domingo, setembro 07, 2008
Coldplay
I used to rule the world
Seas would rise when I gave the word
Now in the morning I sweep alone
Sweep the streets I used to own
I used to roll the dice
Feel the fear in my enemy's eyes
Listen as the crowd would sing:
"Now the old king is dead! Long live the king!"
One minute I held the key
Next the walls were closed on me
And I discovered that my castles stand
Upon pillars of salt, pillars of sand
I hear Jerusalem bells are ringing
Roman Cavalry choirs are singing
Be my mirror my sword and shield
My missionaries in a foreign field
For some reason I can not explain
Once you know there was never, never an honest word
That was when I ruled the world
(Ohhh)
It was the wicked and wild wind
Blew down the doors to let me in.
Shattered windows and the sound of drums
People could not believe what I'd become
Revolutionaries Wait
For my head on a silver plate
Just a puppet on a lonely string
Oh who would ever want to be king?
I hear Jerusalem bells are ringing
Roman Cavalry choirs are singing
Be my mirror my sword and shield
My missionaries in a foreign field
For some reason I can not explain
I know Saint Peter will call my name
Never an honest word
And that was when I ruled the world
(Ohhhhh Ohhh Ohhh)
Hear Jerusalem bells are ringings
Roman Cavalry choirs are singing
Be my mirror my sword and shield
My missionaries in a foreign field
For some reason I can not explain
I know Saint Peter will call my name
Never an honest word
But that was when I ruled the world
Oooooh Oooooh Oooooh"
Su: essa vai pra mi!
domingo, agosto 24, 2008
"As crianças não brincam de brincar. Brincam de verdade. (Mário Quintana, porta giratória)"
"A solidariedade é tão frágil quanto o verniz da civilização, 'cada um por si, Deus, por todos'."
"As crianças brincam com o interdito (...). A brincadeira parece só ter espaço para se estabelecer porque o mundo está literalmente na desordem, no caos. (...) aquilo que barraria a barbárie, ou seja, a interdição, não se instalou; por isso, resta às crianças trazer de volta à cena o impedimento, a privação."
livro: imagens do desaprender, de Adriana Fresquet (organizadora)
segunda-feira, agosto 11, 2008
Rubem Alves - em O velho que acordou menino.
"O medo é o que nos faz persistir. Já pensaste o que seria se não houvesse a falta, a ausência, que nos faz persistir em procurar? Seria o tédio avassalador a tomar conta de nós. A falta não é uma insuficiência, um defeito a que estaríamos condenados, ao qual nós próprios nos condenássemos. A falta é o que nos faz continuar. E o mais importante é aprender, o mais lindo. E a ignorância é a condição de aprender. Não saber e querer saber. É a minha contradição, o que completa o meu destino. (…) O que nos faz falta não é isto nem aquilo que sabemos o que é. O que nos faz falta é o amor que não se sabe. Estranha é a nossa condição, a vida que nos acompanha e que, de repente, nos deixa. Nem no fim saberemos o que fomos. O princípio é traiçoeiro. O fim jamais acontecerá. E quanto mais amamos menos sabemos da palavra amor, o que nos faz falta. Sentimos o que faz falta, o que é outra coisa. No amor, tudo nos faz falta. Tentar dizer o que é o amor, a ausência de nós, é como tentar dizer a um que não vê, qual é a cor do mar. Insistimos em saber. Devíamos desistir. Sabe-se lá do amor. E sem ele nada há. Tudo preenche, tudo ocupa, os lugares mais secretos, onde já nada esperávamos encontrar. Sim, sobretudo aí. É urgente aprender a sentir a falta que nos faz."
Pedro Paixão, in "Os Corações Também Se Gastam"
(...) E repito: andei pensando coisas sobre amor, essa palavra sagrada. O que mais me deteve, do que pensei, era assim: a perda do amor é igual a perda da morte. Só que dói mais. Quando morre alguém que você ama, você se dói inteiro(a)- mas a morte é inevitável, portanto normal. Quando você perde alguém que você ama, e esse amor - essa pessoa - continua vivo(a), há então uma morte anormal. O NUNCA MAIS de não ter quem se ama torna-se tão irremediável quanto não ter NUNCA MAIS quem morreu (...)
(...) Depois, pensei também em Adèle Hugo, filha de Victor Hugo. A Adèle H. de François Truffaut, vivida por Isabelle Adjani. Adèle apaixonou-se por um homem. Ele não a queria. Ela o seguiu aos Estados Unidos, ao Caribe, escrevendo cartas jamais respondidas, rastejando por amor. Enlouqueceu mendigando a atenção dele. Certo dia, em Barbados, esbarraram na rua. Ele a olhou. Ela, louca de amor por ele, não o reconheceu. Ele havia deixado de ser ele: transformara-se em símbolo sem face nem corpo da paixão e da loucura dela. Não era mais ele: ela amava alguém que não existia mais, objetivamente. Existia somente dentro dela. Adèle morreu no hospício, escrevendo cartas (a ele: "É para você, para você que eu escrevo" - dizia Ana C.) numa língua que, até hoje, ninguém conseguiu decifrar (...)
Caio F.
Su:
Pra mim é como uma morte. E o que restou existindo é alucinação. Entre PareceR e Ser há um abismo! Por quanto tempo se consegue ignorar um abismo sem transformá-lo num oceano? A sorte é q a minha perda foi completa: quem eu amei não existe. Ai daquele q se perder pela metade!
(Estava falando isso ontem com Rafaella!! Mt bom o texto!!)
fonte: Literatus
Teu exagera ou exclui.
Sê todo em cada coisa. Põe quanto és
No mínimo que fazes.
Assim em cada lago a lua toda
Brilha, porque alta vive.
(Ricardo Reis)
Ó subalimentados do sonho!
A poesia é para comer!
fonte: ki
Na adolescência, o criador da psicanálise enamora-se durante uma viagem; aos 26 anos encontra em Martha a paixão – e a transferência.
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É a primeira vez que retorna ao lugar de infância, depois de sua família ter mudado para Leipzig
em 1859 e para Viena no ano seguinte. Na viagem, ele se apaixona perdidamente por uma moça de 14 anos, irmã de Emil Fluss, seu amigo de infância. A história está registrada em uma carta escrita por ele a Eduard Silberstein, em 17 de agosto de 1872:Só quero dizer que sinto uma inclinação pela primogênita, Gisela, que parte amanhã, ausência que me dará uma segurança no comportamento que até então não conheci. Vossa graça, conhecendo meu peculiar caráter, imaginará, com razão, que, em vez de me aproximar, distanciei-me dela.
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(imagem: EM CARTA À NOIVA de 5 de outubro de 1883, Freud desenha sua sala no Hospital Geral de Viena.)
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Freud descreveu sua paixão ao confidente e não à amada: é dela que fala, mas não para ela. No artigo Lembranças encobridoras (1899), evocando esse amor de adolescente, ele o atribuirá a um paciente anônimo:
Eu tinha 17 anos, a filha de meus anfitriões tinha 15 e eu logo me apaixonei. Era a primeira vez que meu coração se inflamava de maneira tão intensa, mas guardei segredo sobre esse amor. Poucos dias depois, terminadas as férias, a jovem retornou ao seu colégio, e a separação, depois de um encontro tão breve, só fez exasperar minha nostalgia.
Na “confissão” a Silberstein, Freud disse estar loucamente apaixonado por Gisela, mas sua chama dirige-se rapidamente para Eleanora Fluss, a mãe da moça. Ele estremecia ao ouvir sua voz e quando se refere a ela não poupa elogios:
Mas afasto-me do assunto que muito me interessa: parece que eu transferi à filha, sob forma de amizade, o respeito que me inspira a mãe. (...) Admiro imensamente essa mulher, como nenhum de seus filhos consegue igualar. (...) Ela leu muito (...) e aquilo que não leu, ouviu falar, e tem suas próprias opiniões a respeito. (...) Conhece inclusive a política, participa dos assuntos do pequeno burgo e creio que é ela quem bafeja um espírito moderno pela casa. (...) Bela, nunca foi, mas uma chama espiritual, uma luz ousada certamente sempre jorrou de seus olhos, como ainda hoje. (...) Devia ver como educou e educa seus sete filhos. (...) Nunca antes eu havia conhecido tamanha superioridade. Outras mães – e por que negar que as nossas estão entre elas? Não as amamos menos por isso – ocupam-se apenas do bem-estar físico de seus filhos e não têm nenhum poder sobre seu crescimento intelectual. Devia ver também com que amor os filhos estão unidos aos pais e com que solicitude os empregados obedecem a eles.
