sábado, março 29, 2008

Pinta de diário


Eu sou essa imensa vontade de mudar.
Medo e preguiça me mimam, e vejo conforto onde não deveria. Só não é a melhor opção, embora as vezes bata essa imensa vontade de não estar em lugar nenhum e, ainda sim, não fazer falta.

Amar é bom, gostar é importante, lidar com outros sentimentos é engrandecedor... quanto trabalho! Sua vida não ser os seus ideais e vc sentir-se lascando-se todos os dias, antes de construir alguma coisa.


Se existir fosse negociável e não houvesse tanto contratempo entre eu ser e o q eu acho certo, o q seria diferente?

“Existem idéias, coisas e pessoas demais. Caminhos demais a seguir. Comecei a achar que é importante gostar de algo com paixão pois isso reduz o mundo a um tamanho administrável.”
(do filme “Él Ladron de Orquídeas” = “Adaptation” = “Adaptação”)


Entre críticas e algumas dores, vem a paixão! Traz outros tormentos mas tem um quê de fundamental no q é!! Um mundo tão grande, de tantas obrigações, as vezes só precisa de alguns momentos parado apenas pra se sentir bem! E ter alguém pra isso é quase como ser tão feliz quanto possível!!




su: amo felipe!!
Aula
talvez, uma aula de verdade!

A burguesia quis tanto prezar o nome de sua familía q acabou por perder os próprios filhos!! Na aparente dicotomia entre repressão e corpo de prazer, vem um observador e aponta q ambas as faces foram criadas pela mesma história! ùtil a política e a economia do Estado, a criança é objetivada e entregue cinicamente aos pais como um corpo a ser vigiado. Como se fosse possível q estes evitassem a lida da criança com seu próprio corpo de prazer! Em troca de tanta benevolência, uma vez q o Estado, ou a pedagogia ou a medicina trataram de construir tão belamente a família célula, com o mínimo de intermediários, deveria ser permitido a eles educar tais crianças! Em outras palavras, criaram para si realmente corpos aptos ao trabalho e conseguiram que lhes fossem entregues ainda pequenos!

Falando num nível prático, o problema não é educar mas sim que tipo de educação está sendo imposta! Ainda é a da normalização aonde um aluno mal comportado "é caso de polícia" (ou de psicólogo, ou de pedagogo), devendo ser entregue a um poder normalizador. Nunca se tem o olhar que vê que este aluno põe a escola em discussão justamente porque ele não se adequa. Não deveria este estabelecimento ver rachaduras em seu sistema? Não... porque a lógica moderna não só insiste no útil como também insiste na disciplina e assim culpa quem diverge dela. Tem-se q se mostrar q és capaz de cumprir ordens, de entrar na linha e ajudar esse poder disseminado a se fortalecer como se ele fosse Natural! Por que é natural que numa escola a criança tenha q se comportar?
Nada é natural.
O ser humano é histórico.
Ele cria todas as suas necessidades e problemas.
Antes a criança nem existia! Era um pequeno adulto q já cedo deveria aprender tudo q o mais velho sabe! Dizia Arriés que ela poderia morrer q nem era considerado grande coisa na Idade Média, já que ainda não estava "pronta"!

Ao criar necessidades e problemas, a história também cria uma falsa dicotomia entre repressão e prazer. Por mais q essas idéias se oponham, elas servem ao mesmo propósito: a utilidade e disciplinamento. Como? Porque o prazer foi criado numa criança onde antes não era visto. E a repressão foi criada logo em seguida, para que estas crianças saíssem da alçada de seus pais, aos quais foram entregues em primeira mão. Os pais, considerados inaptos para "cuidar" de (vigiar) seus filhos, tiveram como única função continuar tentando a vigília, enquanto o médico é que, de fato, penetrava na família e era o detentor da sabedoria que levaria a cura dos infantes!

A atualidade é um grande palco onde o poder se dissemina (se invisibilizando) e se fortalece conforme atravessa as atitudes das pessoas sem questionamento.


Su: (aula da UFF de "psicologia e formação", segundo o meu entendimento a respeito de um fragamento de um livro de Foucault chamado "Os Anormais")
Acho q foi Lacan q disse "um filho nasce quando se começa a pensar nele". Reprosução do meu professor de teorias psicanalíticas Vidal! Olha q barato! Se eu tivesse nascido primeiro ele teria me "copiado"! Quanta honra!!! Vide post de Quinta-feira, Janeiro 31, 2008!!
Perda


tchau, tchau.

