até de ruínas precisasse... É mais sensato falar da palavra, pois seria muito difícil discutir o sentimento em si.

A meu ver essa palavra anda meio sozinha. A mistificação q se criou em torno dela encanta mais do q a realidade de vivê-la. E pela pressa de sentí-la acabam por correr atrás mais do título. O investimento pessoal fica nublado, à deriva, duvidoso... e quando a sensação de ser amado vai embora, vc fica sem saber se houve sentimento!


-----Sobre o Autor:
-
"...E por falar em ruínas, um dos poemas de Ensaios Fotográficos fala do seu desejo de construir uma, mesmo sabendo que a ruína é o estado final da coisa. “Sou eu querendo desconstruir a própria linguagem, as palavras, querendo chegar ao simples”, afirmou.

(fonte: http://www2.uol.com.br/JC/_2000/0305/cc0305a.htm)

- Em entrevista diz:

"Havia um certo fascínio em mim por cidades mortas, casas abandonadas, vestígios de civilizações. Um fascínio por ruínas habitadas por sapos e borboletas. Eu gostava de ver alguma germinação da inércia sobre ervinhas doentes, paredes leprentas, coisas desprezadas. As fontes de minha poesia, estou certo, vêm de errâncias desurbanas."

"
Exploro os mistérios irracionais dentro de uma toca que chamo 'lugar de ser inútil'."

(fonte: http://www.jornaldepoesia.jor.br/castel09.html)
"Por meus textos sou mudado mais do que por meus existir."

(Manoel de Barros, Coleção Poesia falada)

Fonte: na verdade tirei do livro que estou lendo "Imagens do Desaprender - uma experiência de aprender com o cinema" de Adriana Fresquet, p 30.

Su: Talvez existindo vc vá mudando mais mecanicamente. Lembranças mais soltas te guiem e talvez alguém chame isso de "ser natural". Mas a escrita me revela muito mais. Não para os que lêem mas pra mim mesma, pois só eu sei o que eu nunca vou escrever mas q me vem à cabeça. Ela me põe cara a cara comigo e me faz ver com outros olhos. Até pelo fato d decidir o q eu não vou escrever já me diz alguma coisa. Talvez uma fuga clara. Aí sento e escrevo uma versão. E quem mais gosta de ler o q eu escrevo é quem precisa disso: eu!
O que há de bom na minha Cidade III

No fim da jornada, deixei o caminho do medo. A chuva fraca nem conseguia apagar o fogo e eu continuava pensando nela. Fui até o mercado comprar o docinho da criança (coisas q engordem senão sumo!!) pra incentivar o bom costume d andar (mentira! estava afim de comer biscoito de limão sem leite há um tempão!!).

Via as pessoas simples pegando suas bicicletas velhas ao sairem do trabalho. Vestiam-se de formas tão diferentes daquelas do centro do Rio. Um jeito menos pomposo. Talvez metade de tudo isso estivesse nos meus olhos, mas era a impressão q tinha. É provável que as férias que separam mais alunos e gente daqui tb gere tal visão. Achava muitas vezes estar vendo quem aqui faz a vida seja por achar que aqui é suficiente ou por falta de chance de se mudar. As vezes dá um certo nervoso porque escolher algo sem comparar com outras vivências me parece muito duvidoso. Mas se estar bem é uma questão de estado de espírito e seja por dificuldades sociais ou falta de vontade existe a preferência por ficar... porque a vida dos outros me incomodaria? Não é suficiente que eu não queira a realidade q entendo desse lugar pra mim e tire daqui só o q é bom?

Aqui não se tem muita coisa pra fazer. E em lugares assim você tem duas alternativas: beber até esquecer quem vc é (muita gente faz isso em cidades pequenas!!hehehe) ou fazer amigos (e beber também, mas um pouco menos!!hehehe)!! Tem, inclusive, esperar pelas festas da universidade, curtir a natureza, a companhia.

Uma realidade a sua volta não te infecta se vc a achar ruim. Ela só te lembra que ela existe, se vc continuar correndo atrás dos seus objetivos!! E A Realidade de uma mairoria precisa ser lembrada! Porque têm coisas que precisam mudar na questão das condições sociais que só quem está numa posição social mais vantajosa pode alterar; ou, então, que o lugar simples e sem nada pra fazer seja, pelo menos, um lugar pra onde se possa voltar de modo não defintivo, quando se quiser um cenário de natureza calma e uma casa árabe, com jardim botânico, lagos, capivaras, e uma floresta como quintal!! Cavalos, cabrinhas e bois nos pastos... e um céu decente, pois na cidade têm muitas coisas pra arranhar os céus até sua vista ficar tão riscada que comece a contar prédios ao invés de estrelas!!




sexta-feira, julho 25, 2008

O que há de bom na minha Cidade II

Já a caminhada de hoje só fui eu pela ciclovia. Ainda tentei chamar minha amiga Vivi (adorável!!) mas ela estava ocupada. Só não é a melhor opção quando já está de noite, nas férias (fica mais vazio) e com o tempo chuvoso!! O sentimento do dia foi: o medo.

Andava porque gosto muito e não estou cansada devido a faculdade. Sou minha viajante companhia ou desfruto da companhia dos outros. O ritmo era mais confortável do que propriamente "exercitante", embora naturalmente rápido.

Na ida, a minha esquerda, estava a antiga Rio-São Paulo e a direita, A Floresta! Vendo que o caminho tinha pessoas, ia mais ou menos com elas. Primeiro me deixei levar pela esquerda. Quanta coisa se faz naquela estrada! Se sai ou volta pra casa; leva-se a carga ou o doente; foge-se do pedágio ou se vai a um encontro; mexe-se com as meninas da ciclovia; quase se causa um acidente o q leva a muitos xingamentos pra compartilhar o susto (hehehe); passa-se numa viagem ou um ônibus vazio roda chamando por alguém... Estrada dinâmica, de mão dupla. Quando tudo parecer a mesma coisa, ela oferece o movimento de diferentes cores, gente e objetivos até se alcançar a monotonia das mesmas coisas que passam!!

Aí os olhos procuram outro lugar. O caminho do meio, a ciclovia. Qualquer um ali é inesperado, devido as condições (férias, nublado,noite). Uns mais ameaçadores, outros não, grupos inofensivos, corredores, caminhantes, um cão vira-latas (nunca vi um gato sequer!!). Dentre tantos, aqueles que você viu sua vida inteira, de longe te reconhecem, de perto falam contigo e quando se distanciam, tudo volta ao normal: mais uma distância entre vc e uma pessoa q vc nunca conhecerá além da vista! Mas não fui indiferente. É bom ser lembrado.

Até que a direita me chama... Primeiro vem um muro de terra, depois a ponte azul com a linha do trem, e em seguida um "barranco", descidas pra parte mais baixa da Floresta, q é o q acompanha 70% da via.
Negro, com os caminhos q levam pra dentro da mata fracamente iluminados, não parecendo levarem a lugar nenhum, nenhum! Fantasmagóricos postezinhos no início de cada um, com uma mísera lâmpada para tão longa trilha!!
No breu, tudo é esconderijo e sons de bichos (nesse caso, pequenos). Acompanhando o tronco de uma das finas árvores até o céu, supomos estrelas escondidas pelas nuvens pesadas, avermelhadas pelas luzes da cidadezinha. Os topos das árvores mostravam que todo o negrume não era uma coisa só. Elas recortavam em negativo a vermelhidão das nuvens.
Medo... mas ainda sim eu seguia em frente. Talvez tivesse mais medo se estivesse passando de carro e me imaginando largada do lado de fora, com os caçadores a minha espera. Isso me faz pensar que o medo de estar do lado de fora do carro seja mais o do abandono do que o perigo em si. Eu não me arriscava. A certa adrenalina era melhor do q estar em casa, num lugar tão são e salvo onde também nada aconteceria!!

Estava ficando frio. Minha pele esfriava mas eu sentia calor. A chuva começava a cair! Eu tanto esperava quanto torcia por ela!! Ter a alma lavada na rua seria um complemento pra tudo que eu deixava inspiradamente pelo caminho!! Qualquer um podia saltar da mata "do nada" (o que é subestimar um lugar tão cheio de possibilidades) e me errastar por todas as chances que me punham medo como o escuro, as cobras, os homens que só sabem tomar ao invés d conquistar... mas a minha passagem era exorcizante!! A minha endorfina, indispensável!! Até o fogo que começou a queimar no muro de terra fez parte da minha boa noite: me preocupou. E Cássia Éller não podia cantar pra mim:

"
Socorro, não estou sentindo nada
Nem medo, nem calor, nem fogo
Não vai dar mais pra chorar, nem pra rir"

Porque eu estava em busca das sensações, não desistiria dos sentimentos e nem fugiria de mim. Eu estou em tratamento. "Tomando a diversão como um remédio", diria Marcelo. E vendo quanto mundo tem ao meu redor além daquele q eu tinha eleito! Vendo que eu não sou como tentei ser porque sou mais feliz de outro jeito. Quero do meu lado quem é feliz comigo e não apesar de mim.