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(imagem: O casal, em 1885 (Berlim), pouco antes da partida do jovem médico para Paris, onde passaria alguns meses estudando com Charcot)
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Então, Sigismund quer nos fazer acreditar que estava apaixonado pela filha, embora tão rapidamente direcionasse seu amor à mãe? No primeiro encontro, Gisela usava um vestido amarelo e Freud dirá que essa cor, quando vista em algum lugar, “ainda lhe causava efeito, muito tempo depois”. O vestido amarelo lembrava ao adolescente a cor das flores colhidas no campo em sua infância: na realidade, rever sua cidade natal emocionara-o mais que a companhia dos amigos. A viagem a Freiberg surtiu efeitos surpreendentes sobre o jovem. Mudou seu nome – de Sigismund para Sigmund – e alterou, sobretudo, seus projetos para o futuro. Teria Freud iniciado sua aventura analítica ao contar para o amigo Silberstein a estada em Freiberg? O processo de escrita já ocupava o primeiro plano de sua reflexão, exatamente como acontecerá mais tarde, entre 1882 e 1886, com as cartas incansavelmente trocadas com Martha Bernays durante os quatro anos que durou o noivado, no ritmo de quase uma carta por dia. Harold Blum, presidente dos Arquivos Freud, declararou, um século depois, que as cartas entre Sigmund e Martha foram “a mais importante correspondência amorosa da cultura ocidental”.
Certa tarde de abril de 1882, Martha Bernays visita as irmãs de Sigmund.O biógrafo de Freud Ernest Jones descreve o encontro:
“(Freud) tinha o hábito, ao voltar do trabalho, de dirigir-se rapidamente a seu quarto para voltar aos estudos, sem preocupar-se com as visitas. Mas, esta tarde, ele parou ao perceber uma moça que, sentada à mesa da família, descascava uma maçã tagarelando alegremente; para surpresa de todos, ele juntou-se ao grupo. Este primeiro olhar foi decisivo.”
Alguns dias após aquela primeira conversa, Freud pergunta se ele poderia ser, para Martha, tão importante quanto ela é para ele. O sol brilha no bosque de Mödling e a jovem se mostra encantadora; eles encontram uma amêndoa com dois frutos. Manda a tradição vienense que troquem presentes; ela envia um doce que preparou para que ele o “disseque”, ele lhe oferece uma rosa. Dois dias mais tarde, ela pega sua mão sob a mesa onde janta a família, em resposta a uma atenção delicada: ele quer conservar como lembrança seu cartão de visita.
Feliz, na solidão de seu escritório, Sigmund escreve sua primeira carta de amor, palpitante, com o segredo em primeiro plano:
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My sweet darling girl, (...) ignoro ainda como farei chegar até você estas linhas. (...) Mas me parece impossível protelar o envio desta carta, pois, nos poucos minutos que passaremos juntos, não terei nem tempo, nem talvez a coragem de falar tudo... Querida Martha, como você transformou minha existência, que delicioso momento experimentei hoje (...) a seu lado... Como desejaria que a tarde e o passeio jamais terminassem. Não ouso escrever o que me emocionou. Como imaginar que, durante meses, não verei seus traços queridos; (...) tantas esperanças, dúvidas, alegria, privações encontram-se condensadas nesse espaço de tempo tão curto de duas semanas... Você vai viajar e deve permitir que eu escreva. Estabeleci uma pequena estratégia. No caso de uma carta masculina parecer estranha na casa de seu tio, escreva com sua mão delicada seu endereço em alguns envelopes e depois eu preencho com um miserável conteúdo essas preciosas embalagens. (...) Para mim é impossível dizer a você tudo que me resta ainda a dizer, (...) não ouso terminar minha frase. (...) Queria estar certo de uma intimidade que talvez deva continuar secreta por muito tempo.
Martha responde, enviando-lhe um anel que pertencera a seu pai, morto três anos antes. Ele o coloca em seu dedo mínimo. Alguns dias depois, relata Jones, um cirurgião “afunda o bisturi na garganta de Freud para retirar um abscesso, e Sigmund, no sofrimento, bate a mão contra a mesa”: o anel quebra. O jovem, transtornado, escreve à bem-amada.
Meu anel quebrou no lugar onde estava a pérola. (...) Reconheço, meu coração não saltou. Nenhum pressentimento me diz que nosso noivado será rompido e nenhuma sombria suspeita me faz pensar que você, bem nesse momento, expulsava minha imagem de seu coração. Um homem impressionável teria sentido assim, mas eu só pensei em uma coisa: consertar o anel. Pensei também que tais acidentes dificilmente podem ser evitados.
Freud ainda não descobriu os “atos falhos”, mas já indaga sobre o significado desse “incidente” que põe em perigo seu amor. No entanto, é Martha quem ele questiona, é do “outro” que ele suspeita, em vez de interrogar a si mesmo sobre o significado desse inchaço em sua garganta, causa do acontecimento. Seria um sinal de angústia diante de seus novos sentimentos?
AUTO-ANÁLISE
Em 17 de junho de 1882, os dois jovens ficam noivos e prosseguem com paixão a correspondência romântica, esta incursão iniciática no diálogo do amor, matéria-prima da psicanálise. Sigmund escreve a Martha: É preciso que você me ame sem razão, como amam sem razão todos os que amam, simplesmente porque eu te amo. Entretanto, em agosto de 1882, uma forte inflamação da garganta impede-o de engolir qualquer coisa durante vários dias. Ao curar-se, ele sente uma fome gargantuesca como um animal saindo de um sono de hibernação, uma fome acompanhada de uma apavorante nostalgia, (...) apavorante não é a palavra exata, eu devia dizer estranha, monstruosa, desmesurada, em suma, uma indescritível necessidade de você. Tradução oral de um amor devorador, que o jovem deverá aprender a refrear, como o fez durante o noivado, sublimando-o na escrita.
Martha tem 19 anos, mas Freud refere-se a ela como uma criatura adorada, um “anjinho”, uma “criança querida”, um “bichinho” a quem ele pede testemunho de sua juventude: Tente, por favor, roubar todas as fotos de tua infância. (...) Eu gostaria tanto de te ver com as faces redondas como se vê em teu retrato de criança. Por que ele quer que ela mais pareça uma criança que um adulto? Cuide-se, jovem, as gavetas serão arrumadas segundo uma nova ordem.
Como o silêncio da senhorita se prolonga, ele se irrita: Eu não quero que minhas cartas fiquem sempre sem resposta! Depois, quando enfim chegam as cartas, seu tom já é outro:
Ao lê-las, não canso de aprová-la, sim, era bem assim que eu queria que ela fosse, minha pequena Martha, e assim ela tornou-se... Você ignora a extensão de sua influência sobre mim. Estou pronto a me submeter à tutela de minha princesa... Você se mostra tão ambiciosa a meu respeito. Quando penso no que eu seria se não tivesse encontrado você: um homem sem ambição, incapaz de gozar dos prazeres fáceis que o mundo oferece; provido de meios intelectuais modestos, e sem nenhum recurso material, eu perambularia miseravelmente e terminaria na ruína. Agora você me oferece não apenas um objetivo, uma orientação, você me dá esperança e certeza do sucesso... Tudo o que aconteceu e ainda acontecerá adquire para mim um interesse novo, graças ao próprio interesse que você mesma demonstra... Você escreve com tanto acerto e inteligência que me assusta um pouco...
As cartas sucedem-se, e esse encontro, essa presença real, estranha ao saber que tem de si próprio, permite-lhe antecipar a certeza do sucesso, pois a ambição que nasce dessa proximidade compensa, no imaginário, a incerteza que ele tem do prazer do outro.