Lembro do que quero. Pra quem tem boa memória, eu sou inesquecível. Ambiguidade mal resolvida: boa a memória q lembra ou boa memória vivida? Certas coisas são inadmissíveis. E por isso se perde a graça de tentar de novo. O difícil se torna improvável enquanto se perde o bom q poderia ter sido!
A tristeza q me causou vai passar. E eu? Depois de tudo q fiz, do início ao fim, passarei? Quando antes não se teve nada e a partir dali se começa a contar, quem passou fica. Como uma boa lembrança ou como uma assombração. Do corpo se afasta mas de si mesmo não se foge. Revolta-se, distorce o vento, compõe-se dolorosamente... e nas ruínas de si, vive-se lutando para ser o mesmo! Mas o tempo passa. Devorando e assolando os mais fracos, deixando neles só inevitável!

quinta-feira, janeiro 31, 2008

Alguma
vida
teve. Mesmo sem chegar a esse mundo... viveu! Vida que por nós não lembrarmos pode acabar sendo desconsiderada. Porque é tão importante o que escolhi pra viver agora, e tudo que me fez mudar! O fato de ter eu existido ano passado, por mais q não detenha detalhes, ainda é válido, porque eu me lembro que existiam várias coisas comigo!!
Eu tenho essa história de um amigo... a vidinha que ia sendo construída na barriga da mulher que fazia esse filho pra eles, não sei com quanto cuidado mas, com certeza, com muita atenção, acabou se perdendo antes de chegar no nosso embaraçoso mundo de escolhas!
Nos faz até pensar q antes cedo demais do que tarde, quando se teriam mais elementos para docemente faltar. Principalmente na nossa mente que constrói crianças com uma inocência inalcansável na realidade!!
MAs se pra existir é importante escolhas, mudanças, além de um corpo que responda a tudo isso, é mais verdade ainda que, por mais que aquela vidinha não tenha chegado, ela viveu!!
Um acontecimento que mudou toda razão! É verdade que esse mundo está violento demais, que nada garante que sejamos pais exemplares ou que nossos filhos vão ser boa gente mesmo se formos! Que sustentar filho é caro e nossos planos tem muito a fazer por nós antes de pôr outro começo de gente no mundo! Mas se o filho, por acaso ou irresponsabilidade vem... não há argumentos que convençam espermatozóide e óvulo de que há outra hora melhor para concretizar o objetivo de suas existências!! Onde há uma mente que demora a decidir ou protela planos que podem não acontecer, há também um corpo que não se nega, no meio de tanto raciocínio, a cumprir a finalidade de ali estar!
Alguém que não pensava em ter filhos
ACEITOU,
ASSUMIU
e COMEÇOU a ter novos planos!
Foi pai o quanto pôde! Viveu um futuro que não vai existir por enquanto. Passou por alguma dor no início, com o impacto da notícia de que viria mais alguém por aí, mas levou adiante, com postura honrosa, e teve esta reconhecida por seu pai! Sua irmã foi tia, seus pais foram avós! Seus amigos, entre sentimento diversos, torceram por padrinhos, imaginaram joãozinhos e mariazinhas, brincaram e exerceram seus papéis de companhia!!
A existência pode ser interrompida. Uma vez começada, em qualquer fim que se dê, há de se considerar uma morte! A perda é grande. A TRANSFORMAÇÃO com o prenúncio e desistência de chegada foi enorme! Há de se encarar a realidade com olhos até possivelmente parecidos com os de antes... mas jamais iguais! Ele não é mais o mesmo e, nem com a melhor das imaginações, poderia ensaiar tão bem a paternidade! Teve q existir algo que se nutrisse dentro de uma pessoa querida, que ameaçasse pisar com seus próprios pés nessa mesma terra tão familiar pra quem já vive há tanto tempo do lado de fora, pra que se pudesse passar por mais uma mutação! Talvez isso não tocasse muito a outros, mas esse se deixou tocar e viveu mais uma aventura pro livro da sua vida!!!

S.N.
= txt em construção
Charlie Brown Jr.

Música: Hoje Eu Acordei Feliz
Álbum: 100% Charlie Brown Jr. Abalando a Sua Fábrica


Hoje eu acordei para sorrir mostrar os dentes
Hoje eu acordei para matar o presidente
Hoje tem festa, ela vai estar, eu vou, vai ser perfeito
Eu vou fazer o que você jamais teria feito

Hoje eu acordei feliz
Sonhei com ela a noite inteira, eu sempre quis
Hoje eu acordei feliz
Sonhei com ela a noite inteira, eu sempre quis
só não quero acordar!

Chegou ficou do lado não parou de olhar pra mim
Preciso lhe dizer mas sou um cara que era afim
O sexo é bom, o amor melhor os dois então perfeito
Eu vou fazer o que você já mais teria feito

Hoje eu acordei feliz
Fiquei com ela a noite inteira, eu sempre quis
Hoje eu acordei feliz
Fiquei com ela a noite inteira, eu sempre quis
só não quero acordar!

(...)