O que há de bom na minha Cidade I

Aqui temos uma bela floresta!! De dia, pra quem teve vontade ou veio a oportunidade primeiro, tem como andar por ela sem se perder, pois as árvores são marcadas, sendo só o caminho inicial cimentado. É outro cenário verde dentro de um espaço que já é "rural". Andei poucas vezes por ela porque ir sozinha é meio perigoso. Sempre tem um perturbado querendo interromper nossa paz!!

Passando por um de seus lados tem a ciclovia da cidade. Nela tem uma ponte azul que passa por cima de uma curiosa linha de trem cargueiro, além de saírem dois ou três caminhos pra se entrar na floresta. Muito convidadativos são eles enquanto durar a luz do dia! Mas a noite, hora da minha caminhada de hoje e de ontem, a floresta é aterrorizante!! Principalmente se o céu não está estrelado, como estava na nossa caminhada (eu, minha irmã e meu lindo, lindo amigo Juliano!!) de ontem!!

A ciclovia tem ainda uma saída que leva ao prédio principal da UFRRJ (Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro) , nosso destino! Ele já é bonito pela manhã e a noite... seus arcos semi iluminados refletem na água de seu laguinho central só a pouca luz de seus corredores (não ficam todas acessas) e pra mim parece uma grande e ainda mais encantadora habitação árabe!! O terceiro andar não é completo e tem uma ponta que é iluminada e outra não. A parte mais escura pareceria o lugar perfeito de onde se poderia partir o tapete de Aladim... O céu estrelado também estampava o lago e fazia mais próximas de nós as constelações que Juliano tentava apresentar!! O lugar era calmo e a nossa conversa muito agradável!! Foi uma daquelas noites em que tudo era perfeito!!
Ali têm bonitas e diferentes árvores, tudo gramado em volta!! Estávamos sós mas também acompanhados, pois em algumas salas ainda se tinha aula. Nada que desse para ouvirmos!! Alguns patos já fizeram parte do adorável lugar, mas hoje não se encontra mais nenhum!!
Ficamos umas 3 horas conversando até resolvermos fazer o caminho de volta pra casa. Somando foram 4 quilômetros que muito felizes fizemos indo e voltando, ainda que estivesse bem frio!!hehehe

Passamos por trás do Instituto de Biologia novamente, onde nos prometemos chegar um dia mais cedo para conversar em cima de uma das suas atraentes árvores!! Ou tirar fotos do jardim botânico!! E dos outros lagos! Ainda tem um lago perdido que muito poucas pessoas foram por se tratar de um caminho difícil que não dá nenhum sinal d água por perto!!

Como se a noite já não estivesse boa o bastante, vimos uma luz crescendo por trás da folhagem negra sob a ponte azul!!! "Não acredito" falei animada!! O trem vinha chegando!! Ficamos na ponte até ele acabar de passar por baixo de nós!! "Esqueci de contar os vagões" falei ao que Ju respondeu "eu também"!!hehehe Q peeeeeena!! ;0)) Foi lindo!! Ele não estava muito cheio. Este é um trenzinho q torna a minha cidade mais poética!! Ele se foi e nós também!!

terça-feira, julho 22, 2008

Me revelar

Ônibus: finalmente bom de novo!

Ontem, na volta pra casa, recém chegada de Minas Gerais, fui pegar o ônibus para minha cidade. Estando ele cheio de gente e eu cheia de mala, resolvi esperar o próximo. Sentia falta de conversar com alguém! Além disso: o meu tipo de papo, do meu jeito, sem o dever de me conter para agradar... eis q surge Arthuuuuuuuuuuuuuuuuur!!!!

Das nossas viagens, nossas imaginações sobre quatro rodas, veio a sacada:
Su: - ... Eu não consigo fazer desenhos grandes!! Sempre vejo mais os espaços vazios e fico tentando preenchê-los!!

Art: - Mas os espaços vazios também são o desenho...

Tudo que você faz te põe em jogo. Calar demais é se defender. Enquanto não falar, não fizer, vc se preserva. Mas o q se ganha sendo o mesmo pra sempre?

Somos uma massa instável da qual não se consegue tirar só o que não se gosta. Gostos e desgostos se enrolam e sustentam-se, dividindo veias e artérias estratégicas que crescem com a gente. Mudar é um processo doloroso que pode levar a sangramentos sérios, pois, as vezes, os problemas estão muito lá no fundo e pouco evidentes. Ameaçado o q é vital pra nós, é mais fácil achar q o resto do mundo está errado! "É mais fácil ficar com raiva do q entristecer." Mas, ainda sim, dificilmente vc encontra alguém prepotente o suficiente pra achar q não precisa mudar em nada!

Sou detalhista, sempre procurei preencher o meu vazio... Arthur acho q sabia q não falava só sobre arte quando me falou que o desenho também é o espaço onde nada tinha. O vazio é uma parte. Eu sou muito exigente quando estou mais vazia do q cheia e constantemente não admito isso. Tento preencher a mim e ao outro mas, numa via de mão única, faltam as duas mãos que te apertem no final do abraço q vc precisa!!


Me Revelar
(Zélia Duncan)

Tudo aqui quer me revelar
Minha letra , minha roupa, meu paladar
O que eu não digo, o que eu afirmo
Onde eu gosto de ficar

Quando amanheço, quando me esqueço
Quando morro de medo do mar

Tudo aqui
Quer me revelar
Unhas roídas
Ausências, visitas
Cores na sala de estar

O que eu procuro
O que eu rejeito
O que eu nunca vou recusar

Tudo em mim quer me revelar
Meu grito, meu beijo
Meu jeito de desejar

O que me preocupa, o que me ajuda
O que eu escolho pra amar

Quando amanheço, quando me esqueço
Quando morro de medo do mar

Tudo aqui quer me revelar
Unhas roídas
Ausências, visitas
Cores na sala de estar

Tudo aqui quer me revelar
Unhas roídas
Ausências, visitas
Cores na sala de estar
O que eu procuro
O que eu rejeito
O que eu nunca vou recusar

Tudo em mim quer me revelar

[[[Anti-Telejornal]]]

Composição: Samuel Rosa e Rodrigo F. Leão

Hoje nasce meu filho
Hoje vou me casar
Hoje dentro do espelho
Vou poder enxergar
Pais, mães, irmãos
Ruas, bairros, cidadelas
E o quintal dos corações
Onde moram as coisas belas
Hoje vou namorar
As solteiras e as casadas
As jovens, as carquebradas
As lindas e as descuidadas
Meu amor vai se espalhar
Pelas camas e calçadas
Nas prisões e condomínios
Nas favelas e esplanadas
Hoje andarei sobre as flores
Amarelas do ipê
Espalhadas pelo chão
Antes de anoitecer
Cantarei no meu velório
Dançarei nos braços da vida
Dormirei com a minha amada
Vida boa de ser vivida
Sem farsa, conchavo, sem guerra
Sem malta, corja ou trapaça
A vida é um drible ágil
Entre as pernas da desgraça
Hoje eu vou inventar
O antitelejornal
Pra passar só o que é belo
Pra passar o essencial



comentário: "Já 'Antitelejornal' aparece como uma crítica ao critério de escolha das notícias na televisão."
fonte: http://www.supernoticia.com.br/otempo/noticias/?IdEdicao=325&IdCanal=4&IdSubCanal=&IdNoticia=29340&IdTipoNoticia=1


Su: As vezes somos como esses telejornais. Topando uma vida manipulada comum pra manter a perdível ingenuidade!!
Meu amor não vai se espalhar a troco de nada! Ele usará mais o seu quintal no hoje que achar pra ele, pois não parará sua busca!
Limites... melhor vê-los através de um plano para superá-los. Afinal, quem melhor do q eu pra cantar no meu velório? Pode ser estranho mas é sincero e honesto o q digo!! O q me faz feliz deve ser essencial e belo pra mim!! E, no meu fim, é aí que quero ter chegado!

(I could be a little bit unfair... I just seem. There´s sense.)
Minha máxima:

As pessoas são insubstituíveis mas não são indispensáveis!

S.N.
Mutação

Em qual ponto começar? Que pontos seguir? Reticências, pingos nos is, ponto final... juntá-los todos e formar traços inteiros! Retorcê-los e acreditar nas letras!

A cigarra não pode mais com seu pequeno exoesqueleto! Pra crescer, tem q mudar! E abandona sua casca, que é uma boa memória do q ela era pra continuar a ser outra coisa!!

Tirar asas de dentro dos corpos das lagartas e jogá-las no vento. Vão procurar voar. Vão procurar não se machucar.

E quando a mutação é para designar um contínuo processo do não dito? As cordas vocais agarradas calam a voz que não é ouvida. É melhor não falar do que não encontrar o ouvido que acolheria.