Para a psicanalista e escritora francesa Marthe Robert, essa correspondência apaixonante não apenas é digna de figurar em uma antologia da literatura amorosa, mas constitui também uma parte importante da obra freudiana. Com ela finda a correspondência com seus amigos de adolescência, Eduard Silberstein e Emil Fluss, e começa, na realidade, sua auto-análise, bem antes da correspondência com o amigo Wilhelm Fliess. Mordida a maçã, tem início uma auto-reflexão escrita por Freud: escrevendo a Martha sobre seus sentimentos, angústias, caprichos, sonhos, ele lhe transfere seus afetos e, confiante, deixa livre curso para seus pensamentos: o amor e a separação revelam, para ele, o poder das associações “livres” e conduzem-no, assim, à própria operação analítica. ( Tradução de Juliana Montoia de Lima)
OS MISTÉRIOS DO OUTRO SEXO
A mulher é um enigma para o homem. Ela coloca em xeque a identificação masculina e interroga-o: qual transformação nele se opera ao assumir sua imagem masculina e quais as conseqüências dessa transformação? Em uma carta que escreveu a Martha, Freud evoca a lenda medieval de Melusina, retomada por Goethe no conto apresentado no romance Os anos de aprendizagem de Wilhelm Meister (1796): o filho do rei dos bretões casa com a fada Melusina prometendo jamais vê-la aos sábados. Entretanto, depois de muitos anos de felicidade, o homem descumpre sua promessa e, num sábado, observa, escondido, a esposa: Melusina era mulher até o umbigo e serpente do umbigo para baixo. Ele a vê se transformar em serpente alada e desaparecer para sempre. Freud diz a sua noiva que ele prefere não lhe contar “todas as idéias extravagantes ou sérias” que a leitura desse conto lhe causara. Essa referência a Melusina ressurgirá em um sonho estranho de Freud: Ernst Brücke, seu velho professor de psicologia, obriga-o a dissecar a parte inferior de seu corpo e Freud vê sua bacia diante de si, separada do corpo. (B. T.)
Daqui.
O noivado foi um apaixonado trocar de cartas, já o casamento nem tão apaixonado relegou Martha a segundo plano. Literalmente a mulher por trás do grande homem. Ela foi a sombra que sustentava o médico. Freud nunca desenvolveria com ela uma cumplicidade intelectual, outras mulheres ocupariam esse lugar na sua vida. Ainda assim ela seria fundamental na vida dele.
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Na biografia de Freud que escreveu, Peter Gay cita a resposta enviada por Martha a uma carta de condolências que recebeu após a morte de Freud, na qual disse que "é um consolo pequeno saber que, em nossos 53 anos de casamento, nunca houve uma única palavra irada trocada entre nós, e sempre me esforcei ao máximo para afastar de seu caminho a "misère" da vida cotidiana".
fonte: Literatus
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Genial,o diretor tinha a seguinte teoria: repetir os takes exaustivamente, até obter o resultado pretendido. Apesar de parecer um ato aparentemente frio e desumano, os resultados com a atriz Shelley Duvall em O Iluminado parecem ter funcionado. Após mais de 100 takes (um recorde) os gritos de desespero da atriz na cena "Here is Johnny" pareciam reais. Talvez por que fossem reais.
Mesmo quando misturava diversas técnicas, ele criava o ambiente que queria da maneira que desejava. Seus cenários tem cores sempre extravagantes, poucos objetos de cena, chão brilhando, luzes estourando nas paredes e tetos, tudo tem uma perfeita sintonia com o mundo em questão. Aliás, essa característica não se diz somente à "Laranja Mecânica", e sim a todos os filmes de Kubrick, até mesmo Spartacus!
Leia mais.
Stanley Kubrick
Nova Iorque, 26 de julho de 1928 — Hertfordshire, 7 de março de 1999.
sexta-feira, agosto 01, 2008

Procurando uma pintura do Klimt, achei uma opinião mt boa!! Veja só:"Na ocasião, eu disse: (...) algumas vezes tenho a sensação de que determinadas ações machucam mais do que uma palavra bem dita. Ou bendita. Me incomodam os não-ditos e as ações que promovem as entre-linhas mal ditas.
Assumo meu erro. O erro de confiar na possibilidade de mudar alguma coisa que minha intuição diz que eu não terei o poder. Assumo o erro de acreditar na minha capacidade de controlar o que não pode ser controlado. Assumo o erro de entregar minhas armas sem reservas. Assumo meu erro de confiar demais no respeito que acredito me ser devido e portanto, assumo o erro de não perceber que apesar de devido não me é dado.
Convivência é algo complexo, exige preparo, persistência e principalmente a consciência de que o conflito irá existir sempre nas relações. (...) Muitas vezes desrespeitamos sem perceber que estamos agindo de tal forma e por este motivo cabe a cada um refletir sobre as ações e se desculpar quando for a coisa certa se fazer.(...)Então acho que essa história do "doa a quem doer" é papo de gente covarde que não tem coragem respeitar... Porque sim, para se respeitar é preciso ter coragem. Para se respeitar é preciso ter paciência e cuidado. Post: Um Pouco de Respeito de 20 de Agosto."
fonte: http://images.google.com.br/imgres?imgurl=http://www.parriot2005.blogger.com.br/life.jpg&imgrefurl=http://www.parriot2005.blogger.com.br/2005_12_01_archive.html&h=245&w=350&sz=34&hl=pt-BR&start=830&um=1&tbnid=F1ctN7gqGI6bxM:&tbnh=84&tbnw=120&prev=/images%3Fq%3Dgustav%2Bklimt%26start%3D820%26ndsp%3D20%26um%3D1%26hl%3Dpt-BR%26sa%3DN
quarta-feira, julho 30, 2008
O quanto te ensinei
E nos teus braços que ele vai saber
Não há por que voltar
Não penso em te seguir
Não quero mais a tua insensatez
O que fazes sem pensar aprendeste do olhar
E das palavras que guardei pra ti
Não penso em me vingar
Não sou assim
A tua insegurança era por mim
Não basta o compromisso
Vale mais o coração
Já que não me entendes, não me julgues
Não me tentes
O que sabes fazer agora
Veio tudo de nossas horas
Eu não minto, eu não sou assim
Ninguém sabia e ninguém viu
Que eu estava a teu lado então
Sou fera, sou bicho, sou anjo e sou mulher
Sou minha mãe e minha filha,
Minha irmã, minha menina
Mas sou minha, só minha e não de quem quiser
...
(1º de Julho - Cássia Eller; Composição: Renato Russo )
segunda-feira, julho 28, 2008
Muitas vezes, quando chega a hora de dormir, chega também a hora de escrever! E é um luxo estar de férias nessas horas!! O mundo inteiro está dormindo e vc está do seu lado: escrevendo!
Além de todas as companhias às quais esse meio de ano permite que vc se reconecte, uma relação muito importante não deve ser esquecida: a com você mesmo! E quantas vezes tentei pôr outros nesse lugar! Justamente por isso que, quando tudo dava errado, eu me sentia tão só! As pessoas devem valer o seu primeiro lugar mas não fazê-lo de pedestal o tempo todo. O pedestal não existe. O q há é uma tal "necessidade" de certas coisas mais real pela força do q pela razão vital, de fato. E tão falsa é q pode acabar com a própria vida! Fruto da preguiça e do medo que chega quando a gente vai pra realidade!
"Preguiça e medo", já diria o filme Waking Life, são os maiores problemas da humanidade! Meus medos não me impedem mas gostaria de sentí-los menos. Minha preguiça me engana, me engana muito ainda! Mas tem sido cada vez menos efetiva. E ainda sim falta tanto em mim... Mas esse é o lado curioso da vida! Se existisse uma fórmula para ser extraordinária, a própria fórmula seria uma sabotagem da meta! Toda lógica matemática carrega o estigma do silogismo, quando aplicada a outros assuntos... mas que não se esqueça o extraordinário por ele não ser óbvio!
