terça-feira, janeiro 03, 2012

Face...

Me sinto sol, me sinto sol
me sinto tão meu
me sinto tão, me sinto sol
sol tb seu

uouô-ôô
· · · há 2 segundos próximo a Rio de Janeiro

Into my feice!

O racional não é o principal MESMO. De nada vale uma vida q não t faz SENTIR. [MAs o racional pode te enganar que pensar seja o suficiente]
"não preciso saber da relação, só do prazer é o que interessa"
· · há ± 1 hora próximo a Rio de Janeiro



...toda vida exige criatividade
Eu quase surtei uma duas vezes já, sabe?
Mas acho normal!
A vida tb é chata, tb dói, tb é ruim. Mas tb é boa!
Tem q correr atrás! deixar os pequenos momentos crescerem!
· · há 53 minutos próximo a Rio de Janeiro

Resposta:
"A vida tb é chata, tb dói, tb é ruim. Mas tb é boa!"
isso não é a vida, mas sim o seu joelho se manifestando...
há 53 minutos ·

o

‎...Nada contra. Hj pra mim é uma noite intensamente calma e feliz... Só q as noites calmas tem q ser boas. Não como as noites agitadas, mas como as noites agitadas tb são boas.
· · há 16 minutos próximo a Rio de Janeiro



MAs é q eu sou mt fantasiosa e acredito com mais facilidade no q eu acho dos outros! Minha auto-estima depende da minha fantasia mais do q da realidade!
· · há 15 minutos próximo a Rio de Janeiro



Acho q a gente tem q ser menos ocidental!
Esse ideal d felicidade só nos leva ao frenético!
A gente quer tocar em tudo e não sente mais os dedos, saca?

Estou cansada do currículo ocidental.
Quero uma comunidade alternativa. A tentativa me fará feliz, ainda q não seja o q eu esperava. Tentar é preciso. Pra sempre.
· · há 4 minutos próximo a Rio de Janeiro



Tem coisas q só o outro pode te dar... e é mais fácil ter do outro do q de vc mesmo. Pode não custar nada ao outro, a não ser o preço do encontro. Sozinho pode ser preciso ficar. Mas sozinho sempre por quê?
· · alguns segundos atrás próximo a Rio de Janeiro



Todo mundo é parecido quando sente dor.

(Mas nu e só ao meio-dia, só quem está pronto pro amor! O poeta não morreu, foi ao inferno e voltou...)

O Poeta está Vivo - Frejat
· · alguns segundos atrás próximo a Rio de Janeiro

segunda-feira, janeiro 02, 2012

O Natal dos Deus Cristãos - a história q não é tão divina assim!




O Natal dos Deus Cristãos

As primeiras manifestações de religiosidade do Homem relacionavam-se com o culto das forças da natureza e, mais ainda do que de uma explicação divina para uma «vida depois da morte», elas nasceram do temor e da falta de compreensão para os fenómenos naturais, desde o vento à chuva ou aos relâmpagos, até à própria periodicidade dos ciclos solar ou lunar. - [SuN: mas é a vida e a morte q mais continuam sendo um mistério hj, q o humano acha q já tem resposta pra todos os funcionamentos da natureza! Ainda sim, só com muita oração tenta interferir na trajetória dos raios e na amortização das chuvas a nível popular! hehehe]

É por isso absolutamente normal que o Homem, animista nas suas origens religiosas, fosse também natural e quase geneticamente politeísta.
O desenvolvimento e a evolução do Homem vieram ao longo de milhares de anos trazer uma maior complexidade aos seus cultos religiosos, sempre com uma natureza politeísta.

No entanto, nalgumas civilizações da antiguidade ainda assistimos a tentativas mais ou menos sucedidas de unificação de divindades, embora normalmente protagonizadas por sacerdotes ou por governantes mais interessados na unificação e no poder temporal que daí poderia resultar.

O crescente desenvolvimento do cristianismo encontrou no Império Romano uma população de uma profunda religiosidade e, também por isso, uma riquíssima mitologia, com deuses para todos os gostos, feitios e ocasiões.

De tal modo, que em determinada altura o próprio Imperador Constantino (também influenciado pela sua própria mulher, Santa Helena, entretanto convertida) acabou por achar melhor adoptar o sábio princípio: «se não os podes vencer, junta-te a eles».