A colher ia enfiando guela abaixo tudo q precisava passar. Era engolir ou se engasgar. A vida não acabava ali. Era digerir e voltar... que a volta fosse por cima!
Que a volta fosse por outro caminho e não mais a espera pelo chão vazio, onde ninguém passa. Onde ninguém mais fala. Onde ninguém mais escuta. E onde a saudade não sabe mais do que sentir falta já que parece que nada há.

O q era bom e o que fazia bem agora fazia precisar de remédio. E este exige q se abra mão do vazio. Pra remediar um exterior num certo ponto só, só uma alma cheia de alegria. Encher a alma exige responsabilidade, pois isso não se dá no encontro com outros vazios.

O mundo está cheio de vazios carismáticos. Que eles possam ser felizes também.
Eu vou tentar voar e cantar bem longe porque a negligência me fez matar por morrer de fome! Minha canção vai tocar no rádio e a rua vazia vai se encher das minhas vibrações. Eu componho uma falta que outros podem sentir.

quarta-feira, julho 16, 2008

Panis Et Circenses

(Pão e Circo)

By : Marisa Monte

Eu quis cantar
Minha canção iluminada de sol

Soltei os panos sobre os mastros no ar
Soltei os tigres e leões nos quintais
Mas as pessoas da sala de jantar
São ocupadas em nascer e morrer

Mandei fazer
De puro aço luminoso punhal
Para matar o meu amor e matei

Às 5 horas na Avenida Central
Mas as pessoas da sala de jantar
São ocupadas em nascer e morrer

Mandei plantar
Folhas de sonho no jardim do solar
As folhas sabem procurar pelo sol
E as raízes, procurar, procurar

Mas as pessoas da sala de jantar
Essas pessoas da sala de jantar
São as pessoas da sala de jantar
Essas pessoas da sala de jantar
São ocupadas em nascer e morrer...


Pra quem prefere em inglês:

I wanted to sing
My song enlightened by the sun
I set the sails free upon the masts
I set tigers and lions free in the backyard
But the people of the dining-room
Are busy to be born and to tie

I´ve ordered a shining steel dagger
To kill my love and I killed him
At 5:00 PM in the Central Avenue
But the people of the dining-room
Are busy to be born and to die

I´ve ordered dream-leaves to be
Planted in the garden of the mansion´s sun
The leaves know how to seek for the sun
And roots they search an search

But the people of the dining-room
Are busy to be born and to tie...



Su: Eu quis cantar! Eu canto. Meu canto iluminado de sol não basta. Queria-se um talento que não era substituível pela diversão!!

Soltei os tigres e os leõs nos quintais!! Queria ver o que poderia mudar porque antes d´eu chegar ali não poderia ser igual àquilo tudo depois d mim!! Faço diferença. Mas q diferença é feita? Isso vem de dentro d cada um e pode se perder por lá. Mas o q houve em mim eu vejo. NÃO ESQUEÇO NADA porque é assim q tudo me faz crescer. Pelo bem ou pelo mau, agora amadureço. Porque a vida não é simples e eu não só tenho como POSSO lidar com isso. Não sem dor, mas com o prazer d me ver maior, passada a tempestade. As moedas em q o lucro se reverteu pagam o preço inevitável. Tenho o q é pra mim. O q poderia ter sido não me deve fascinar mais do q o q foi. Porque só conheço as ruas pelas quais passei. A ilusão deixo para os talentosos!!! Fico com meus futuros novos sonhos!!

A CONQUISTA é minha intenção!! ObTER é conseqüência. Vou dançando pelo caminho. Se sou forte agora é porque admiti a fraqueza enquanto aprendia. É porque um dia não foi SIMPLES que hoje é mais fácil.

Os tigres assustam mas são de mim. Fazem parte da fuga da normalidade que eu quero. Não me dão status mas me garantem bons dias!! Dias raros.... caros para uma "menina cara"!!! Só eles me mostram e atraem o que de melhor posso TER: boas lembranças. Lembranças em q entram pessoas. A solidão é útil mas se ninguém te marca, você pode estar perdendo toda diversão! A entrega não é perda: é troca! A aventura está na escalada, no vôo, no salto e na natureza humana tb!!

Minha casa será iluminada!! No meu quintal, não se temerão os leões a espreita. Quando eles se aproximarem, uns estarão mansos, outros arredios e com tudo lidarei! Sem garantias e nem estabilidades porque o preço da liberdade é assim, alto!

Damos o que temos. Meu punhal não poderia ser diferente de mim. Com luminoso punhal matei meu amor. Curioso fazer isso num mundo onde ele falta! Mas a morte não é desnecessária ou má! A inexistência é que é o problema! Mas vir a existir e morrer fertiliza a vida! Tive uma hora e um dia em q isso deveria ter começado. Resisti a princípio mas o fiz por fim. Nada é pra sempre. É preciso que se termine um para que se dê lugar a outro. Nós não seremos os mesmos amanhã.

Agora é continuar a procurar, procurar!! Várias coisas e não uma só. Planto meus sonhos e eles procuram acordar. Alguns dormem pra sempre, é a própria morte. Mas a condição do meu jardim é o sol, e só quando ele engolir a Terra é q eu vou saber se realmente terá chegado a hora d parar.


Society
Eddie Vedder
Composição: Jerry Hannan


It's a mystery to me
we have a greed
with which we have agreed

You think you have to want
more than you need
until you have it all you won't be free

society, you're a crazy breed
I hope you're not lonely without me

When you want more than you have
you think you need
and when you think more than you want
your thoughts begin to bleed

I think I need to find a bigger place
'cos when you have more than you think
you need more space

society, you're a crazy breed
I hope you're not lonely without me
society, crazy and deep
I hope you're not lonely without me

there's those thinking more or less less is more
but if less is more how you're keeping score?
Means for every point you make
your level drops
kinda like its starting from the top
you can't do that...

society, you're a crazy breed
I hope you're not lonely without me
society, crazy and deep
I hope you're not lonely without me

society, have mercy on me
I hope you're not angry if I disagree
society, crazy and deep
I hope you're not lonely without me




Su: filme excelente esse "Na Natureza Selvagem"! Pus essa música aqui porque a conheci nele! E me conheci mais um pouco tb!!

segunda-feira, julho 14, 2008

12 de maio passou...

... e em julho chove torrencialmente!!!







("...") *1

Esquece isso. Finge que não sabe. Não transpareça q viu.
Mas não me esquece. Porque eu sou especial.



*1 "..." -> algo q muda toda hora! Só reticências comporta! Inventada por alguém que queria responder muita coisa mas não podia sossegar e numa frase só petrificar-se! Mudança constante! Nada me contém. E isso não me detém mais!

segunda-feira, maio 12, 2008

O tempo nunca é suficiente pra matar a saudade do que...


Como acreditar na importância de algo quando foi tão fácil ser deixado? Eu não deixo meu pulmão largado por aí porque não existe essa opção!
A gente nunca sabe quem é a outra pessoa! Por mais que tentemos não nos supreender, se tentarmos demais também será um caminho pra não se viver intensamente!! E como são intensas as minhas vontades!!
O passado não está escrito, envelopado e selado pra eternidade! Ele sempre pode ser relido! Não é revivido e sim Vivido de outra forma!
Quantas vezes em um ano preferi a primeira versão intensa q vivi!! Mas só a questão da perda me fez ver o quanto o q perdi era mais importante pra mim do q eu supunha! A pergunta é: e isso não poderia ter acontecido sem mágoa?
Podemos escolher entre pegar água no rio todo dia pra abastecer a casa ou fazer uma represa e mudar tudo! Depois de feita a represa, tem como esquecê-la e procurar um poço? Uma nascente? O MAR era grande! Tanto tinha, mas no final das ondas, pra matar a sede não servia...

Se AMOR é angústia, se não existe sem medo, garanto: não é todo medo e toda angústia q vale! Não erraria em apostar numa intensidade diferente porque se ela foi ilusória em algum momento, pra mim era apenas ingênua! Aproveitar a mudança pra me fazer melhor ainda e fazer de outro jeito valer a pena é até tentador! Mas eu preciso de um alicerce pra isso! É preciso acreditar q existe um amor q, por mais dúvidas q gere, também vai ser maior q a vaidade e o orgulho e vai Cuidar! Porque nem sempre o primeiro lugar é nosso. Então algumas pessoas em torno de nós tem q Valer o nosso primeiro lugar senão, viver junto vira a própria solidão!