Acho q isso tem tudo a ver com a felicidade! Talvez porque simplesmente não queria uma fonte que só me dê realização se vier da minha tristeza! Quantos poetas admiráveis morreram infelizes e miseráveis? Definitivamente não é o q procuro. Mas tenho medo de ser esse o caminho, sou obrigada a confessar!! Crio mais quando triste do q quando satisfeita inclusive quando quero falar de felicidade... mas q caminho torto! E ainda é considerado esperto o corvo q dobra essa ponta do material e o usa como ferramenta! Eu quero ser o corvo e não sua ferramenta torta e triste!
O conhecimento
a criação
a criatividade
sobretudo a escrita
o desenho
minhas relações firmes
descobertas
contemplação
talento
ousadia
humildade/simplicidade
companheirismo
raciocínio
um miado/um latido
os meus sentidos em uso
...
Nossa! Quanta coisa me deixa feliz! Eu quero SER feliz com elas!!
As smoke clouds roll in
The symphony of death
This is the last stop
Scream
Right is wrong now
Shut up you big lie
This black and white lie
You comb your hair to hide
Your lying eyes
You're righteous, so righteous, so righteous
You're always so right
But why your lie
Go ahead and dream
Go ahead believe that you are the chosen one
This is the last stop
Here there's more than is showing up
Hope that we can break it down
So it's not so black and white
[...]
(The Last Stop - Dave Matthews Band)
domingo, julho 27, 2008
Dave Mattews band
Hey little dreamer's eyes open and staring up at me
Oh, little lovely eyes, oh, radiant
Wait until I come and I will steal you
Wait until I come I'll take your soul
Wait until I come and I will steal you
Wait until I come and I will go
I will dream within the night
Shadows on the windows
Lead our love
Every love will lead me on tonight
I will lay you lying,
I will not within this life
Oh, little dreamer eyes open and waving here
Wait until I come, I see him with you
Until I come, I'll leave with me
Until I come, I do come, love...
We will leave it all behind
Oh, and in the nightmares,
I'll fill them in good time, oh
They will 'seech your mind
And no lying, and you may, well, ask,
"Why do we run around here?
Oh, while you come inside me
Oh, why does it rip me all between?"
Why then, why then, watch this little fuck!
Going away, yeah...
Why are you worry, Why are you worry, Why are you worry, love?
Why are you worry, Why are you worry, Why are you worry, love?
Halloween.
Carry on, burial, burial, burial, burial, burial
And let them see
But tell us, are you satisfied with fucking?
Don't walk away, don't walk away, don't walk away
I'm talking to you
Lovey dove, love is hell, love is hell, love is up to you
Love, love, love, love is up to you
Love, love, love, love is up to you
Fuck!
In the sky is it wrote
Up from the ground,
I stay out of breath
I felt the temperature rises
And I felt across the creeping cold
These graves...
Su: hahaha
respeitável público pagão
bem vindos ao teatro mágico
parto-me
A poesia prevalece!!!
[...]
Evoca-se na sombra uma inquietude
uma alteridade disfarçada...
Inquilina de todos nossos riscos...
A juventude plena e sem planos... se esvai
O parto ocorre. Parto-me.
Aborto certas convicções.
Abordo demônios e manias
Flagelo-me
Exponho cicatrizes
E acordo os meus, com muito mais cuidado.
Muito mais atenção!
E a tensão que parecia não passar,
“O ser vil que passou pra servir...
Pra discernir...”
Pra pontuar o tom.
Movimento, som
Toda terra que devo doar!
Todo voto que devo parir
Não dever ao devir
Não deixar escoar a dor!
Nunca deixar de ouvir...
com outros olhos!
(Amadurecência - O Teatro Mágico)
Su: A opção q fiz foi justamente para prevalecer a poesia! Convicções são abortadas mas outras vem no seu encalço! O q me resta agora é o óbvio: ser ainda melhor no q eu queria ser! Tentar só acordar os meus... os outros precisam muito, muito, muito dormir!! Meus novos olhos admitem melhor o q sempre viram agora q nasço de novo!
Anubliado, clareou
Chão barreado não esconde a cor
Das lembranças que eu trago meu perdão e meu rancor
Alumiada estação
Onde as meninas brincando no portão
Tem horas que são senhoras, têm horas, que horas são?
E o que resta é sem sentido
Fico perdido, sem direção
Fico danado e nado o rio São Francisco
Buscando remanso pro meu coração
...
(Abaçaiado - Teatro Mágico)
Rise Against
Somewhere between happy, and total fucking wreck
Feet sometimes on solid ground, sometimes at the edge
To spend your waking moments, simply killing time
Is to give up on your hopes and dreams, to give up on your...
Life for you, (who we are) has been less than kind
So take a number, (who we are) stand in line
We've all been sorry, (who we are) we've all been hurt
But how we survive, (who we are) is what makes us who we are
An obvious disinterest, a barely managed smile
A deep nod in agreement, a status quo exile
I shirk my obligations, I miss all your deadlines
I excel at quitting early, and fucking up my life
Life for you, (who we are) has been less than kind
So take a number, (who we are) stand in line
We've all been sorry, (who we are) we've all been hurt
But how we survive, (who we are) is what makes us who we are
All smiles and sunshine, a perfect world on a perfect day
Everything always works out, I have never felt so fucking great
All smiles and sunshine, a perfect world on a perfect day
Everything always works out, I have never felt so great
(Life isn't like this)
(Life isn't like this)
(Life isn't like this)
(Life isn't like this)
(Life isn't like this) Life isn't like this
(Life isn't like this) Life isn't like this
(Life isn't like this) Are we verging on an answer,
or fucking up our...
Life for you, (who we are) has been less than kind
So take a number, (who we are) stand in line
We've all been sorry, (who we are) we've all been hurt
But how we survive, (who we are) is what makes us who we are
(Who we are)
It's what makes us who we are
(Who we are)
Makes us who we are
(Who we are)
It's what makes us who we are
(Who we are)
Su: Banda apresentada como um presentinho fofo de Juliano!! hahahaha
"A pretensa sabedoria do adulto, calcada na didatização, acaba por desencorajar a imaginação da criança. Jobim & Souza (1994: p. 89) entende que 'a criança emprega suas mágicas usando metamorfoses múltiplas, Só ela dispõe tão bem da capacidade de estabelecer semelhanças. Esse dom a separa dos adultos, cuja imaginação se encontra tão bem adaptada à realidade', adaptação que pode levar à perda do potencial libertador que tem a palavra. Torna-se, então, necessário, reinventar a própria linguagem ou recuperar algo nela que está perdido."
fonte: http://www.anped.org.br/reunioes/27/gt07/t075.pdf
No descomeço era o verbo.
Só depois é que veio o delírio do verbo.
O delírio do verbo estava no começo, lá onde a
criança diz: Eu escuto a cor dos passarinhos.
A criança não sabe que o verbo escutar não funciona
para cor, mas para som.
Então se a criança muda a função de um verbo, ele delira.
E pois.
Em poesia que é voz de poeta, que é a voz de fazer
nascimentos –
O verbo tem que pegar delírio.
(Barros, 2001b, p. 15)
2-
A criança, então, para Manoel, não é um ser ingênuo, incompetente, mas sim inquieto, inventivo e transgressor, capaz de criar um mundo inserido no mundo maior, tal como o pensamento de Benjamin (1984) sobre a infância. O poeta mostra a incompreensão do adulto que não ouve a criança, considerando-a como ser incompetente e incompleto, que ainda não é e que precisa vir a ser, e ignorando a capacidade da criança de estabelecer semelhanças:
O rio que fazia uma volta atrás de nossa casa era a imagem de um vidro mole que fazia uma volta atrás de casa./ Passou um homem depois e disse: Essa volta que o rio faz por trás de sua casa se chama enseada./ Não era mais a imagem de uma cobra de vidro que fazia uma volta atrás da casa. / Era uma enseada./ Acho que o nome empobreceu a imagem.
(Barros, 2001b, p.25)
fonte: http://www.anped.org.br/reunioes/27/gt07/t075.pdf
Su: Agora sim! É com essa criança que eu gostaria de trabalhar!!
(fonte: http://fotolog.terra.com.br/ivanmauricio:391)
"As coisas que não existem são mais bonitas."
