terça-feira, julho 22, 2008

Me revelar

Ônibus: finalmente bom de novo!

Ontem, na volta pra casa, recém chegada de Minas Gerais, fui pegar o ônibus para minha cidade. Estando ele cheio de gente e eu cheia de mala, resolvi esperar o próximo. Sentia falta de conversar com alguém! Além disso: o meu tipo de papo, do meu jeito, sem o dever de me conter para agradar... eis q surge Arthuuuuuuuuuuuuuuuuur!!!!

Das nossas viagens, nossas imaginações sobre quatro rodas, veio a sacada:
Su: - ... Eu não consigo fazer desenhos grandes!! Sempre vejo mais os espaços vazios e fico tentando preenchê-los!!

Art: - Mas os espaços vazios também são o desenho...

Tudo que você faz te põe em jogo. Calar demais é se defender. Enquanto não falar, não fizer, vc se preserva. Mas o q se ganha sendo o mesmo pra sempre?

Somos uma massa instável da qual não se consegue tirar só o que não se gosta. Gostos e desgostos se enrolam e sustentam-se, dividindo veias e artérias estratégicas que crescem com a gente. Mudar é um processo doloroso que pode levar a sangramentos sérios, pois, as vezes, os problemas estão muito lá no fundo e pouco evidentes. Ameaçado o q é vital pra nós, é mais fácil achar q o resto do mundo está errado! "É mais fácil ficar com raiva do q entristecer." Mas, ainda sim, dificilmente vc encontra alguém prepotente o suficiente pra achar q não precisa mudar em nada!

Sou detalhista, sempre procurei preencher o meu vazio... Arthur acho q sabia q não falava só sobre arte quando me falou que o desenho também é o espaço onde nada tinha. O vazio é uma parte. Eu sou muito exigente quando estou mais vazia do q cheia e constantemente não admito isso. Tento preencher a mim e ao outro mas, numa via de mão única, faltam as duas mãos que te apertem no final do abraço q vc precisa!!


Me Revelar
(Zélia Duncan)

Tudo aqui quer me revelar
Minha letra , minha roupa, meu paladar
O que eu não digo, o que eu afirmo
Onde eu gosto de ficar

Quando amanheço, quando me esqueço
Quando morro de medo do mar

Tudo aqui
Quer me revelar
Unhas roídas
Ausências, visitas
Cores na sala de estar

O que eu procuro
O que eu rejeito
O que eu nunca vou recusar

Tudo em mim quer me revelar
Meu grito, meu beijo
Meu jeito de desejar

O que me preocupa, o que me ajuda
O que eu escolho pra amar

Quando amanheço, quando me esqueço
Quando morro de medo do mar

Tudo aqui quer me revelar
Unhas roídas
Ausências, visitas
Cores na sala de estar

Tudo aqui quer me revelar
Unhas roídas
Ausências, visitas
Cores na sala de estar
O que eu procuro
O que eu rejeito
O que eu nunca vou recusar

Tudo em mim quer me revelar

1 comentário:

Unknown disse...

Bom estou aqui antes da minha prova e espero preencher corretamente os espaços vazios dela hahaha.
Brincadeiras a parte mto bem observado por arthur q os espaços vazios tb fazem parte de nós.
O q o homem nao conhece...o q eh novo..da medo..da medo de mudar, mas na minha opiniao..mudar nem sempre eh um processo doloroso, msm com os problemas tao afundo mudar as vezes eh a melhor soluçao...mudar eh da nossa natureza..jah dizia o darwinismo hahaha

e pra terminar já q vazia vc eh tao exigente, msm q os espaços em branco façam parte do desenho...cubra-os se assim se sente melhor e sinta q nao falta nada no SEU desenho =D

bjos su****(ainda nao sei seu nome)..ta mto legal seu texto e desculpe qq interpretaçao errada =D