Chegou ficou do lado, já sentiu um pouco daquele respeito
Eu vou fazer o que você jamais teria feito
Não quero acordar, não!
Não quero acordar, não!
Não quero acordar, não!
Não quero acordar, não!

sábado, janeiro 26, 2008

O Supremo Castigo
Em todos os aeródromos, em todos os estádios, no ponto principal de todas as metrópoles, existe - e quem é que não viu? - aquele cartaz... De modo que, se esta civilização desaparecer e seus dispersos e bárbaros sobreviventes tiverem de recomeçar tudo desde o princípio - até que um dia também tenham seuspróprios arqueólogos - estes hão de sempre encontrar, nos mais diversos pontos do mundo inteiro, aquela mesma palavra. E pensarão que Coca-Cola era o nome do nosso Deus!

Mário Quintana

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O Achado
Vera estava visitando um protético quando, repentinamente, entrou pela sala, com uma dentadura articualda que havia descoberto numa prateleira, gritando:
- Titia! Titia! Encontrei uma risada.
(BLOCH, Pedro. Criança diz cada uma!. Rio de Janeiro, Ediouro, s/d. p.112.)

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Mensagem referencial:
As folhas da árvore,
movimentadas pela brisa,
produzem sons.

Mensagem poética:
Na tarde quente
as folhas aplaudindo
a brisa fresca
(PINTO, Gustavo Alberto C. Relâmpagos. São Paulo, Massa Ohno, 1990. s/p.)

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Escrever nem uma coisa
Nem outra -
A fim de dizer todas -
Ou, pelo menos, nenhumas.
Assim,
Ao poeta faz bem
Desexplicar -
Tanto quanto escurecer acende os vaga-lumes.
(Manoel de Barros)

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Brasília: esplendor

Brasília é uma cidade abstrata. E Não há como concretizá-la. É uma cidade redonda e sem esquinas. Também não tem botequim pra gente tomar um cafezinho. É verdade, juro que não vi esquinas. Em Brasília não existe cotidiano. A catedral pede a Deus. São duas mãos abertas para receber. Mas Niemeyer é um irônico: ele ironizou a vida. Ela é sagrada. Brasília não admite diminutivo. Brasília é uma piada estritamente perfeita e sem erros. (...) Brasília é um futuro que aconteceu no passado.
(LISPECTOR, Clarice. Para não esquecer. São Paulo, Ática, 1979. p.37)

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A Mariposa

A mariposa quando chega o frio
Fica dando vorta em vorta da lâmpida pra si isquentá
Elas roda, roda, roda, dispois se senta
Em cima do prato da lâmpida pra discansá

Eu sou a lâmpida
E as muié é as mariposa
Que fica dando vorta em vorta de mim
Todas as noites, só pra mi beijá.

- Boa noite, lâmpida!
- Boa noite, mariposa!
- Pelmita-me oscular-lhe as alfácias?
- Pois não, mas rápido porque daqui a pouco eles mi apaga.
(Adoniran Barbosa)

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sexta-feira, janeiro 25, 2008

" Ela não sabia que o homem chegou a Lua.
Que a vida é uma contagem regressiva.
Que Berlim já foi duas.Que na Idade Média a Igreja vendia lugar no céu.
Que homem e dinossauros nunca conviveram.
Que muitos remédios não curam, viciam.
Que o voto do povo salvou Barrabás e condenou Jesus.
Que o computador foi criado para resolver problemas que não tinhamos.
Que o Sudeste alaga e o Nordeste seca.
Que o sexo pode ser feito sem amor.
Que o cientista que criou a bomba atômica recebeu um prêmio por isso.
Que somos divididos em 1º e 3º mundo.
Que você vai fazer de tudo para não repetir os erros dos seus pais.
Que Getúlio saiu da vida para entrar na história.
Que a esmola é o imposto informal da injustiça social.
Que somos julgados pela aparência e condenados pela cor da pele.
Que o homem ainda não decidiu se veio do macaco ou de Adão e Eva.
Que todo muçulmanos deve ir à Meca pelo menos uma vez na vida.
Que quem faz aniversário no Natal não é Papai Noel.
Que o cinema já foi mudo.Que existe Aids.Que não existe cura."

Quem vai explicar: você ou a vida? GNT. Informação que forma opinião

terça-feira, janeiro 08, 2008

Deísmo
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa

O deísmo é uma postura filosófica e NÃO religiosa que admite a existência de um Deus criador, mas rejeita a idéia de revelação divina. É uma doutrina que considera a razão como a única via capaz de nos assegurar da existência de Deus, rejeitando, para tal fim, o ensinamento ou a prática de qualquer religião organizada.

Existem dois tipos de deístas: o racional e o por revelação pessoal. O deísta por revelação sempre será racional também, mas o racional nem sempre é um deísta por revelação.

O deísmo pretende enfrentar a questão da existência de Deus através da razão, em lugar dos elementos comuns das religiões teístas como a revelação directa, a fé ou a tradição. Para eles, Deus se revela através da ciência e as leis da natureza. O deísta não necessariamente nega que alguém possa receber uma revelação directa de Deus, mas essa revelação será válida ´´só´´ para uma pessoa. Se alguém lhe diz que Deus se revelou, para ele será uma revelação secundária e ninguém é obrigado a segui-la. Isto implica a possibilidade de estar aberto às diferentes religiões como manifestações diversas de uma mesma realidade divina, embora não crendo em nenhuma como “verdadeira” ou “totalmente verdadeira”.