(fonte: http://www.jornaldepoesia.jor.br/castel09.html)
Su: E quanto a essa segunda frase, quem cria? Nós. Podemos ser felizes com o q criamos, desde q saibamos que foi inventado!! E isso não impede que a criação seja realidade!
"Será que um artista conhece sua obra?" frase não sei de quem mas que mostra que isso não quer dizer q temos nossa obra sob nosso controle ou q a conhecemos totalmente. A partir do momento em que ela é jogada no mundo, não é mais nossa, embora tenha em nós começado! Ela é uma realidade ainda que abstrata e não ilusão. E ela pode ser muito mais bonita do que o real que já está aqui antes de chegarmos, se vier desse desejo!!
sábado, julho 26, 2008
Swing Hum e Meio
Móveis Coloniais de Acaju
Composição: Indisponível
Embora dá para não perceber
Alguém deve estar rindo de você
Motivo talvez nem exista
Então por favor não insista
Se a imagem como documento
Não esqueça de esquecer seu talento
Aborte todo e qualquer lirismo
Para não cair em ostracismo
Seja maduro apague a ilusão
De quem tem caráter tem tudo na mão
E se é para sair bem na fotografia
Venda a sua mãe mas não perca a simpatia
Não é difícil de comparar
O meu cérebro com a castanha do Pará
Não é difícil de comparar
O nosso cérebro com a castanha do Pará
A bem da verdade é mais fácil aceitar
O mundo assim do que só contestar
A vida é um processo de atuação
Se você quer ser alguém, se destacar da multidão
Abaixa a cabeça para obter atenção
Encolha o rabo e terá admiração
Se quiser ser ouvido é bom ficar calado
E que tudo fique no mesmo estado
Hipocrisia não é mais cinismo
Eu chamo de multilateralismo
Um afago para cá uma cusparada pra lá
E assim o país inteiro vai te amar
Não é difícil de comparar
O meu cérebro com a castanha do Pará
Não é difícil de comparar
O nosso cérebro com a castanha do Pará
Menina-Moça
Móveis coloniais de AcajuComposição: André Gonzales e Leonardo Bursztyn
Menina moça
Eu não queria te dizer
Mas me parecia
Não querias compreender
Que pra ser o tal
Não é preciso ser
Bacana e sacal
Não é preciso ser
Sacana e banal
Não é preciso ser
Mas o difícil é entender
Que pra ser o tal
Não é preciso ser você
Talvez seja tal e qual
Quarenta e quatro vezes normal
Mas na vez seguinte, no ano seguinte
Você se tornará legal
Seu sorriso de Cepacol
Sua sempre mal passada carne de sol
Sempre acompanhada daquela gelada
E uma pelada de futebol
Que pra ser o tal
Não é preciso ser
Bacana e sacal
Não é preciso ser
Sacana e banal
Não é preciso ser
Mas o difícil é entender
Que pra ser o tal
Não é preciso ser você
Menina moça
Eu só queria te dizer
O que é preciso
Não está na cara
Mas está na Caras
Este mês
Como é por dentro outra pessoa
Quem é que o saberá sonhar?
A alma de outrem é outro universo
Com que não há comunicação possível,
Com que não há verdadeiro entendimento.
Nada sabemos da alma
Senão da nossa;
As dos outros são olhares,
São gestos, são palavras,
Com a suposição de qualquer semelhança
No fundo.
Fernando Pessoafonte: http://www.pensador.info/p/o_divino_dorme_na_alma_duma_crianca/1/
Tudo o que dorme é criança de novo. Talvez porque no sono não se possa fazer mal, e se não dá conta da vida, o maior criminoso, o mais fechado egoísta é sagrado, por uma magia natural, enquanto dorme. Entre matar quem dorme e matar uma criança não conheço diferença que se sinta.
Fernando PessoaNa reflexão feita acerca das teorias do cinema, há seis maneiras de entendê-lo. Uma delas é o cinema como linguagem. Ele fala como que além de evoluir "O significado das palavras também pode involuir, ou esvaziar-se, como diz o poeta, ao falar de uma RUÍNA:
" Um monge descabelado me disse no caminho: 'Eu queria construir uma ruína. Embora eu saiba que ruína é uma desconstrução. Minha idéia era fazer alguma coisa ao modo de tapera. Alguma coisa que servisse para abrigar o abandono, como as taperas abrigam. Porque o abandono pode não ser apenas de um homem debaixo da ponte, mas pode ser de um gato num beco ou de uma criança presa em um cubículo. O abandono pode ser também de uma expressão que tenha entrado ao arcaico ou ainda de uma palavra. Uma palavra que esteja sem ninguém dentro. (O olho do monge estava perto de ser um canto.) Continuou: digamos a palavra AMOR. A palavra amor está quase vazia. Não tem gente dentro dela. Queria construir uma ruína para a palavra amor. Talvez ela renascesse das ruínas, como o lírio pode renascer do monturo.' E o monge se calou descabelado" (Manoel de Barros, poesia falada, v.8). "
-----Su: lindo!
É engraçado que para abrigar do abandono se tenha como objetivo construir algo “ao modo de tapera” o q engrandece o abandono do qual se trata! Porque tapera quer dizer:
“[Do tupi = 'aldeia extinta'.]
S. f. Bras.
1. Habitação ou aldeia abandonada.
2. Casa arruinada.
3. Fazenda inteiramente abandonada e em ruínas. ”
A meu ver essa palavra anda meio sozinha. A mistificação q se criou em torno dela encanta mais do q a realidade de vivê-la. E pela pressa de sentí-la acabam por correr atrás mais do título. O investimento pessoal fica nublado, à deriva, duvidoso... e quando a sensação de ser amado vai embora, vc fica sem saber se houve sentimento!
- "...E por falar em ruínas, um dos poemas de Ensaios Fotográficos fala do seu desejo de construir uma, mesmo sabendo que a ruína é o estado final da coisa. “Sou eu querendo desconstruir a própria linguagem, as palavras, querendo chegar ao simples”, afirmou.
(fonte: http://www2.uol.com.br/JC/_2000/0305/cc0305a.htm)
- Em entrevista diz:
"Havia um certo fascínio em mim por cidades mortas, casas abandonadas, vestígios de civilizações. Um fascínio por ruínas habitadas por sapos e borboletas. Eu gostava de ver alguma germinação da inércia sobre ervinhas doentes, paredes leprentas, coisas desprezadas. As fontes de minha poesia, estou certo, vêm de errâncias desurbanas."
"Exploro os mistérios irracionais dentro de uma toca que chamo 'lugar de ser inútil'."
(fonte: http://www.jornaldepoesia.jor.br/castel09.html)
(Manoel de Barros, Coleção Poesia falada)
Fonte: na verdade tirei do livro que estou lendo "Imagens do Desaprender - uma experiência de aprender com o cinema" de Adriana Fresquet, p 30.
Su: Talvez existindo vc vá mudando mais mecanicamente. Lembranças mais soltas te guiem e talvez alguém chame isso de "ser natural". Mas a escrita me revela muito mais. Não para os que lêem mas pra mim mesma, pois só eu sei o que eu nunca vou escrever mas q me vem à cabeça. Ela me põe cara a cara comigo e me faz ver com outros olhos. Até pelo fato d decidir o q eu não vou escrever já me diz alguma coisa. Talvez uma fuga clara. Aí sento e escrevo uma versão. E quem mais gosta de ler o q eu escrevo é quem precisa disso: eu!
No fim da jornada, deixei o caminho do medo. A chuva fraca nem conseguia apagar o fogo e eu continuava pensando nela. Fui até o mercado comprar o docinho da criança (coisas q engordem senão sumo!!) pra incentivar o bom costume d andar (mentira! estava afim de comer biscoito de limão sem leite há um tempão!!).