Tudo tem um preço! O preço da intensidade é Não se anestesiar (ou se "adaptar"). É perder o sono, a calma e saber Acreditar no equilíbrio. O equilíbrio só vem se tiver fluxo (mas você pode escolher a anestesia)! Nenhum sistema fechado vive profundamente porque só conhecem as suas zonas de conforto! E nem todo conforto vale!
A "realidade" oferece tantas ilusões e sonhos! Por que viver só as suas? O barato é q, enquanto a ilusão vê o que não está lá, o sonho vê o q pode vir a estar... O q precisamos não está pronto no mundo. Mas só somos criadores se pusermos em jogo o q temos. É pondo a nossa mão na massa. Nos denunciando ao deixar ALI as digitais q são só nossas. Não é só lembrar "eu andei minha vida toda" mas admitir: "eu passei por ALI". Porque "ALI era pra mim" e "eu quis ir para ALI também", "ALI era importante", "ALI viu minhas ilusões e acabou sonhando com elas", "talvez ALI seja pra sempre"...
Com minha imperfeição sou capaz de fazer coisas perfeitas! E assim como meus defeitos não anulam minha perfeição, minha perfeição não esconde os meus defeitos! Seguindo esse sentido, no meu colo não cabe todo mundo mas os que quiserem ESTE CONFORTO, caberão perfeitamente!

As nuvens se foram! Mas eu sei q vai chover de novo!

...Amo!


S.N. = em construção

sábado, março 29, 2008

Pinta de diário


Eu sou essa imensa vontade de mudar.
Medo e preguiça me mimam, e vejo conforto onde não deveria. Só não é a melhor opção, embora as vezes bata essa imensa vontade de não estar em lugar nenhum e, ainda sim, não fazer falta.

Amar é bom, gostar é importante, lidar com outros sentimentos é engrandecedor... quanto trabalho! Sua vida não ser os seus ideais e vc sentir-se lascando-se todos os dias, antes de construir alguma coisa.


Se existir fosse negociável e não houvesse tanto contratempo entre eu ser e o q eu acho certo, o q seria diferente?

“Existem idéias, coisas e pessoas demais. Caminhos demais a seguir. Comecei a achar que é importante gostar de algo com paixão pois isso reduz o mundo a um tamanho administrável.”
(do filme “Él Ladron de Orquídeas” = “Adaptation” = “Adaptação”)


Entre críticas e algumas dores, vem a paixão! Traz outros tormentos mas tem um quê de fundamental no q é!! Um mundo tão grande, de tantas obrigações, as vezes só precisa de alguns momentos parado apenas pra se sentir bem! E ter alguém pra isso é quase como ser tão feliz quanto possível!!




su: amo felipe!!
Aula
talvez, uma aula de verdade!

A burguesia quis tanto prezar o nome de sua familía q acabou por perder os próprios filhos!! Na aparente dicotomia entre repressão e corpo de prazer, vem um observador e aponta q ambas as faces foram criadas pela mesma história! ùtil a política e a economia do Estado, a criança é objetivada e entregue cinicamente aos pais como um corpo a ser vigiado. Como se fosse possível q estes evitassem a lida da criança com seu próprio corpo de prazer! Em troca de tanta benevolência, uma vez q o Estado, ou a pedagogia ou a medicina trataram de construir tão belamente a família célula, com o mínimo de intermediários, deveria ser permitido a eles educar tais crianças! Em outras palavras, criaram para si realmente corpos aptos ao trabalho e conseguiram que lhes fossem entregues ainda pequenos!

Falando num nível prático, o problema não é educar mas sim que tipo de educação está sendo imposta! Ainda é a da normalização aonde um aluno mal comportado "é caso de polícia" (ou de psicólogo, ou de pedagogo), devendo ser entregue a um poder normalizador. Nunca se tem o olhar que vê que este aluno põe a escola em discussão justamente porque ele não se adequa. Não deveria este estabelecimento ver rachaduras em seu sistema? Não... porque a lógica moderna não só insiste no útil como também insiste na disciplina e assim culpa quem diverge dela. Tem-se q se mostrar q és capaz de cumprir ordens, de entrar na linha e ajudar esse poder disseminado a se fortalecer como se ele fosse Natural! Por que é natural que numa escola a criança tenha q se comportar?
Nada é natural.
O ser humano é histórico.
Ele cria todas as suas necessidades e problemas.
Antes a criança nem existia! Era um pequeno adulto q já cedo deveria aprender tudo q o mais velho sabe! Dizia Arriés que ela poderia morrer q nem era considerado grande coisa na Idade Média, já que ainda não estava "pronta"!

Ao criar necessidades e problemas, a história também cria uma falsa dicotomia entre repressão e prazer. Por mais q essas idéias se oponham, elas servem ao mesmo propósito: a utilidade e disciplinamento. Como? Porque o prazer foi criado numa criança onde antes não era visto. E a repressão foi criada logo em seguida, para que estas crianças saíssem da alçada de seus pais, aos quais foram entregues em primeira mão. Os pais, considerados inaptos para "cuidar" de (vigiar) seus filhos, tiveram como única função continuar tentando a vigília, enquanto o médico é que, de fato, penetrava na família e era o detentor da sabedoria que levaria a cura dos infantes!

A atualidade é um grande palco onde o poder se dissemina (se invisibilizando) e se fortalece conforme atravessa as atitudes das pessoas sem questionamento.


Su: (aula da UFF de "psicologia e formação", segundo o meu entendimento a respeito de um fragamento de um livro de Foucault chamado "Os Anormais")
Acho q foi Lacan q disse "um filho nasce quando se começa a pensar nele". Reprosução do meu professor de teorias psicanalíticas Vidal! Olha q barato! Se eu tivesse nascido primeiro ele teria me "copiado"! Quanta honra!!! Vide post de Quinta-feira, Janeiro 31, 2008!!
Perda


tchau, tchau.

Lembro do que quero. Pra quem tem boa memória, eu sou inesquecível. Ambiguidade mal resolvida: boa a memória q lembra ou boa memória vivida? Certas coisas são inadmissíveis. E por isso se perde a graça de tentar de novo. O difícil se torna improvável enquanto se perde o bom q poderia ter sido!
A tristeza q me causou vai passar. E eu? Depois de tudo q fiz, do início ao fim, passarei? Quando antes não se teve nada e a partir dali se começa a contar, quem passou fica. Como uma boa lembrança ou como uma assombração. Do corpo se afasta mas de si mesmo não se foge. Revolta-se, distorce o vento, compõe-se dolorosamente... e nas ruínas de si, vive-se lutando para ser o mesmo! Mas o tempo passa. Devorando e assolando os mais fracos, deixando neles só inevitável!

quinta-feira, janeiro 31, 2008

Alguma
vida
teve. Mesmo sem chegar a esse mundo... viveu! Vida que por nós não lembrarmos pode acabar sendo desconsiderada. Porque é tão importante o que escolhi pra viver agora, e tudo que me fez mudar! O fato de ter eu existido ano passado, por mais q não detenha detalhes, ainda é válido, porque eu me lembro que existiam várias coisas comigo!!
Eu tenho essa história de um amigo... a vidinha que ia sendo construída na barriga da mulher que fazia esse filho pra eles, não sei com quanto cuidado mas, com certeza, com muita atenção, acabou se perdendo antes de chegar no nosso embaraçoso mundo de escolhas!
Nos faz até pensar q antes cedo demais do que tarde, quando se teriam mais elementos para docemente faltar. Principalmente na nossa mente que constrói crianças com uma inocência inalcansável na realidade!!
MAs se pra existir é importante escolhas, mudanças, além de um corpo que responda a tudo isso, é mais verdade ainda que, por mais que aquela vidinha não tenha chegado, ela viveu!!
Um acontecimento que mudou toda razão! É verdade que esse mundo está violento demais, que nada garante que sejamos pais exemplares ou que nossos filhos vão ser boa gente mesmo se formos! Que sustentar filho é caro e nossos planos tem muito a fazer por nós antes de pôr outro começo de gente no mundo! Mas se o filho, por acaso ou irresponsabilidade vem... não há argumentos que convençam espermatozóide e óvulo de que há outra hora melhor para concretizar o objetivo de suas existências!! Onde há uma mente que demora a decidir ou protela planos que podem não acontecer, há também um corpo que não se nega, no meio de tanto raciocínio, a cumprir a finalidade de ali estar!
Alguém que não pensava em ter filhos
ACEITOU,
ASSUMIU
e COMEÇOU a ter novos planos!
Foi pai o quanto pôde! Viveu um futuro que não vai existir por enquanto. Passou por alguma dor no início, com o impacto da notícia de que viria mais alguém por aí, mas levou adiante, com postura honrosa, e teve esta reconhecida por seu pai! Sua irmã foi tia, seus pais foram avós! Seus amigos, entre sentimento diversos, torceram por padrinhos, imaginaram joãozinhos e mariazinhas, brincaram e exerceram seus papéis de companhia!!
A existência pode ser interrompida. Uma vez começada, em qualquer fim que se dê, há de se considerar uma morte! A perda é grande. A TRANSFORMAÇÃO com o prenúncio e desistência de chegada foi enorme! Há de se encarar a realidade com olhos até possivelmente parecidos com os de antes... mas jamais iguais! Ele não é mais o mesmo e, nem com a melhor das imaginações, poderia ensaiar tão bem a paternidade! Teve q existir algo que se nutrisse dentro de uma pessoa querida, que ameaçasse pisar com seus próprios pés nessa mesma terra tão familiar pra quem já vive há tanto tempo do lado de fora, pra que se pudesse passar por mais uma mutação! Talvez isso não tocasse muito a outros, mas esse se deixou tocar e viveu mais uma aventura pro livro da sua vida!!!