Para o deísta, Deus é o princípio ou causa do mundo, infuso ou difuso na natureza, como o arquiteto do universo.O conceito de Deus pode confundir-se com o conceito de uma lei, no sentido racional-natural do termo. Trata-se do Deus de todas as religiões e seu conceito não está associado às idéias de pecado e redenção, providência, perdão ou graça, consideradas “irracionais". É antes Deus da natureza que da humanidade e, como um eterno geômetra, mantém o universo funcionando como um relógio preciso.

O deísmo surgiu dentro do contexto dos primórdios do racionalismo e sob a influência de Locke e Newton. Voltaire, um dos maiores contestadores da Bíblia dos últimos tempos, era deísta.


[editar] Características

Os deistas entendem (não "acreditam") Deus, mas frequentemente se encontram insatisfeitos com as religiões e apresentam geralmente estas afirmações que os diferenciam dos teístas praticantes.

1- Entendo Deus, mas não pratico nenhuma religião em particular.
2- Entendo que a palavra de Deus é o Universo e a natureza, mas não os livros "sagrados" escritos por Homens.
3- Gosto de usar a razão para imaginar como será Deus e não apenas aceitar que me doutrinem.
4- Acredito que os ideais religiosos devem tentar reconciliar e não contradizer a ciência.
5- Creio que se pode encontrar Deus mais facilmente fora do que dentro de uma igreja.
6- Desfruto da liberdade de procurar uma espiritualidade que me satisfaça.
7- Prefiro guiar minhas opções éticas pela consciência e reflexão racional a aceitar as opções ditadas pelos livros "sagrados" ou autoridades religiosas.
8- Sou um pensador individual, deístas não têm crenças religiosas senão seriam "teístas".
9- Creio que religião e Estado devem estar separados.

[editar] Ver também

* Pandeísmo
* Teísmo


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Obtido em "http://pt.wikipedia.org/wiki/De%C3%ADsmo"

Categorias: !Esboços sobre filosofia | Racionalismo | Conceitos religiosos


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FONTE: http://64.233.169.104/search?q=cache:kpZkMoz9VtgJ:pt.wikipedia.org/wiki/De%C3%ADsmo+deismo&hl=pt-BR&ct=clnk&cd=1&gl=br&client=firefox-a

Naturalismo

Uma teoria metafisica que defende que todos os fenómenos podem ser explicados mecanicamente em termos de causas e leis naturais. O naturalismo opõe-se ao sobrenaturalismo, teoria metafisica teológica. O sobrenaturalismo atribui não apenas uma origem sobrenatural ao universo mas defende que este tem uma moral própria e um propósito espiritual. O naturalismo vê o universo como uma máquina ou organismo, desprovido de propósito geral, apesar de partes do universo funcionarem harmoniosamente e parecerem ter sido desenhados para essa função. Os sobrenaturalistas veem o universo como tendo sido criado para uma finalidade, e geralmente acreditam que nada acontece sem um propósito moral ou divino. Para os naturalistas, a Natureza é indiferente às necessidades e desejos humanos. Para os sobrenaturalistas, Deus encheu o mundo natural com tudo o que precisamos e devemos desejar, bem como com o que não precisamos e não devemos desejar. Estes tambem teem um propósito: são desafios morais e lembranças do nosso lugar no grande esquema das coisas.

Como afirmado acima, o naturalismo é uma teoria metafisica. As teorias metafisicas tratam da natureza da realidade. São geralmente divididas em ontologia, cosmologia e teologia. Ontologia é a metafisica do ser. (o que é o ser? porque existe algo em vez do nada? que tipos de ser existem? etc.) Cosmologia é a metafisica do cosmos ou universo. (qual a natureza do universo? o universo existiu sempre? se não, como pode algo vir do nada? etc.) Teologia é a metafisica de deus e do sobrenatural. (Deus existe? qual a natureza de Deus? pode haver mais que um Deus? Deus é o criador do universo? etc.)

A diferença entre pontos de vista entre mecanicistas e teologistas pode ser vista no comportamento sexual animal em cada perspectiva. Para os teologistas, o sexo é destinado a reproduzir a espécie. O prazer que o acompanha é o indutor para concretizarmos o divino plano da reprodução. Se o sexo fosse normalmente doloroso, seria evitado pelos membros da espécie e esta extinguir-se-ia. Alguns teólogos defendem que sexo com fins de reprodução é o unico motivo correcto. Frustrar o propósito reprodutivo do sexo é uma imoralidade, segundo este ponto de vista. Controle de natalidade e homossexualidade são erros morais. Isto não significa que um naturalista não possa considerar o controle de nascimento e a homossexualidade como erros morais. Alguns naturalistas consideram-no mas não pelas mesmas razões. Um naturalista pode considerar um dever para seres "superiores", seja como for que defina isso, a reprodução, e para os seres "inferiores" o controle da natalidade. Mas penso que para a maioria dos naturalistas a homossexualidade é tão natural como a heterossexualidade, e nenhuma inerentemente moral ou imoral. Para o naturalista, o instinto sexual não tem um propósito. Não foi desenhado para levar os animais à reprodução. Pelo contrário, animais com fortes instintos sexuais reproduzem-se e logo florescem. Não há pois maneira de frustrar o propósito de sexo, pois o sexo não tem propósito. Claro que o desejo de ter sexo com uma pessoa é uma propósito. Mas é esse o propósito: ter sexo com uma pessoa particular, qualquer que seja o género.