Via as pessoas simples pegando suas bicicletas velhas ao sairem do trabalho. Vestiam-se de formas tão diferentes daquelas do centro do Rio. Um jeito menos pomposo. Talvez metade de tudo isso estivesse nos meus olhos, mas era a impressão q tinha. É provável que as férias que separam mais alunos e gente daqui tb gere tal visão. Achava muitas vezes estar vendo quem aqui faz a vida seja por achar que aqui é suficiente ou por falta de chance de se mudar. As vezes dá um certo nervoso porque escolher algo sem comparar com outras vivências me parece muito duvidoso. Mas se estar bem é uma questão de estado de espírito e seja por dificuldades sociais ou falta de vontade existe a preferência por ficar... porque a vida dos outros me incomodaria? Não é suficiente que eu não queira a realidade q entendo desse lugar pra mim e tire daqui só o q é bom?
Aqui não se tem muita coisa pra fazer. E em lugares assim você tem duas alternativas: beber até esquecer quem vc é (muita gente faz isso em cidades pequenas!!hehehe) ou fazer amigos (e beber também, mas um pouco menos!!hehehe)!! Tem, inclusive, esperar pelas festas da universidade, curtir a natureza, a companhia.
Uma realidade a sua volta não te infecta se vc a achar ruim. Ela só te lembra que ela existe, se vc continuar correndo atrás dos seus objetivos!! E A Realidade de uma mairoria precisa ser lembrada! Porque têm coisas que precisam mudar na questão das condições sociais que só quem está numa posição social mais vantajosa pode alterar; ou, então, que o lugar simples e sem nada pra fazer seja, pelo menos, um lugar pra onde se possa voltar de modo não defintivo, quando se quiser um cenário de natureza calma e uma casa árabe, com jardim botânico, lagos, capivaras, e uma floresta como quintal!! Cavalos, cabrinhas e bois nos pastos... e um céu decente, pois na cidade têm muitas coisas pra arranhar os céus até sua vista ficar tão riscada que comece a contar prédios ao invés de estrelas!!
sexta-feira, julho 25, 2008
Já a caminhada de hoje só fui eu pela ciclovia. Ainda tentei chamar minha amiga Vivi (adorável!!) mas ela estava ocupada. Só não é a melhor opção quando já está de noite, nas férias (fica mais vazio) e com o tempo chuvoso!! O sentimento do dia foi: o medo.
Andava porque gosto muito e não estou cansada devido a faculdade. Sou minha viajante companhia ou desfruto da companhia dos outros. O ritmo era mais confortável do que propriamente "exercitante", embora naturalmente rápido.
Na ida, a minha esquerda, estava a antiga Rio-São Paulo e a direita, A Floresta! Vendo que o caminho tinha pessoas, ia mais ou menos com elas. Primeiro me deixei levar pela esquerda. Quanta coisa se faz naquela estrada! Se sai ou volta pra casa; leva-se a carga ou o doente; foge-se do pedágio ou se vai a um encontro; mexe-se com as meninas da ciclovia; quase se causa um acidente o q leva a muitos xingamentos pra compartilhar o susto (hehehe); passa-se numa viagem ou um ônibus vazio roda chamando por alguém... Estrada dinâmica, de mão dupla. Quando tudo parecer a mesma coisa, ela oferece o movimento de diferentes cores, gente e objetivos até se alcançar a monotonia das mesmas coisas que passam!!
Aí os olhos procuram outro lugar. O caminho do meio, a ciclovia. Qualquer um ali é inesperado, devido as condições (férias, nublado,noite). Uns mais ameaçadores, outros não, grupos inofensivos, corredores, caminhantes, um cão vira-latas (nunca vi um gato sequer!!). Dentre tantos, aqueles que você viu sua vida inteira, de longe te reconhecem, de perto falam contigo e quando se distanciam, tudo volta ao normal: mais uma distância entre vc e uma pessoa q vc nunca conhecerá além da vista! Mas não fui indiferente. É bom ser lembrado.
Até que a direita me chama... Primeiro vem um muro de terra, depois a ponte azul com a linha do trem, e em seguida um "barranco", descidas pra parte mais baixa da Floresta, q é o q acompanha 70% da via.
Negro, com os caminhos q levam pra dentro da mata fracamente iluminados, não parecendo levarem a lugar nenhum, nenhum! Fantasmagóricos postezinhos no início de cada um, com uma mísera lâmpada para tão longa trilha!!
No breu, tudo é esconderijo e sons de bichos (nesse caso, pequenos). Acompanhando o tronco de uma das finas árvores até o céu, supomos estrelas escondidas pelas nuvens pesadas, avermelhadas pelas luzes da cidadezinha. Os topos das árvores mostravam que todo o negrume não era uma coisa só. Elas recortavam em negativo a vermelhidão das nuvens.
Medo... mas ainda sim eu seguia em frente. Talvez tivesse mais medo se estivesse passando de carro e me imaginando largada do lado de fora, com os caçadores a minha espera. Isso me faz pensar que o medo de estar do lado de fora do carro seja mais o do abandono do que o perigo em si. Eu não me arriscava. A certa adrenalina era melhor do q estar em casa, num lugar tão são e salvo onde também nada aconteceria!!
Estava ficando frio. Minha pele esfriava mas eu sentia calor. A chuva começava a cair! Eu tanto esperava quanto torcia por ela!! Ter a alma lavada na rua seria um complemento pra tudo que eu deixava inspiradamente pelo caminho!! Qualquer um podia saltar da mata "do nada" (o que é subestimar um lugar tão cheio de possibilidades) e me errastar por todas as chances que me punham medo como o escuro, as cobras, os homens que só sabem tomar ao invés d conquistar... mas a minha passagem era exorcizante!! A minha endorfina, indispensável!! Até o fogo que começou a queimar no muro de terra fez parte da minha boa noite: me preocupou. E Cássia Éller não podia cantar pra mim:
"Socorro, não estou sentindo nada
Nem medo, nem calor, nem fogo
Não vai dar mais pra chorar, nem pra rir"
Porque eu estava em busca das sensações, não desistiria dos sentimentos e nem fugiria de mim. Eu estou em tratamento. "Tomando a diversão como um remédio", diria Marcelo. E vendo quanto mundo tem ao meu redor além daquele q eu tinha eleito! Vendo que eu não sou como tentei ser porque sou mais feliz de outro jeito. Quero do meu lado quem é feliz comigo e não apesar de mim.
Aqui temos uma bela floresta!! De dia, pra quem teve vontade ou veio a oportunidade primeiro, tem como andar por ela sem se perder, pois as árvores são marcadas, sendo só o caminho inicial cimentado. É outro cenário verde dentro de um espaço que já é "rural". Andei poucas vezes por ela porque ir sozinha é meio perigoso. Sempre tem um perturbado querendo interromper nossa paz!!
Passando por um de seus lados tem a ciclovia da cidade. Nela tem uma ponte azul que passa por cima de uma curiosa linha de trem cargueiro, além de saírem dois ou três caminhos pra se entrar na floresta. Muito convidadativos são eles enquanto durar a luz do dia! Mas a noite, hora da minha caminhada de hoje e de ontem, a floresta é aterrorizante!! Principalmente se o céu não está estrelado, como estava na nossa caminhada (eu, minha irmã e meu lindo, lindo amigo Juliano!!) de ontem!!
A ciclovia tem ainda uma saída que leva ao prédio principal da UFRRJ (Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro) , nosso destino! Ele já é bonito pela manhã e a noite... seus arcos semi iluminados refletem na água de seu laguinho central só a pouca luz de seus corredores (não ficam todas acessas) e pra mim parece uma grande e ainda mais encantadora habitação árabe!! O terceiro andar não é completo e tem uma ponta que é iluminada e outra não. A parte mais escura pareceria o lugar perfeito de onde se poderia partir o tapete de Aladim... O céu estrelado também estampava o lago e fazia mais próximas de nós as constelações que Juliano tentava apresentar!! O lugar era calmo e a nossa conversa muito agradável!! Foi uma daquelas noites em que tudo era perfeito!!
Ali têm bonitas e diferentes árvores, tudo gramado em volta!! Estávamos sós mas também acompanhados, pois em algumas salas ainda se tinha aula. Nada que desse para ouvirmos!! Alguns patos já fizeram parte do adorável lugar, mas hoje não se encontra mais nenhum!!