Sem nunca se ter convertido, Constantino acabou por tolerar o cristianismo e, juntamente com Licínio, o tetrarca Oriental (a quem escassos onze anos mais tarde mandou matar, assim tomando o controle de todo o Império Romano) assinou em 313 o Édito de Milão, que proclamava a independência do Império em relação a quaisquer credos religiosos, fazendo devolver aos cristãos as propriedades e os lugares de culto confiscados.

A partir de então, em todo o Império Romano o cristianismo convive pacificamente com a religião tradicional pagã (no sentido de religião politeísta ou não cristã, embora a designação se aplique também às religiões distintas da judaica, que também beneficiou desta tolerância e convivência pacífica inter-religiosa).

Mas muito havia para esclarecer, explicar e estabelecer nessa nova religião que era o cristianismo.
Até que no ano 325 Constantino convoca o Concílio de Niceia.
Com a presença de mais de 300 bispos (nomeados por líderes religiosos locais e pelo próprio Constantino), o primeiro concílio ecuménico ? que marca o início da Igreja Católica ? visava antes de mais condenar o «Arianismo», uma heresia que nega a divindade de Jesus Cristo.

O «mistério» da Santíssima Trindade encontra nesta concílio as bases da sua fundamentação, com a aprovação pela maioria dos bispos presentes (e não pela sua unanimidade, tendo ficado célebres as perseguições de Constantino aos bispos discordantes) da ideia de que Jesus é da mesma ?substância? e da mesma ?essência?, isto é, a mesma entidade existente do Pai.
Ou seja, haveria somente um Deus e não dois: a distinção entre o Pai e o Filho está dentro da «unidade divina».

O Filho é Deus no mesmo sentido em que o Pai o é.
O próprio «Credo» de Constantino, saído do Concílio de Niceia, reconhece a divindade de Jesus Cristo, dizendo que o Filho e o Pai são ?de uma única substância? e que o Filho é «gerado», (único gerado, ou unigénito), mas não no sentido de «feito».

Desesperado para encontrar uma nova religião de massas através da qual pudesse controlar o povo, é no concílio de Niceia que Constantino molda o cristianismo a seu bel-prazer e ora faz inscrever ora faz abolir da Bíblia os textos e os evangelhos que acha mais apropriados, re-escrevendo-os e adaptando-os às suas políticas e aos seus interesses e depurando-os de contradições entre si.

Foi no Concílio de Niceia que foi decidido quais os evangelhos que tinham sido inspirados pelo Espírito Santo e que, por isso, eram os únicos dignos de figurar na Bíblia, os «evangelhos canónicos», por oposição aos evangelhos indignos dessa honra, conhecidos por «evangelhos apócrifos» ou «gnósticos».


Várias são as versões que contam como se deu a separação entre os evangelhos canónicos e apócrifos:
Há quem diga que, durante o Concílio, estando os bispos em oração, os evangelhos inspirados foram depositar-se no altar por si só.
Uma outra versão relata que todos os evangelhos foram colocados por sobre o altar, e os apócrifos caíram ao chão...
Outra ainda afirma que o Espírito Santo entrou no recinto do Concílio em forma de pomba e foi pousando no ombro direito de cada bispo, segredando aos seus ouvidos os evangelhos inspirados.

Depois, e na melhor tradição do costume babilónico da deificação do rei ou do imperador, foi com uma habilidade notável que Constantino aproveitou as festas, os costumes e os princípios pagãos e judaicos, já conhecidos e tradicionais no Império, para os adaptar e criar a doutrina desta nova religião, em progressivo crescimento e implantação popular.
Exemplo paradigmático disso é a festa pagã do Solstício de Inverno, adaptada ao Natal e às comemorações do nascimento de Jesus Cristo.


Esta nova Igreja, a Igreja Católica fundada no Concílio de Niceia («Creio na Igreja, una, santa, católica e apostólica...») está, pois, bem longe de ser a «Igreja Primitiva dos Apóstolos» e, obviamente, não foi fundada por Pedro.
Poderá até dizer-se que o seu primeiro Papa foi Constantino.