Para um teólogo, a polinização das orquídeas por abelhas é um desenho divino. Para os mecanicistas, as abelhas estão a tratar da sua vida, e como resultado as orquídeas são polinizadas. Se nenhum animal fizesse o que as abelhas fazem, as orquídeas não existiriam. O mundo seria diferente mas seria ainda um mundo. Diferentes mecanismos significam diferentes mundos. A escolha não é entre este mundo e nenhum mas entre este mundo ou outro.

Para os sobrenaturalistas, pedófilos e predadores sexuais existem por um propósito divino. Para os mecanicistas naturalistas eles não teem qualquer propósito. Os seus desejos são naturais mas isso não significa que devam ser satisfeitos. Ambos os consideram responsáveis pelos seus actos. Mas os naturalistas não necessitam de tentar explicar a sua existência. Todos os naturalistas podem concordar que os desejos são explicáveis inteiramente por mecanismos causais fora da responsabilidade pessoal. Mas nem todos concordam que agir de acordo com os desejos seja explicável sem referência à liberdade e responsabilidade do agente.

Os supernaturalistas, com os seus fins morais e espirituais inerentes a cada aspecto da realidade, teem de encontrar uma explicação para a existência do mal. O ramo da teologia que tenta explicar isso é a teogonia. Em teogonia é aceitável dizer do mal, "os caminhos do Senhor são insondáveis." Ou, "Sou Deus; não tenho de me explicar a ninguém." O Mal existe e visto Deus ser bom podemos ter a certeza de que há uma boa razão para o Mal. Use a fé.

Spinoza defendia que a teologia representava o pensamento primitivo das nossos antepassados pré-cientificos. A procura das "causas finais" não levou a nada na compreensão da Natureza. Apenas quando a humanidade desistiu da maneira antropomórfica de pensar a geologia, fisica, etc., em termos de propósitos divinos, pôde progredir no conhecimento da Natureza. Penso que a história provou que Spinoza tinha razão. Teorias teologicas como o supernaturalismo são cientificamente superfluas. Por outro lado, o ataque de Spinoza era completo: não acreditava que o comportamento humano fosse explicado de modo diferente a outros na Natureza. Não há liberdade nem responsabilidade no comportamento humano, pensou. O comportamento humano deve ser descrito em termos de causas mecanicistas, como os restantes fenómenos naturais. Para um naturalista deterministico tais como Spinoza bom é apenas uma palavra para descrever coisas que nos dão prazer e mal coisas que nos causam dôr.

O naturalismo é muitas vezes confundindo com ateismo, materialismo, positivismo, empirismo, determinismo e cientismo.

Ateismo é a visão de que não há deus. Um naturalista pode acreditar nalguma espécie de deus ou seres sobrenaturais, mas nega que há algo na natureza que não possa ser explicado sem referência ao sobrenatural. Deus, como Criador da Natureza como uma realidade separada, é uma hipótese desnecessária para o naturalista. Os fundadores do Deismo nos EUA eram defensores do naturalismo.

Materialismo é uma visão metafisica que apenas existe realidade material (fisica, empirica). Os materialistas negam que exista realidade espiritual, excepto como ilusão. Um materialista pode acreditar em deus, mas não no Deus não-fisico das religiões ocidentais. Se há um deus, deus é uma entidade material ou reduzivel a tal.

Positivismo é uma atitude filosófica que a metafisica, mais ou menos, é treta. Os positivistas não negam a existencia de fenómenos sobrenaturais; eles manteem que é uma perda de tempo tentar compreender ou falar dessas coisas.

Empirismo é uma teoria epistemológica (teoria da natureza do conhecimento) que defende que todo o conhecimento é uma experiência dos sentidos. Alguns empiristas acreditam em Deus, outros não. Alguns empiristas são naturalistas; outros não são. Alguns empiristas são ateus; outros não. Alguns são empiristas; outros não.

Determinismo é a teoria metafisica que defende que todos os acontecimentos são determinados por causas mecanicistas. O determinismo opõe-se ao libertarianismo metafisico que defende que algum comportamento humano é explicável em termos de liberdade e responsabilidade do agente. Um naturalista pode ser um determinista, tal como Spinoza; tal como um sobrenaturalista, como os que acreditam em predestinaçãp. Tanto naturalistas como sobrenaturalistas podem acreditar na livre vontade e na responsabilidade humana pelo menos em parte do comportamento.