S.N.
= txt em construção
Charlie Brown Jr.

Música: Hoje Eu Acordei Feliz
Álbum: 100% Charlie Brown Jr. Abalando a Sua Fábrica


Hoje eu acordei para sorrir mostrar os dentes
Hoje eu acordei para matar o presidente
Hoje tem festa, ela vai estar, eu vou, vai ser perfeito
Eu vou fazer o que você jamais teria feito

Hoje eu acordei feliz
Sonhei com ela a noite inteira, eu sempre quis
Hoje eu acordei feliz
Sonhei com ela a noite inteira, eu sempre quis
só não quero acordar!

Chegou ficou do lado não parou de olhar pra mim
Preciso lhe dizer mas sou um cara que era afim
O sexo é bom, o amor melhor os dois então perfeito
Eu vou fazer o que você já mais teria feito

Hoje eu acordei feliz
Fiquei com ela a noite inteira, eu sempre quis
Hoje eu acordei feliz
Fiquei com ela a noite inteira, eu sempre quis
só não quero acordar!

(...)

Chegou ficou do lado, já sentiu um pouco daquele respeito
Eu vou fazer o que você jamais teria feito
Não quero acordar, não!
Não quero acordar, não!
Não quero acordar, não!
Não quero acordar, não!

sábado, janeiro 26, 2008

O Supremo Castigo
Em todos os aeródromos, em todos os estádios, no ponto principal de todas as metrópoles, existe - e quem é que não viu? - aquele cartaz... De modo que, se esta civilização desaparecer e seus dispersos e bárbaros sobreviventes tiverem de recomeçar tudo desde o princípio - até que um dia também tenham seuspróprios arqueólogos - estes hão de sempre encontrar, nos mais diversos pontos do mundo inteiro, aquela mesma palavra. E pensarão que Coca-Cola era o nome do nosso Deus!

Mário Quintana

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O Achado
Vera estava visitando um protético quando, repentinamente, entrou pela sala, com uma dentadura articualda que havia descoberto numa prateleira, gritando:
- Titia! Titia! Encontrei uma risada.
(BLOCH, Pedro. Criança diz cada uma!. Rio de Janeiro, Ediouro, s/d. p.112.)

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Mensagem referencial:
As folhas da árvore,
movimentadas pela brisa,
produzem sons.

Mensagem poética:
Na tarde quente
as folhas aplaudindo
a brisa fresca
(PINTO, Gustavo Alberto C. Relâmpagos. São Paulo, Massa Ohno, 1990. s/p.)

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Escrever nem uma coisa
Nem outra -
A fim de dizer todas -
Ou, pelo menos, nenhumas.
Assim,
Ao poeta faz bem
Desexplicar -
Tanto quanto escurecer acende os vaga-lumes.
(Manoel de Barros)

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Brasília: esplendor

Brasília é uma cidade abstrata. E Não há como concretizá-la. É uma cidade redonda e sem esquinas. Também não tem botequim pra gente tomar um cafezinho. É verdade, juro que não vi esquinas. Em Brasília não existe cotidiano. A catedral pede a Deus. São duas mãos abertas para receber. Mas Niemeyer é um irônico: ele ironizou a vida. Ela é sagrada. Brasília não admite diminutivo. Brasília é uma piada estritamente perfeita e sem erros. (...) Brasília é um futuro que aconteceu no passado.
(LISPECTOR, Clarice. Para não esquecer. São Paulo, Ática, 1979. p.37)

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A Mariposa

A mariposa quando chega o frio
Fica dando vorta em vorta da lâmpida pra si isquentá
Elas roda, roda, roda, dispois se senta
Em cima do prato da lâmpida pra discansá

Eu sou a lâmpida
E as muié é as mariposa
Que fica dando vorta em vorta de mim
Todas as noites, só pra mi beijá.

- Boa noite, lâmpida!
- Boa noite, mariposa!
- Pelmita-me oscular-lhe as alfácias?
- Pois não, mas rápido porque daqui a pouco eles mi apaga.
(Adoniran Barbosa)

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sexta-feira, janeiro 25, 2008

" Ela não sabia que o homem chegou a Lua.
Que a vida é uma contagem regressiva.
Que Berlim já foi duas.Que na Idade Média a Igreja vendia lugar no céu.
Que homem e dinossauros nunca conviveram.
Que muitos remédios não curam, viciam.
Que o voto do povo salvou Barrabás e condenou Jesus.
Que o computador foi criado para resolver problemas que não tinhamos.
Que o Sudeste alaga e o Nordeste seca.
Que o sexo pode ser feito sem amor.
Que o cientista que criou a bomba atômica recebeu um prêmio por isso.
Que somos divididos em 1º e 3º mundo.
Que você vai fazer de tudo para não repetir os erros dos seus pais.
Que Getúlio saiu da vida para entrar na história.
Que a esmola é o imposto informal da injustiça social.
Que somos julgados pela aparência e condenados pela cor da pele.
Que o homem ainda não decidiu se veio do macaco ou de Adão e Eva.
Que todo muçulmanos deve ir à Meca pelo menos uma vez na vida.
Que quem faz aniversário no Natal não é Papai Noel.
Que o cinema já foi mudo.Que existe Aids.Que não existe cura."

Quem vai explicar: você ou a vida? GNT. Informação que forma opinião

terça-feira, janeiro 08, 2008

Deísmo
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa

O deísmo é uma postura filosófica e NÃO religiosa que admite a existência de um Deus criador, mas rejeita a idéia de revelação divina. É uma doutrina que considera a razão como a única via capaz de nos assegurar da existência de Deus, rejeitando, para tal fim, o ensinamento ou a prática de qualquer religião organizada.

Existem dois tipos de deístas: o racional e o por revelação pessoal. O deísta por revelação sempre será racional também, mas o racional nem sempre é um deísta por revelação.

O deísmo pretende enfrentar a questão da existência de Deus através da razão, em lugar dos elementos comuns das religiões teístas como a revelação directa, a fé ou a tradição. Para eles, Deus se revela através da ciência e as leis da natureza. O deísta não necessariamente nega que alguém possa receber uma revelação directa de Deus, mas essa revelação será válida ´´só´´ para uma pessoa. Se alguém lhe diz que Deus se revelou, para ele será uma revelação secundária e ninguém é obrigado a segui-la. Isto implica a possibilidade de estar aberto às diferentes religiões como manifestações diversas de uma mesma realidade divina, embora não crendo em nenhuma como “verdadeira” ou “totalmente verdadeira”.

Para o deísta, Deus é o princípio ou causa do mundo, infuso ou difuso na natureza, como o arquiteto do universo.O conceito de Deus pode confundir-se com o conceito de uma lei, no sentido racional-natural do termo. Trata-se do Deus de todas as religiões e seu conceito não está associado às idéias de pecado e redenção, providência, perdão ou graça, consideradas “irracionais". É antes Deus da natureza que da humanidade e, como um eterno geômetra, mantém o universo funcionando como um relógio preciso.

O deísmo surgiu dentro do contexto dos primórdios do racionalismo e sob a influência de Locke e Newton. Voltaire, um dos maiores contestadores da Bíblia dos últimos tempos, era deísta.


[editar] Características

Os deistas entendem (não "acreditam") Deus, mas frequentemente se encontram insatisfeitos com as religiões e apresentam geralmente estas afirmações que os diferenciam dos teístas praticantes.

1- Entendo Deus, mas não pratico nenhuma religião em particular.
2- Entendo que a palavra de Deus é o Universo e a natureza, mas não os livros "sagrados" escritos por Homens.
3- Gosto de usar a razão para imaginar como será Deus e não apenas aceitar que me doutrinem.
4- Acredito que os ideais religiosos devem tentar reconciliar e não contradizer a ciência.
5- Creio que se pode encontrar Deus mais facilmente fora do que dentro de uma igreja.
6- Desfruto da liberdade de procurar uma espiritualidade que me satisfaça.
7- Prefiro guiar minhas opções éticas pela consciência e reflexão racional a aceitar as opções ditadas pelos livros "sagrados" ou autoridades religiosas.
8- Sou um pensador individual, deístas não têm crenças religiosas senão seriam "teístas".
9- Creio que religião e Estado devem estar separados.