Quando morreu, em 337, Constantino foi baptizado e enterrado como um verdadeiro décimo terceiro Apóstolo, e na iconografia eclesiástica, veio a ser representado recebendo a coroa das mão de Deus. [SuN: quem crê na bíblia deveria saber e crer nisso, não?]

Mais tarde, já com Teodósio, o cristianismo haveria de tornar-se a religião oficial do Império, institucionalizando-se profundamente na sociedade romana e constituindo um polo de união comum a todos os territórios conquistados, surgindo o profissionalismo religioso e toda uma estrutura teológica e uma casta sacerdotal dominante, que se impunha aos fiéis proclamando de forma rígida e autoritária que «fora da Igreja não há salvação».

Quase dezessete séculos depois do Concílio de Niceia comemora-se uma vez mais o Solstício de Inverno, transformado habilmente por Constantino nas comemorações do nascimento do Deus dos cristãos.

O Concílio de Niceia foi de tal modo primordial para o cristianismo ? e para a religião católica em particular ? que ainda hoje os seus fundamentos e princípios doutrinais e filosóficos são precisamente os mesmos que foram inventados por Constantino.

Até é precisamente o mesmo o raciocínio e o hábil jogo de palavras que faz passar o cristianismo por... uma religião monoteísta.

De facto, é através de um mero jogo de palavras a que chama um «Mistério», isto é, um dogma que não tem explicação possível, que esta religião persiste em fazer-se passar como «uma das três grandes religiões monoteístas do mundo».

Mas que de monoteísta nada tem!

Só deuses tem três: o Pai, o Filho e o Espírito Santo.


Podem os mais fiéis defensores do «Mistério da Santíssima Trindade» dizer que estes três deuses são, afinal, um só.
Mas o que é facto é que eu conto três: o Pai, o Filho e o Espírito Santo.

Quanto ao Deus «Espírito Santo», que à boa maneira cristã é de formulação masculina, sempre se diga ainda que, com a sua atitude típica e persistentemente misógina, os católicos perderam a oportunidade de tornar a sua origem e a sua explicação bem mais interessante.
Poderiam, por exemplo, ter dado mais atenção ao apóstolo Filipe que nos transmitiu no seu evangelho gnóstico, excluído por Constantino da honra de figurar na Bíblia entre os evangelhos canónicos:

Alguns dizem que Maria concebeu do Espírito Santo.
Erram, não sabem o que dizem.
Quando é que uma mulher concebeu de uma mulher?

A explicação para este aparente contra-senso é bem simples:
É que em grego, língua original em que foram escritos os evangelhos e até em copta, o idioma para que foram em primeiro lugar traduzidos antes de transpostos para os idiomas actuais, «Espírito Santo»... é do género feminino!
E assim, com uma simples mudança do género de uma palavra numa tradução, a Igreja Católica perdeu a oportunidade de respeitar a «Santíssima Trindade» na formulação original de «Sagrada Família», isto é, de Pai, Mãe e Filho.

Depois, a estes três deuses acresce a mãe do Deus Filho.
De tal modo deificada que, tal como Jesus Cristo, e apesar falta de sustentação bíblica para tal, foi feita subir ao Céu em corpo e alma após a sua morte terrena.
E já vão quatro!

De tal forma que, assumindo várias personalidades consoante as regiões geográficas, e multiplicando-se como que para afirmar o politeísmo cristão, a Nossa Senhora de Fátima, ou de Lourdes, ou a Virgem Negra polaca, ou a Virgem de Guadalupe sul-americana, concorrem mesmo com os três principais deuses na devoção dos cristãos.
Diz-se mesmo que o Papa João Paulo II, conhecido como «devoto mariano», mais que aos seus próprios patrões rezava à mãe do Deus Filho.

Depois, aparecem os santos. Que se contam aos milhares!
E que são tão deuses como os outros deuses, pois com eles concorrem na adoração dos fiéis cristãos e como eles são omnipotentes e omnipresentes.

E não é essa a definição de «Deus»?

De tal modo, que em todos os cristãos existe um «santo de devoção», frequentemente corporizado numa imagem ou num ícone, a quem se pede um favor, uma graça, ou «uma cunha» para um emprego, para a cura de uma doença ou para um prémio no Euromilhões.