Cientismo é a visão auto-aniquiladora de que só as afirmações cientificas são válidas, o que não é cientifico e, se verdade, não tem sentido. Portanto, o cientismo ou é falso ou desprovido de sentido.

Em resumo, o naturalismo é a fundação da moderna teorização cientifica. Referencia a moral ou propósitos divinos não teem lugar em ciência. Ela é limitada pela explicação de fenómenos empiricos sem referência a forças poderes, influências, etc, que sejam sobrenaturais. A ciência moderna é inerentemente naturalistica. Se o naturalismo é correctamente compreendido, percebemos que nem ele nem a ciência negam a existência de Deus, livre vontade, fenómenos espirituais, Providencia ou criação por Deus. Ateistas negam a existência de Deus. Deterministas negam a existencia da livre vontade. Materialistas negam a existência de fenómenos espirituais. Positivistas negam sentido à teorização metafisica.

Pessoalmente, não penso que a ciência seja lugar para especulações sobrenaturais como o criacionismo. Parece-me existir dados suficientes de que não há um Ser responsável pela criação do universo e que o que existe e é conhecivel está limitado a fenómenos empiricos. Penso que a metafisica é, mais ou menos, lixo. E acredito que os pedófilos podem não ser responsáveis pelos seus desejos, mas são responsáveis pelos seus actos: podem controlar o seu comportamento e escolhem não o fazer. E o que fazem não é uma parte insigificante de algum plano divino mas uma parte significativo do drama humano, por mais sem propósito e indiferente que isso seja do ponto de vista da Natureza.

Links

Philosophical Materialism por Richard C. Vitzthum

Science and Religion: Some Historical Perspectives, John Hedley Brooke, The Cambridge History of Science Series (Cambridge University Press, 1991).

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FONTE: http://64.233.169.104/search?q=cache:nk9FJq_-D70J:skepdic.com/brazil/naturalismo.html+naturalismo+empirismo+positivismo&hl=pt-BR&ct=clnk&cd=1&gl=br&client=firefox-a

domingo, dezembro 30, 2007

"O carnaval, o carnaval...Eu fico triste quando chega o carnaval"







Um texto didático que eu fiz (com uma ajuda do Wikipedia, Google e Folha Ilustrada)

Carnaval: uma festa brasileira?

O carnaval é uma festa popular. Disso todo mundo já sabe e toda a agitação desse período são a prova da popularidade que o carnaval possui. Muitos por aí até mesmo dizem que “o ano só começa depois do carnaval”. Além disso, já se ouviu muito falar que o carnaval é a festa popular que representa melhor o Brasil, culturalmente, para o resto do mundo.

Mas será que o nosso tão afamado carnaval realmente é nosso? Segundo algumas pesquisas a história do carnaval é bem diferente daquilo que talvez um dia tentasse imaginar. Então vamos avaliar o que elas dizem a esse respeito.

As origens do carnaval

O carnaval teve sua origem no Império Romano (III a.D. – IV d.C.), e recuperado pela tradição cristão, consistia em um período de festas que ia desde o Dia de Reis até a quarta-feira que antecedia a Quaresma.

O período do Carnaval era marcado pelo "adeus à carne" ou "carne nada vale", expressão que deu origem ao termo "Carnaval". Durante o período do Carnaval havia uma grande concentração de festejos populares. Cada cidade brincava a seu modo, de acordo com seus costumes.

Outros pesquisadores chegaram a defender a idéia de que o Carnaval remonta a celebrações em homenagem à deusa Ísis ou ao deus Osíris, no Egito antigo. Outra corrente diz que o Carnaval teve origem numa festa romana chamada “Saturnália” (figura), em que um carro no formato de navio abria caminho em meio à multidão, que usava máscaras e promovia as mais diversas brincadeiras. Por conta desse carro em forma de navio (carro naval) usado nessa antiga festa romana, alguns apontam a origem do termo e da festa do Carnaval.

Atualmente, a teoria mais aceita é a que liga a palavra "Carnaval" à expressão “carne levare”, ou seja, afastar a carne, uma espécie de último momento de alegria e festejos profanos antes do período triste da quaresma. Em 1091, a data da Quaresma foi definitivamente estabelecida pela Igreja Católica; como conseqüência indireta disso, o período de Carnaval se estabeleceu na sociedade ocidental, sofrendo, entretanto, certa oposição da Igreja, na Europa. Embora alguns papas tenham permitido o festejo, outros o combateram vivamente, como Inocêncio II.

À seqüência do Renascimento, o Carnaval adotou o baile de máscaras, e também as fantasias e carros alegóricos. Ao caráter de festa popular e desorganizada juntaram-se outros tipos de comemoração e progressivamente a festa foi tomando o formato atual, que se preserva especialmente em regiões da França, Itália e Espanha.