Ficamos umas 3 horas conversando até resolvermos fazer o caminho de volta pra casa. Somando foram 4 quilômetros que muito felizes fizemos indo e voltando, ainda que estivesse bem frio!!hehehe
Passamos por trás do Instituto de Biologia novamente, onde nos prometemos chegar um dia mais cedo para conversar em cima de uma das suas atraentes árvores!! Ou tirar fotos do jardim botânico!! E dos outros lagos! Ainda tem um lago perdido que muito poucas pessoas foram por se tratar de um caminho difícil que não dá nenhum sinal d água por perto!!
Como se a noite já não estivesse boa o bastante, vimos uma luz crescendo por trás da folhagem negra sob a ponte azul!!! "Não acredito" falei animada!! O trem vinha chegando!! Ficamos na ponte até ele acabar de passar por baixo de nós!! "Esqueci de contar os vagões" falei ao que Ju respondeu "eu também"!!hehehe Q peeeeeena!! ;0)) Foi lindo!! Ele não estava muito cheio. Este é um trenzinho q torna a minha cidade mais poética!! Ele se foi e nós também!!
terça-feira, julho 22, 2008
Ônibus: finalmente bom de novo!
Ontem, na volta pra casa, recém chegada de Minas Gerais, fui pegar o ônibus para minha cidade. Estando ele cheio de gente e eu cheia de mala, resolvi esperar o próximo. Sentia falta de conversar com alguém! Além disso: o meu tipo de papo, do meu jeito, sem o dever de me conter para agradar... eis q surge Arthuuuuuuuuuuuuuuuuur!!!!
Das nossas viagens, nossas imaginações sobre quatro rodas, veio a sacada:
Su: - ... Eu não consigo fazer desenhos grandes!! Sempre vejo mais os espaços vazios e fico tentando preenchê-los!!
Art: - Mas os espaços vazios também são o desenho...
Tudo que você faz te põe em jogo. Calar demais é se defender. Enquanto não falar, não fizer, vc se preserva. Mas o q se ganha sendo o mesmo pra sempre?
Somos uma massa instável da qual não se consegue tirar só o que não se gosta. Gostos e desgostos se enrolam e sustentam-se, dividindo veias e artérias estratégicas que crescem com a gente. Mudar é um processo doloroso que pode levar a sangramentos sérios, pois, as vezes, os problemas estão muito lá no fundo e pouco evidentes. Ameaçado o q é vital pra nós, é mais fácil achar q o resto do mundo está errado! "É mais fácil ficar com raiva do q entristecer." Mas, ainda sim, dificilmente vc encontra alguém prepotente o suficiente pra achar q não precisa mudar em nada!
Sou detalhista, sempre procurei preencher o meu vazio... Arthur acho q sabia q não falava só sobre arte quando me falou que o desenho também é o espaço onde nada tinha. O vazio é uma parte. Eu sou muito exigente quando estou mais vazia do q cheia e constantemente não admito isso. Tento preencher a mim e ao outro mas, numa via de mão única, faltam as duas mãos que te apertem no final do abraço q vc precisa!!
Me Revelar
(Zélia Duncan)
Tudo aqui quer me revelar
Minha letra , minha roupa, meu paladar
O que eu não digo, o que eu afirmo
Onde eu gosto de ficar
Quando amanheço, quando me esqueço
Quando morro de medo do mar
Tudo aqui
Quer me revelar
Unhas roídas
Ausências, visitas
Cores na sala de estar
O que eu procuro
O que eu rejeito
O que eu nunca vou recusar
Tudo em mim quer me revelar
Meu grito, meu beijo
Meu jeito de desejar
O que me preocupa, o que me ajuda
O que eu escolho pra amar
Quando amanheço, quando me esqueço
Quando morro de medo do mar
Tudo aqui quer me revelar
Unhas roídas
Ausências, visitas
Cores na sala de estar
Tudo aqui quer me revelar
Unhas roídas
Ausências, visitas
Cores na sala de estar
O que eu procuro
O que eu rejeito
O que eu nunca vou recusar
Tudo em mim quer me revelar
[[[Anti-Telejornal]]]
Hoje nasce meu filho
Hoje vou me casar
Hoje dentro do espelho
Vou poder enxergar
Pais, mães, irmãos
Ruas, bairros, cidadelas
E o quintal dos corações
Onde moram as coisas belas
Hoje vou namorar
As solteiras e as casadas
As jovens, as carquebradas
As lindas e as descuidadas
Meu amor vai se espalhar
Pelas camas e calçadas
Nas prisões e condomínios
Nas favelas e esplanadas
Hoje andarei sobre as flores
Amarelas do ipê
Espalhadas pelo chão
Antes de anoitecer
Cantarei no meu velório
Dançarei nos braços da vida
Dormirei com a minha amada
Vida boa de ser vivida
Sem farsa, conchavo, sem guerra
Sem malta, corja ou trapaça
A vida é um drible ágil
Entre as pernas da desgraça
Hoje eu vou inventar
O antitelejornal
Pra passar só o que é belo
Pra passar o essencial
comentário: "Já 'Antitelejornal' aparece como uma crítica ao critério de escolha das notícias na televisão."
fonte: http://www.supernoticia.com.br/otempo/noticias/?IdEdicao=325&IdCanal=4&IdSubCanal=&IdNoticia=29340&IdTipoNoticia=1
Su: As vezes somos como esses telejornais. Topando uma vida manipulada comum pra manter a perdível ingenuidade!!
Meu amor não vai se espalhar a troco de nada! Ele usará mais o seu quintal no hoje que achar pra ele, pois não parará sua busca!
Limites... melhor vê-los através de um plano para superá-los. Afinal, quem melhor do q eu pra cantar no meu velório? Pode ser estranho mas é sincero e honesto o q digo!! O q me faz feliz deve ser essencial e belo pra mim!! E, no meu fim, é aí que quero ter chegado!
(I could be a little bit unfair... I just seem. There´s sense.)
Em qual ponto começar? Que pontos seguir? Reticências, pingos nos is, ponto final... juntá-los todos e formar traços inteiros! Retorcê-los e acreditar nas letras!
A cigarra não pode mais com seu pequeno exoesqueleto! Pra crescer, tem q mudar! E abandona sua casca, que é uma boa memória do q ela era pra continuar a ser outra coisa!!
Tirar asas de dentro dos corpos das lagartas e jogá-las no vento. Vão procurar voar. Vão procurar não se machucar.
E quando a mutação é para designar um contínuo processo do não dito? As cordas vocais agarradas calam a voz que não é ouvida. É melhor não falar do que não encontrar o ouvido que acolheria.
A colher ia enfiando guela abaixo tudo q precisava passar. Era engolir ou se engasgar. A vida não acabava ali. Era digerir e voltar... que a volta fosse por cima!
Que a volta fosse por outro caminho e não mais a espera pelo chão vazio, onde ninguém passa. Onde ninguém mais fala. Onde ninguém mais escuta. E onde a saudade não sabe mais do que sentir falta já que parece que nada há.
O q era bom e o que fazia bem agora fazia precisar de remédio. E este exige q se abra mão do vazio. Pra remediar um exterior num certo ponto só, só uma alma cheia de alegria. Encher a alma exige responsabilidade, pois isso não se dá no encontro com outros vazios.
O mundo está cheio de vazios carismáticos. Que eles possam ser felizes também.
Eu vou tentar voar e cantar bem longe porque a negligência me fez matar por morrer de fome! Minha canção vai tocar no rádio e a rua vazia vai se encher das minhas vibrações. Eu componho uma falta que outros podem sentir.
quarta-feira, julho 16, 2008
Panis Et Circenses
(Pão e Circo)
By : Marisa Monte
Eu quis cantar
Minha canção iluminada de sol
Soltei os panos sobre os mastros no ar
Soltei os tigres e leões nos quintais
Mas as pessoas da sala de jantar
São ocupadas em nascer e morrer
Mandei fazer
De puro aço luminoso punhal
Para matar o meu amor e matei
Às 5 horas na Avenida Central
Mas as pessoas da sala de jantar
São ocupadas em nascer e morrer
Mandei plantar
Folhas de sonho no jardim do solar
As folhas sabem procurar pelo sol
E as raízes, procurar, procurar
Mas as pessoas da sala de jantar
Essas pessoas da sala de jantar
São as pessoas da sala de jantar
Essas pessoas da sala de jantar
São ocupadas em nascer e morrer...