[editar] Ver também

* Pandeísmo
* Teísmo


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Obtido em "http://pt.wikipedia.org/wiki/De%C3%ADsmo"

Categorias: !Esboços sobre filosofia | Racionalismo | Conceitos religiosos


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FONTE: http://64.233.169.104/search?q=cache:kpZkMoz9VtgJ:pt.wikipedia.org/wiki/De%C3%ADsmo+deismo&hl=pt-BR&ct=clnk&cd=1&gl=br&client=firefox-a

Naturalismo

Uma teoria metafisica que defende que todos os fenómenos podem ser explicados mecanicamente em termos de causas e leis naturais. O naturalismo opõe-se ao sobrenaturalismo, teoria metafisica teológica. O sobrenaturalismo atribui não apenas uma origem sobrenatural ao universo mas defende que este tem uma moral própria e um propósito espiritual. O naturalismo vê o universo como uma máquina ou organismo, desprovido de propósito geral, apesar de partes do universo funcionarem harmoniosamente e parecerem ter sido desenhados para essa função. Os sobrenaturalistas veem o universo como tendo sido criado para uma finalidade, e geralmente acreditam que nada acontece sem um propósito moral ou divino. Para os naturalistas, a Natureza é indiferente às necessidades e desejos humanos. Para os sobrenaturalistas, Deus encheu o mundo natural com tudo o que precisamos e devemos desejar, bem como com o que não precisamos e não devemos desejar. Estes tambem teem um propósito: são desafios morais e lembranças do nosso lugar no grande esquema das coisas.

Como afirmado acima, o naturalismo é uma teoria metafisica. As teorias metafisicas tratam da natureza da realidade. São geralmente divididas em ontologia, cosmologia e teologia. Ontologia é a metafisica do ser. (o que é o ser? porque existe algo em vez do nada? que tipos de ser existem? etc.) Cosmologia é a metafisica do cosmos ou universo. (qual a natureza do universo? o universo existiu sempre? se não, como pode algo vir do nada? etc.) Teologia é a metafisica de deus e do sobrenatural. (Deus existe? qual a natureza de Deus? pode haver mais que um Deus? Deus é o criador do universo? etc.)

A diferença entre pontos de vista entre mecanicistas e teologistas pode ser vista no comportamento sexual animal em cada perspectiva. Para os teologistas, o sexo é destinado a reproduzir a espécie. O prazer que o acompanha é o indutor para concretizarmos o divino plano da reprodução. Se o sexo fosse normalmente doloroso, seria evitado pelos membros da espécie e esta extinguir-se-ia. Alguns teólogos defendem que sexo com fins de reprodução é o unico motivo correcto. Frustrar o propósito reprodutivo do sexo é uma imoralidade, segundo este ponto de vista. Controle de natalidade e homossexualidade são erros morais. Isto não significa que um naturalista não possa considerar o controle de nascimento e a homossexualidade como erros morais. Alguns naturalistas consideram-no mas não pelas mesmas razões. Um naturalista pode considerar um dever para seres "superiores", seja como for que defina isso, a reprodução, e para os seres "inferiores" o controle da natalidade. Mas penso que para a maioria dos naturalistas a homossexualidade é tão natural como a heterossexualidade, e nenhuma inerentemente moral ou imoral. Para o naturalista, o instinto sexual não tem um propósito. Não foi desenhado para levar os animais à reprodução. Pelo contrário, animais com fortes instintos sexuais reproduzem-se e logo florescem. Não há pois maneira de frustrar o propósito de sexo, pois o sexo não tem propósito. Claro que o desejo de ter sexo com uma pessoa é uma propósito. Mas é esse o propósito: ter sexo com uma pessoa particular, qualquer que seja o género.

Para um teólogo, a polinização das orquídeas por abelhas é um desenho divino. Para os mecanicistas, as abelhas estão a tratar da sua vida, e como resultado as orquídeas são polinizadas. Se nenhum animal fizesse o que as abelhas fazem, as orquídeas não existiriam. O mundo seria diferente mas seria ainda um mundo. Diferentes mecanismos significam diferentes mundos. A escolha não é entre este mundo e nenhum mas entre este mundo ou outro.

Para os sobrenaturalistas, pedófilos e predadores sexuais existem por um propósito divino. Para os mecanicistas naturalistas eles não teem qualquer propósito. Os seus desejos são naturais mas isso não significa que devam ser satisfeitos. Ambos os consideram responsáveis pelos seus actos. Mas os naturalistas não necessitam de tentar explicar a sua existência. Todos os naturalistas podem concordar que os desejos são explicáveis inteiramente por mecanismos causais fora da responsabilidade pessoal. Mas nem todos concordam que agir de acordo com os desejos seja explicável sem referência à liberdade e responsabilidade do agente.

Os supernaturalistas, com os seus fins morais e espirituais inerentes a cada aspecto da realidade, teem de encontrar uma explicação para a existência do mal. O ramo da teologia que tenta explicar isso é a teogonia. Em teogonia é aceitável dizer do mal, "os caminhos do Senhor são insondáveis." Ou, "Sou Deus; não tenho de me explicar a ninguém." O Mal existe e visto Deus ser bom podemos ter a certeza de que há uma boa razão para o Mal. Use a fé.

Spinoza defendia que a teologia representava o pensamento primitivo das nossos antepassados pré-cientificos. A procura das "causas finais" não levou a nada na compreensão da Natureza. Apenas quando a humanidade desistiu da maneira antropomórfica de pensar a geologia, fisica, etc., em termos de propósitos divinos, pôde progredir no conhecimento da Natureza. Penso que a história provou que Spinoza tinha razão. Teorias teologicas como o supernaturalismo são cientificamente superfluas. Por outro lado, o ataque de Spinoza era completo: não acreditava que o comportamento humano fosse explicado de modo diferente a outros na Natureza. Não há liberdade nem responsabilidade no comportamento humano, pensou. O comportamento humano deve ser descrito em termos de causas mecanicistas, como os restantes fenómenos naturais. Para um naturalista deterministico tais como Spinoza bom é apenas uma palavra para descrever coisas que nos dão prazer e mal coisas que nos causam dôr.

O naturalismo é muitas vezes confundindo com ateismo, materialismo, positivismo, empirismo, determinismo e cientismo.

Ateismo é a visão de que não há deus. Um naturalista pode acreditar nalguma espécie de deus ou seres sobrenaturais, mas nega que há algo na natureza que não possa ser explicado sem referência ao sobrenatural. Deus, como Criador da Natureza como uma realidade separada, é uma hipótese desnecessária para o naturalista. Os fundadores do Deismo nos EUA eram defensores do naturalismo.

Materialismo é uma visão metafisica que apenas existe realidade material (fisica, empirica). Os materialistas negam que exista realidade espiritual, excepto como ilusão. Um materialista pode acreditar em deus, mas não no Deus não-fisico das religiões ocidentais. Se há um deus, deus é uma entidade material ou reduzivel a tal.

Positivismo é uma atitude filosófica que a metafisica, mais ou menos, é treta. Os positivistas não negam a existencia de fenómenos sobrenaturais; eles manteem que é uma perda de tempo tentar compreender ou falar dessas coisas.

Empirismo é uma teoria epistemológica (teoria da natureza do conhecimento) que defende que todo o conhecimento é uma experiência dos sentidos. Alguns empiristas acreditam em Deus, outros não. Alguns empiristas são naturalistas; outros não são. Alguns empiristas são ateus; outros não. Alguns são empiristas; outros não.

Determinismo é a teoria metafisica que defende que todos os acontecimentos são determinados por causas mecanicistas. O determinismo opõe-se ao libertarianismo metafisico que defende que algum comportamento humano é explicável em termos de liberdade e responsabilidade do agente. Um naturalista pode ser um determinista, tal como Spinoza; tal como um sobrenaturalista, como os que acreditam em predestinaçãp. Tanto naturalistas como sobrenaturalistas podem acreditar na livre vontade e na responsabilidade humana pelo menos em parte do comportamento.

Cientismo é a visão auto-aniquiladora de que só as afirmações cientificas são válidas, o que não é cientifico e, se verdade, não tem sentido. Portanto, o cientismo ou é falso ou desprovido de sentido.

Em resumo, o naturalismo é a fundação da moderna teorização cientifica. Referencia a moral ou propósitos divinos não teem lugar em ciência. Ela é limitada pela explicação de fenómenos empiricos sem referência a forças poderes, influências, etc, que sejam sobrenaturais. A ciência moderna é inerentemente naturalistica. Se o naturalismo é correctamente compreendido, percebemos que nem ele nem a ciência negam a existência de Deus, livre vontade, fenómenos espirituais, Providencia ou criação por Deus. Ateistas negam a existência de Deus. Deterministas negam a existencia da livre vontade. Materialistas negam a existência de fenómenos espirituais. Positivistas negam sentido à teorização metafisica.

Pessoalmente, não penso que a ciência seja lugar para especulações sobrenaturais como o criacionismo. Parece-me existir dados suficientes de que não há um Ser responsável pela criação do universo e que o que existe e é conhecivel está limitado a fenómenos empiricos. Penso que a metafisica é, mais ou menos, lixo. E acredito que os pedófilos podem não ser responsáveis pelos seus desejos, mas são responsáveis pelos seus actos: podem controlar o seu comportamento e escolhem não o fazer. E o que fazem não é uma parte insigificante de algum plano divino mas uma parte significativo do drama humano, por mais sem propósito e indiferente que isso seja do ponto de vista da Natureza.