O Carnaval moderno, feito de desfiles e fantasias, é produto da sociedade francesa do século XIX. As cidades de Paris e Veneza serão os grandes modelos exportadores da festa carnavalesca para o mundo. Cidades como Nice, Nova Orleans, Toronto e Rio de Janeiro se inspirariam no Carnaval francês para implantar suas novas festas carnavalescas.

Um russo no carnaval

Mikhail Bakhtin (1895 – 1975) foi um pensador russo que dedicou-se à compreensão do mundo carnavalesco e o estudo das festas populares antigas, medievais e renascentistas.

Em seus estudos, Bakhtin (foto) procurou entender a lógica que movimentava o mundo carnavalesco. Segundo ele, o carnaval não era uma simples baderna cheia de diversões e vazia de significados. Para ele a festa oferecia uma visão nova do mundo ao homem. Que visão seria essa?

Bakhtin dizia que o carnaval era um festejo onde se promovia uma inversão dos valores do mundo, onde todos se tornavam iguais mediante um vasto jogo de expressões, brincadeiras e, principalmente, através do riso.

O carnaval busca através de blasfêmias, sátiras de rituais religiosos e imagens grotescas, rebaixar toda a sociedade a um mesmo nível. Essas “brincadeiras”, na verdade, era uma forma do povo, renovar os seus ânimos mediante as diferenças e obrigações que lhes eram exigidas em seu cotidiano normal.

O riso carnavalesco coloca, cara à cara, aqueles que no mundo das convenções e normalidades estavam separados pelas diferenças sociais e econômicas. O nivelamento, antes de tudo, pretendia trazer um contato entre toda a sociedade e ressaltar que os homens, na verdade, são iguais e que o mundo tradicional, assim como na natureza, um dia dá lugar à novas maneiras de agir e pensar.




fonte: http://rain3r.blogspot.com/2007_02_01_archive.html

Su: Não fico triste quando chega o carnaval... mas que, juntamente com todos os feriados, ele atrasa a vida, com certeza sim! E daí, né? Depende dos objetivos de vida de cada um realmente!

segunda-feira, dezembro 24, 2007


Gato techno!!! hahaha





Agora, um pouco de coisas menos importantes.




Coisa de bêbados


Eu sempre digo que propagandas de cerveja são as coisas mais idiotas do mundo, mas ninguém acredita. Disse isso aqui. Lá, eu falava de uma outra propaganda da Brahma, a Zeca-feira. A intenção dos publiciotários era fazer a plebe mudar o nome da sexta-feira para Zeca-feira. Zeca-feira! Vê se pode uma desgraça dessa!


Então. Olhe agora essa nova peça aí da Ambev, a Zeca-hora. Existe coisa mais estúpida e imbecil no mundo das propagandas do que essa propaganda? Só se for uma outra propaganda de cerveja.


Uma coisa deprimente, estupidamente gerada, de gente muito cretina que ganha fortunas para bolar asneiras. Repare, ainda, que eles pronunciam “répi áuer”. E, se fossem honestos, traduziriam happy hour por “hora feliz” e não por “hora alegre”. Palhaços.


Impressionante como a força da grana ergue e constrói coisas reles. Muito dinheiro jogado no lixo. Tá certo que o comercial visa atingir publico de baixo nível. Mas acho que a Ambev anda confundindo gente pobre com gente demente.


Parem com essa pobreza de espírito, neus camaradas! Façam algo inteligente, senão vão pensar que cerveja corrói o cérebro (o que é mesmo verdade, pois o álcool realmente destrói neurônios, segundo cientistas sóbrios).



Blog: Blog Kálido! Excelente como sempre!
http://www.kaliblog.blogspot.com/

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É dia de Clark Gable que segundo Paulo Francis, era o único macho certificado do cinema. E põe macho nisso.
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Photo Sharing and Video Hosting at Photobucket

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Durante uma década, ele foi o Rei absoluto da Metro-Goldwyn-Mayer. De 1932 a 1942, ele era o cara, foi o auge de Gabe, muito embora ele viesse a falecer em 1960.
Mas vamos "começar do começo".
William Clark Gable nasceu em 1901, em Ohio, filho de descendentes de alemães. Perdeu sua mãe aos 7 meses de vida. Clark estudou apenas até os 16 anos de idade, quando passou a trabalhar com o pai na extração de petróleo em Oklahoma. Alguns anos mais tarde, decidiu que seria ator e foi.
Não foi fácil e tem alguma lógica. Gable quando novo era uó. Orelhas de abano, um rosto que em nada fazia prever o ícone de sensualidade que se tornaria. Mas ele não desistiu e tratou de fazer figuração enquanto aquele rosto ganhava mais personalidade. Alias, têm homens que a idade só faz melhorar e quando as rugas chegam adquirem uma masculinidade quase palpável. Com Gabe foi assim. A idade deu personalidade e aquele sorrisinho meio de lado que seria uma marca registrada dele.
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Gable e Garbo
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Com o início do cinema falado, no começo dos anos 30, Gable, não só já tinha adquirido um visual mais interessante, como pode revelar uma voz marcante, o que vamos combinar, faz toda diferença num homem. Um homem de 1,85 com uma voz que não fosse poderosa, não rolava.
A época era favorável para tipos como ele. Junto com o fim do cinema mudo, galãs românticos, nobres não cabiam mais na telona. O mundo pedia homens decididos em suas vidas e dispostos a baixar a bola das mocinhas mimadas.
Cabe aqui uma pausa. Enquanto Gable fazia suas pontas e aos poucos ia cavando seu lugar ao sol, ia também casando. Foram cinco casamentos, inclusive com Carole Lombard que antes do casamento foi sua amante por longos sete anos.