Pra quem prefere em inglês:
I wanted to sing
My song enlightened by the sun
I set the sails free upon the masts
I set tigers and lions free in the backyard
But the people of the dining-room
Are busy to be born and to tie
I´ve ordered a shining steel dagger
To kill my love and I killed him
At 5:00 PM in the
But the people of the dining-room
Are busy to be born and to die
I´ve ordered dream-leaves to be
Planted in the garden of the mansion´s sun
The leaves know how to seek for the sun
And roots they search an search
But the people of the dining-room
Are busy to be born and to tie...
Su: Eu quis cantar! Eu canto. Meu canto iluminado de sol não basta. Queria-se um talento que não era substituível pela diversão!!
Soltei os tigres e os leõs nos quintais!! Queria ver o que poderia mudar porque antes d´eu chegar ali não poderia ser igual àquilo tudo depois d mim!! Faço diferença. Mas q diferença é feita? Isso vem de dentro d cada um e pode se perder por lá. Mas o q houve em mim eu vejo. NÃO ESQUEÇO NADA porque é assim q tudo me faz crescer. Pelo bem ou pelo mau, agora amadureço. Porque a vida não é simples e eu não só tenho como POSSO lidar com isso. Não sem dor, mas com o prazer d me ver maior, passada a tempestade. As moedas em q o lucro se reverteu pagam o preço inevitável. Tenho o q é pra mim. O q poderia ter sido não me deve fascinar mais do q o q foi. Porque só conheço as ruas pelas quais passei. A ilusão deixo para os talentosos!!! Fico com meus futuros novos sonhos!!
A CONQUISTA é minha intenção!! ObTER é conseqüência. Vou dançando pelo caminho. Se sou forte agora é porque admiti a fraqueza enquanto aprendia. É porque um dia não foi SIMPLES que hoje é mais fácil.
Os tigres assustam mas são de mim. Fazem parte da fuga da normalidade que eu quero. Não me dão status mas me garantem bons dias!! Dias raros.... caros para uma "menina cara"!!! Só eles me mostram e atraem o que de melhor posso TER: boas lembranças. Lembranças em q entram pessoas. A solidão é útil mas se ninguém te marca, você pode estar perdendo toda diversão! A entrega não é perda: é troca! A aventura está na escalada, no vôo, no salto e na natureza humana tb!!
Minha casa será iluminada!! No meu quintal, não se temerão os leões a espreita. Quando eles se aproximarem, uns estarão mansos, outros arredios e com tudo lidarei! Sem garantias e nem estabilidades porque o preço da liberdade é assim, alto!
Damos o que temos. Meu punhal não poderia ser diferente de mim. Com luminoso punhal matei meu amor. Curioso fazer isso num mundo onde ele falta! Mas a morte não é desnecessária ou má! A inexistência é que é o problema! Mas vir a existir e morrer fertiliza a vida! Tive uma hora e um dia em q isso deveria ter começado. Resisti a princípio mas o fiz por fim. Nada é pra sempre. É preciso que se termine um para que se dê lugar a outro. Nós não seremos os mesmos amanhã.
Agora é continuar a procurar, procurar!! Várias coisas e não uma só. Planto meus sonhos e eles procuram acordar. Alguns dormem pra sempre, é a própria morte. Mas a condição do meu jardim é o sol, e só quando ele engolir a Terra é q eu vou saber se realmente terá chegado a hora d parar.
Eddie Vedder
Composição: Jerry Hannan
It's a mystery to me
we have a greed
with which we have agreed
You think you have to want
more than you need
until you have it all you won't be free
society, you're a crazy breed
I hope you're not lonely without me
When you want more than you have
you think you need
and when you think more than you want
your thoughts begin to bleed
I think I need to find a bigger place
'cos when you have more than you think
you need more space
society, you're a crazy breed
I hope you're not lonely without me
society, crazy and deep
I hope you're not lonely without me
there's those thinking more or less less is more
but if less is more how you're keeping score?
Means for every point you make
your level drops
kinda like its starting from the top
you can't do that...
society, you're a crazy breed
I hope you're not lonely without me
society, crazy and deep
I hope you're not lonely without me
society, have mercy on me
I hope you're not angry if I disagree
society, crazy and deep
I hope you're not lonely without me
Su: filme excelente esse "Na Natureza Selvagem"! Pus essa música aqui porque a conheci nele! E me conheci mais um pouco tb!!
segunda-feira, julho 14, 2008
... e em julho chove torrencialmente!!!
("...") *1
Esquece isso. Finge que não sabe. Não transpareça q viu.
Mas não me esquece. Porque eu sou especial.
*1 "..." -> algo q muda toda hora! Só reticências comporta! Inventada por alguém que queria responder muita coisa mas não podia sossegar e numa frase só petrificar-se! Mudança constante! Nada me contém. E isso não me detém mais!
segunda-feira, maio 12, 2008
Como acreditar na importância de algo quando foi tão fácil ser deixado? Eu não deixo meu pulmão largado por aí porque não existe essa opção!
A gente nunca sabe quem é a outra pessoa! Por mais que tentemos não nos supreender, se tentarmos demais também será um caminho pra não se viver intensamente!! E como são intensas as minhas vontades!!
O passado não está escrito, envelopado e selado pra eternidade! Ele sempre pode ser relido! Não é revivido e sim Vivido de outra forma!
Quantas vezes em um ano preferi a primeira versão intensa q vivi!! Mas só a questão da perda me fez ver o quanto o q perdi era mais importante pra mim do q eu supunha! A pergunta é: e isso não poderia ter acontecido sem mágoa?
Podemos escolher entre pegar água no rio todo dia pra abastecer a casa ou fazer uma represa e mudar tudo! Depois de feita a represa, tem como esquecê-la e procurar um poço? Uma nascente? O MAR era grande! Tanto tinha, mas no final das ondas, pra matar a sede não servia...
Se AMOR é angústia, se não existe sem medo, garanto: não é todo medo e toda angústia q vale! Não erraria em apostar numa intensidade diferente porque se ela foi ilusória em algum momento, pra mim era apenas ingênua! Aproveitar a mudança pra me fazer melhor ainda e fazer de outro jeito valer a pena é até tentador! Mas eu preciso de um alicerce pra isso! É preciso acreditar q existe um amor q, por mais dúvidas q gere, também vai ser maior q a vaidade e o orgulho e vai Cuidar! Porque nem sempre o primeiro lugar é nosso. Então algumas pessoas em torno de nós tem q Valer o nosso primeiro lugar senão, viver junto vira a própria solidão!
Tudo tem um preço! O preço da intensidade é Não se anestesiar (ou se "adaptar"). É perder o sono, a calma e saber Acreditar no equilíbrio. O equilíbrio só vem se tiver fluxo (mas você pode escolher a anestesia)! Nenhum sistema fechado vive profundamente porque só conhecem as suas zonas de conforto! E nem todo conforto vale!
A "realidade" oferece tantas ilusões e sonhos! Por que viver só as suas? O barato é q, enquanto a ilusão vê o que não está lá, o sonho vê o q pode vir a estar... O q precisamos não está pronto no mundo. Mas só somos criadores se pusermos em jogo o q temos. É pondo a nossa mão na massa. Nos denunciando ao deixar ALI as digitais q são só nossas. Não é só lembrar "eu andei minha vida toda" mas admitir: "eu passei por ALI". Porque "ALI era pra mim" e "eu quis ir para ALI também", "ALI era importante", "ALI viu minhas ilusões e acabou sonhando com elas", "talvez ALI seja pra sempre"...
Com minha imperfeição sou capaz de fazer coisas perfeitas! E assim como meus defeitos não anulam minha perfeição, minha perfeição não esconde os meus defeitos! Seguindo esse sentido, no meu colo não cabe todo mundo mas os que quiserem ESTE CONFORTO, caberão perfeitamente!
As nuvens se foram! Mas eu sei q vai chover de novo!
...Amo!
S.N. = em construção