Links

Philosophical Materialism por Richard C. Vitzthum

Science and Religion: Some Historical Perspectives, John Hedley Brooke, The Cambridge History of Science Series (Cambridge University Press, 1991).

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FONTE: http://64.233.169.104/search?q=cache:nk9FJq_-D70J:skepdic.com/brazil/naturalismo.html+naturalismo+empirismo+positivismo&hl=pt-BR&ct=clnk&cd=1&gl=br&client=firefox-a

domingo, dezembro 30, 2007

"O carnaval, o carnaval...Eu fico triste quando chega o carnaval"







Um texto didático que eu fiz (com uma ajuda do Wikipedia, Google e Folha Ilustrada)

Carnaval: uma festa brasileira?

O carnaval é uma festa popular. Disso todo mundo já sabe e toda a agitação desse período são a prova da popularidade que o carnaval possui. Muitos por aí até mesmo dizem que “o ano só começa depois do carnaval”. Além disso, já se ouviu muito falar que o carnaval é a festa popular que representa melhor o Brasil, culturalmente, para o resto do mundo.

Mas será que o nosso tão afamado carnaval realmente é nosso? Segundo algumas pesquisas a história do carnaval é bem diferente daquilo que talvez um dia tentasse imaginar. Então vamos avaliar o que elas dizem a esse respeito.

As origens do carnaval

O carnaval teve sua origem no Império Romano (III a.D. – IV d.C.), e recuperado pela tradição cristão, consistia em um período de festas que ia desde o Dia de Reis até a quarta-feira que antecedia a Quaresma.

O período do Carnaval era marcado pelo "adeus à carne" ou "carne nada vale", expressão que deu origem ao termo "Carnaval". Durante o período do Carnaval havia uma grande concentração de festejos populares. Cada cidade brincava a seu modo, de acordo com seus costumes.

Outros pesquisadores chegaram a defender a idéia de que o Carnaval remonta a celebrações em homenagem à deusa Ísis ou ao deus Osíris, no Egito antigo. Outra corrente diz que o Carnaval teve origem numa festa romana chamada “Saturnália” (figura), em que um carro no formato de navio abria caminho em meio à multidão, que usava máscaras e promovia as mais diversas brincadeiras. Por conta desse carro em forma de navio (carro naval) usado nessa antiga festa romana, alguns apontam a origem do termo e da festa do Carnaval.

Atualmente, a teoria mais aceita é a que liga a palavra "Carnaval" à expressão “carne levare”, ou seja, afastar a carne, uma espécie de último momento de alegria e festejos profanos antes do período triste da quaresma. Em 1091, a data da Quaresma foi definitivamente estabelecida pela Igreja Católica; como conseqüência indireta disso, o período de Carnaval se estabeleceu na sociedade ocidental, sofrendo, entretanto, certa oposição da Igreja, na Europa. Embora alguns papas tenham permitido o festejo, outros o combateram vivamente, como Inocêncio II.

À seqüência do Renascimento, o Carnaval adotou o baile de máscaras, e também as fantasias e carros alegóricos. Ao caráter de festa popular e desorganizada juntaram-se outros tipos de comemoração e progressivamente a festa foi tomando o formato atual, que se preserva especialmente em regiões da França, Itália e Espanha.

O Carnaval moderno, feito de desfiles e fantasias, é produto da sociedade francesa do século XIX. As cidades de Paris e Veneza serão os grandes modelos exportadores da festa carnavalesca para o mundo. Cidades como Nice, Nova Orleans, Toronto e Rio de Janeiro se inspirariam no Carnaval francês para implantar suas novas festas carnavalescas.

Um russo no carnaval

Mikhail Bakhtin (1895 – 1975) foi um pensador russo que dedicou-se à compreensão do mundo carnavalesco e o estudo das festas populares antigas, medievais e renascentistas.

Em seus estudos, Bakhtin (foto) procurou entender a lógica que movimentava o mundo carnavalesco. Segundo ele, o carnaval não era uma simples baderna cheia de diversões e vazia de significados. Para ele a festa oferecia uma visão nova do mundo ao homem. Que visão seria essa?

Bakhtin dizia que o carnaval era um festejo onde se promovia uma inversão dos valores do mundo, onde todos se tornavam iguais mediante um vasto jogo de expressões, brincadeiras e, principalmente, através do riso.

O carnaval busca através de blasfêmias, sátiras de rituais religiosos e imagens grotescas, rebaixar toda a sociedade a um mesmo nível. Essas “brincadeiras”, na verdade, era uma forma do povo, renovar os seus ânimos mediante as diferenças e obrigações que lhes eram exigidas em seu cotidiano normal.

O riso carnavalesco coloca, cara à cara, aqueles que no mundo das convenções e normalidades estavam separados pelas diferenças sociais e econômicas. O nivelamento, antes de tudo, pretendia trazer um contato entre toda a sociedade e ressaltar que os homens, na verdade, são iguais e que o mundo tradicional, assim como na natureza, um dia dá lugar à novas maneiras de agir e pensar.




fonte: http://rain3r.blogspot.com/2007_02_01_archive.html

Su: Não fico triste quando chega o carnaval... mas que, juntamente com todos os feriados, ele atrasa a vida, com certeza sim! E daí, né? Depende dos objetivos de vida de cada um realmente!

segunda-feira, dezembro 24, 2007


Gato techno!!! hahaha





Agora, um pouco de coisas menos importantes.




Coisa de bêbados


Eu sempre digo que propagandas de cerveja são as coisas mais idiotas do mundo, mas ninguém acredita. Disse isso aqui. Lá, eu falava de uma outra propaganda da Brahma, a Zeca-feira. A intenção dos publiciotários era fazer a plebe mudar o nome da sexta-feira para Zeca-feira. Zeca-feira! Vê se pode uma desgraça dessa!


Então. Olhe agora essa nova peça aí da Ambev, a Zeca-hora. Existe coisa mais estúpida e imbecil no mundo das propagandas do que essa propaganda? Só se for uma outra propaganda de cerveja.


Uma coisa deprimente, estupidamente gerada, de gente muito cretina que ganha fortunas para bolar asneiras. Repare, ainda, que eles pronunciam “répi áuer”. E, se fossem honestos, traduziriam happy hour por “hora feliz” e não por “hora alegre”. Palhaços.


Impressionante como a força da grana ergue e constrói coisas reles. Muito dinheiro jogado no lixo. Tá certo que o comercial visa atingir publico de baixo nível. Mas acho que a Ambev anda confundindo gente pobre com gente demente.


Parem com essa pobreza de espírito, neus camaradas! Façam algo inteligente, senão vão pensar que cerveja corrói o cérebro (o que é mesmo verdade, pois o álcool realmente destrói neurônios, segundo cientistas sóbrios).



Blog: Blog Kálido! Excelente como sempre!
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É dia de Clark Gable que segundo Paulo Francis, era o único macho certificado do cinema. E põe macho nisso.
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Durante uma década, ele foi o Rei absoluto da Metro-Goldwyn-Mayer. De 1932 a 1942, ele era o cara, foi o auge de Gabe, muito embora ele viesse a falecer em 1960.
Mas vamos "começar do começo".
William Clark Gable nasceu em 1901, em Ohio, filho de descendentes de alemães. Perdeu sua mãe aos 7 meses de vida. Clark estudou apenas até os 16 anos de idade, quando passou a trabalhar com o pai na extração de petróleo em Oklahoma. Alguns anos mais tarde, decidiu que seria ator e foi.
Não foi fácil e tem alguma lógica. Gable quando novo era uó. Orelhas de abano, um rosto que em nada fazia prever o ícone de sensualidade que se tornaria. Mas ele não desistiu e tratou de fazer figuração enquanto aquele rosto ganhava mais personalidade. Alias, têm homens que a idade só faz melhorar e quando as rugas chegam adquirem uma masculinidade quase palpável. Com Gabe foi assim. A idade deu personalidade e aquele sorrisinho meio de lado que seria uma marca registrada dele.
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Gable e Garbo
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Com o início do cinema falado, no começo dos anos 30, Gable, não só já tinha adquirido um visual mais interessante, como pode revelar uma voz marcante, o que vamos combinar, faz toda diferença num homem. Um homem de 1,85 com uma voz que não fosse poderosa, não rolava.
A época era favorável para tipos como ele. Junto com o fim do cinema mudo, galãs românticos, nobres não cabiam mais na telona. O mundo pedia homens decididos em suas vidas e dispostos a baixar a bola das mocinhas mimadas.
Cabe aqui uma pausa. Enquanto Gable fazia suas pontas e aos poucos ia cavando seu lugar ao sol, ia também casando. Foram cinco casamentos, inclusive com Carole Lombard que antes do casamento foi sua amante por longos sete anos.