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Loretta Young e Gable
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Gable era o cara e até quando fazia vilões, o público vibrava junto. Um exemplo disso foi um tapa devolvido a Norma Shearer no filme "A free soul". Desferido o tapa, Gable, que viveu um gangster nesse filme, tinha o platéia no bolso.
Em 1933, ele dá um trato no orelhão e nos dentes, surge definitivamente o galã.
Foi aí que o ego falou mais alto e ele achou que podia recusar papéis, mas Louis B. Mayer não concordava e o cara tinha fama de mau. Pela ousadia, ele terminou emprestado à Columbia que era um estudiozinho na época. Mas o que poderia ser um tremendo azar acabou rendendo um belo Oscar para ele. Lá ele estrelaria "Aconteceu naquela noite" com Claudette Colbert e deu no que deu...

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Clark Gable e Vivian Leight

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Muitos filmes depois e fama consolidada, Gable faria o papel que lhe daria acesso a eternidade. Obviamente trata-se de Rhett Butler, o cafa mais famoso do cinema e o filme "E o vento levou".
Em 1939, mesmo ano do filme, Gable resolve a parada com a atriz Carole Lombard, sua amante. Abandona a espora e se casa com ela. Tudo perfeito, tão perfeito que uma fatalidade muda o rumo dessa história. A bela atriz Carole Lombard morre prematuramente em um acidente aéreo.
Deprimido, Gable se alista e parte para lutar na Segunda Guerra mundial de onde voltaria somente em 1945, após o término do conflito.

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Depois da guerra nada seria como antes, alias, para ninguém e também para ele. Fez mais alguns filmes, até que 1960 filmou "Os desajustados". Seria o último de sua carreira.
Clark Gable morreria antes da estréia do filme vitimado por um enfarte fulminante.


Blog: Literatus
Perder-se também é caminho.

Clarice Linspector

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... deitar com uma mulher e dormir com ela, eis duas paixões não somente diferentes mas quase contraditórias. O amor não se manifesta pelo desejo de fazer amor (esse desejo se aplica a uma série inumerável de mulheres), mas pelo desejo do sono compartilhado (este desejo diz respeito a uma só mulher).”



Aquecimento global!! hahaha
Quando os teus olhos absorvem
todas as cores da minha
mais íntima tristeza,
e compreendes e calas e prometes
um lugar qualquer na tua alma,
e a tua voz demora a regressar
ao neutro compromisso das palavras,

sei que as tuas mãos ajudariam
a limpar estas lágrimas antigas
por dentro do meu rosto.

Victor Matos e Sá
A História de Lily Braun
Chico Buarque
Composição: Edu Lobo/Chico Buarque


Como num romance
O homem de meus sonhos
Me apareceu no dancing
Era mais um
Só que num relance
Os seus olhos me chuparam
Feito um zoom

Ele me comia
Com aqueles olhos
De comer fotografia
Eu disse cheese
E de close em close
Fui perdendo a pose
E até sorri, feliz

E voltou
Me ofereceu um drinque
Me chamou de anjo azul
Minha visão foi desde então
Ficando blue

Como no cinema
Me mandava às vezes
Uma rosa e um poema
Foco de luz
Eu, feito uma gema
Me desmilinguando toda
Ao som do blues

Abusou do scotch
Disse que meu corpo
Era só dele aquela noite
Eu disse please
Xale no decote
Disparei com as faces
Rubras e febris

E voltou
No derradeiro show
Com dez poemas e um buquê
Eu disse adeus
Já vou com os meus
Numa turnê

Como amar esposa
Disse ele que agora
Só me amava como esposa
Não como star
Me amassou as rosas
Me queimou as fotos
Me beijou no altar

Nunca mais romance
Nunca mais cinema
Nunca mais drinque no dancing
Nunca mais cheese
Nunca uma espelunca
Uma rosa nunca
Nunca mais feliz


Su: pq eles sabem ser assustadores!!
"eu queria ser um quibe
um quibe
daqueles q os gatos desistem de brincar
depois da ultima patada q faz eu me afastar
pra finalmente me engolir
até ele se engasgar"

SN
"Não pondero, sonho; não me sinto inspirada, deliro"