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Loretta Young e Gable
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Gable era o cara e até quando fazia vilões, o público vibrava junto. Um exemplo disso foi um tapa devolvido a Norma Shearer no filme "A free soul". Desferido o tapa, Gable, que viveu um gangster nesse filme, tinha o platéia no bolso.
Em 1933, ele dá um trato no orelhão e nos dentes, surge definitivamente o galã.
Foi aí que o ego falou mais alto e ele achou que podia recusar papéis, mas Louis B. Mayer não concordava e o cara tinha fama de mau. Pela ousadia, ele terminou emprestado à Columbia que era um estudiozinho na época. Mas o que poderia ser um tremendo azar acabou rendendo um belo Oscar para ele. Lá ele estrelaria "Aconteceu naquela noite" com Claudette Colbert e deu no que deu...

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Clark Gable e Vivian Leight

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Muitos filmes depois e fama consolidada, Gable faria o papel que lhe daria acesso a eternidade. Obviamente trata-se de Rhett Butler, o cafa mais famoso do cinema e o filme "E o vento levou".
Em 1939, mesmo ano do filme, Gable resolve a parada com a atriz Carole Lombard, sua amante. Abandona a espora e se casa com ela. Tudo perfeito, tão perfeito que uma fatalidade muda o rumo dessa história. A bela atriz Carole Lombard morre prematuramente em um acidente aéreo.
Deprimido, Gable se alista e parte para lutar na Segunda Guerra mundial de onde voltaria somente em 1945, após o término do conflito.

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Depois da guerra nada seria como antes, alias, para ninguém e também para ele. Fez mais alguns filmes, até que 1960 filmou "Os desajustados". Seria o último de sua carreira.
Clark Gable morreria antes da estréia do filme vitimado por um enfarte fulminante.


Blog: Literatus
Perder-se também é caminho.

Clarice Linspector

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... deitar com uma mulher e dormir com ela, eis duas paixões não somente diferentes mas quase contraditórias. O amor não se manifesta pelo desejo de fazer amor (esse desejo se aplica a uma série inumerável de mulheres), mas pelo desejo do sono compartilhado (este desejo diz respeito a uma só mulher).”



Aquecimento global!! hahaha
Quando os teus olhos absorvem
todas as cores da minha
mais íntima tristeza,
e compreendes e calas e prometes
um lugar qualquer na tua alma,
e a tua voz demora a regressar
ao neutro compromisso das palavras,

sei que as tuas mãos ajudariam
a limpar estas lágrimas antigas
por dentro do meu rosto.

Victor Matos e Sá
A História de Lily Braun
Chico Buarque
Composição: Edu Lobo/Chico Buarque


Como num romance
O homem de meus sonhos
Me apareceu no dancing
Era mais um
Só que num relance
Os seus olhos me chuparam
Feito um zoom

Ele me comia
Com aqueles olhos
De comer fotografia
Eu disse cheese
E de close em close
Fui perdendo a pose
E até sorri, feliz

E voltou
Me ofereceu um drinque
Me chamou de anjo azul
Minha visão foi desde então
Ficando blue

Como no cinema
Me mandava às vezes
Uma rosa e um poema
Foco de luz
Eu, feito uma gema
Me desmilinguando toda
Ao som do blues

Abusou do scotch
Disse que meu corpo
Era só dele aquela noite
Eu disse please
Xale no decote
Disparei com as faces
Rubras e febris

E voltou
No derradeiro show
Com dez poemas e um buquê
Eu disse adeus
Já vou com os meus
Numa turnê

Como amar esposa
Disse ele que agora
Só me amava como esposa
Não como star
Me amassou as rosas
Me queimou as fotos
Me beijou no altar

Nunca mais romance
Nunca mais cinema
Nunca mais drinque no dancing
Nunca mais cheese
Nunca uma espelunca
Uma rosa nunca
Nunca mais feliz


Su: pq eles sabem ser assustadores!!
"eu queria ser um quibe
um quibe
daqueles q os gatos desistem de brincar
depois da ultima patada q faz eu me afastar
pra finalmente me engolir
até ele se engasgar"

SN
"Não pondero, sonho; não me sinto inspirada, deliro"
2007...
o Ano da distância entre mim e minha compulsão por escrever! Por tantas coisas q passei lendo pra faculdade, foi como ter chegado finalmente a hora de falar menos e ouvir mais.

A desconstrução do senco comum foi o meu esvaiziamento. Por tamanha seriedade do meu compromisso comigo mesma em relação a fauldade, não fui a aluna ideal mas realmente admiti que tudo poderia mudar.
Alguma dor? Com certeza!
Sou outra pessoa? Talvez!
Outra pessoa o bastante? De jeito nenhum!
Onde quero chegar? Que bom que eu não sei!! Assim as coisas podem continuar a mudar...

Definitivamente não estou sozinha. Mas quantas vezes me vejo longe das pessoas! Alguns medos engraçadíssimo, se não fossem tão trágicos!!
As vezes tudo em volta vira abismo e o simples problema está nos olhos d quem vê!!
Por que as vezes se curte a falta das forças?

O hedonismo! Melhor não sê-lo!

Conheci um pouco de Marx, Taylor, Trabalho ilegal, A Historia Social da criança e da Familia, Sennet, as cidades sob meus pés, igrejas, Levi Strauss, Chomnsky, Edna Heidbreeder (?), Wundt, Watson, Skinner, Piaget, Freud, Durkheim, Weber, Aristoteles, Descartes, Kant, Figueiredo, neuroanatomia, e muito mais coisa!

Pessoas! Coração cheio! Fartura... Minutos a sós ótimos! Poucos de solidão! Um namorado incrivel! Outra dinâmica com a minha casa.
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= alguma paciência para isso tudo foi fundmental! Auto-domesticação sempre necessária. Alguns choques anafiláticos? Sem dúvida!!

Estou mt feliz. E é uma pena eu não querer arriscar mais por isso, AS VEZES. Eu tenho a minha paz, o meu espaço. Perturbação só quero pelos velhos inevitáveis e pelo novo construidor. Com essa lógica pareço englobar tudo? Seria... mas sei q estou excluindo algo. Estou aprendendo a admitir o q eu não quero. A tratar de certos assuntos só quando eu realmente estiver disposta. A maltratar o meu orgulho porque infelizmente ele existe. E querer perto de mim quem possa me ajudar a ser melhor, enquanto não me autoesquilibro o suficiente pra canoa não virar.

"Sou forte, fraca, generosa
egoísta, angustiada, perigosa
infantil, astuta, aflita
sensata e corajosa
inconstanta e persisente" ----> o q eu lembrei do trecho que queria pôr
------------------------------> e como o trecho realmente é na poesia:

"Quem você pensa que é?
- perguntou pra mim de queixo em pé.

Sou forte, fraca, generosa,
egoísta, angustiada, perigosa,
infantil, astuta, afeita,
serena, indecorosa,
inconstante, persistente,
sensata e corajosa.

Como é toda Mulher!!

-poderia ter respondido.

Mas não lhe dei esta colher."

Martha Medeiros
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= tudo diz alguma coisa? Seria uma certeza da minha falta de serenidade e também negação do lado indecoroso!! Pode ser... ambos, talvez, no sentido negativo!!

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Nossa! Mal consigo fazer um balanço do ano! Pudera! Já é natal e eu ainda estou acordada precisando dormir, depois d tantas tortas de maça terem sido compostas, bela e finamente, para o banquete de hj!! Não devo esperar mt reconhecimento dos estômagos circulantes q desejaria agradar mas alguns, fatalmente se comoverão! Nem q seja só por boa vontade!!hehehe

"salvar agora" Quem? Alguém ao mar?

Quantas coisas esse blog perdeu!! Quanta substância pus pra dentro sem ele, minha adorada testemunha! Meu refúgio onde o belo e o inquietante sempre consguiram se entender! Só o mundo fisico q se degradava porque era mais importante vir escrever do q tomar o café da manha ou almoçar... de um admirável hábito de escrita, se transcrevia numa compulsão! Porque tudo q é bom ou engorda (mas como nao dou essa sorte, fico com a segunda:) ou dá câncer!! hehehe Fazia feliz tb.
ela prometeu acordar
era como se nunca tivesse prometido nada
não pensou nem em voz alta
deixou a idéia vagando por dentro
sem saber se aquilo fora um sonho.
o q tem a ver com a realidade?
perguntas que não existem
atrapalhando o fato de existir
o que importa é q o instante houve
a menos que esteja tão suja por dentro
pra fazer dele poeira.

o fato é
onde toca a idéia por dentro muda
as vezes corrói, as vezes só choca
mas as perguntas impedem que se transforme.
A mudança sempre assusta
o q iria virar?
apega-se a perda como a um seio materno
um seio antigo para adulto crescido
quando as vezes
o q realmente importa
é sair do lugar!
ainda que se ande pra trás...
porque é o que faz "alguém q se prepara para um grande pulo"

SN