Foi também com um hábil jogo de palavras que o Segundo Concílio de Niceia (o sétimo Concílio Ecuménico), realizado no ano de 787, distinguiu o que é «adoração» do que é «veneração».
E estipulou que pedinchar uma coisa a um Deus, se chama «adorar»; e que pedinchar a mesma coisa a um santo se chama «venerar».
Embora os resultados previsíveis da pedinchice sejam basicamente os mesmos.

Não admira, pois, que os cristãos, com um folclore, uma mitologia e uma iconoclastia tão rica, sejam tão preocupados e cuidadosos a celebrar o Natal.

A Bíblia sagrada.. e a Confederação de Niceia?

A Bíblia sagrada.. e a Confederação de Niceia?

Desesperado para encontrar uma nova religião de massas através da qual pudesse controlar o povo, é no concílio de Niceia que Constantino molda o cristianismo a seu bel-prazer e ora faz inscrever ora faz abolir da Bíblia os textos e os evangelhos que acha mais apropriados, re-escrevendo-os e adaptando-os às suas políticas e aos seus interesses e depurando-os de contradições entre si.

Foi no Concílio de Niceia que foi decidido quais os evangelhos que tinham sido inspirados pelo Espírito Santo e que, por isso, eram os únicos dignos de figurar na Bíblia, os «evangelhos canónicos», por oposição aos evangelhos indignos dessa honra, conhecidos por «evangelhos apócrifos» ou «gnósticos».

http://mitologiagregaeromana.zip.net/

Lidem com o vazio!

Zé Ninguém - já ganhei emprego, perdi o sono, lá fui atrás do sonho q não era meu!

Zé ninguém

Thiago Correa


Eu já usei gravata e até topete
Joguei fora o meu trompete e os discos do Alceu
E os discos do Alceu

Eu já ganhei emprego e perdi o sono
Correndo atrás de um sonho que não era meu

Que não era meu

Eu já usei gravata e até topete
Joguei fora o meu trompete e os discos do Alceu
E os discos do Alceu

Eu já ganhei emprego e perdi o sono
Correndo atrás de um sonho que não era meu

Mas hoje eu larguei tudo e virei poeta
Não quero ser atleta, nem médico ou Juiz
Moro numa ilha e to me acostumando
Pra quem nasceu chorando
Até que eu to feliz

Pra mim não faz diferença
Ser alguém na vida
Porque meu nome é Zé Ninguém

Pra mim não faz diferença
Ser alguém na vida
Porque meu nome é Zé Ninguém

Eu prefiro fazer diferença na vida de alguém
Eu prefiro fazer diferença na vida de alguém


http://letras.terra.com.br/thiago-correa/1653084/

Vídeo:

Fala d um jovem médico! - Felipe Martins


Fala d um jovem médico! :)

"Temos que combater a omissão pessoal e institucional, que permitem os desmandos, a corrupção e a falta de apoio profissional. Temos que combater a ignorância, em todas as suas acepções, e os determinantes sociais. Temos que combater os ameaços e o "sabe com quem está falando". E, eventualmente, temos que combater doenças..."

A Medicina é um eterno combate nessas paragens. Temos que combater a inépcia, incompetência, imbecilidade, canalhice e covardia de alguns profissionais. Temos que combater um sistema adaptado para extorquir os desfavorecidos e favorecer os canalhas. Temos que combater contra um labirinto de papéis que, na verdade, ninguém entende ou sabe pra que serve. Temos que combater a omissão pessoal e institucional, que permitem os desmandos, a corrupção e a falta de apoio profissional. Temos que combater a ignorância, em todas as suas acepções, e os determinantes sociais. Temos que combater os ameaços e o "sabe com quem está falando". E, eventualmente, temos que combater doenças... Alguns momentos mostram-se verdadeiras gravuras, águas-fortes gravadas pelo ácido cinismo que parece inerente à modernidade e à profissão da saúde. Aponho, pois, na última gravura que presenciei, os dizeres de Victor Hugo, "se sobrar apenas um, serei eu"... Ousar lutar, ousar vencer.

Young Folks - Peter Bjorn e John

Young Folks

Peter Bjorn And John


if I told you things I did before
Told you how I used to be
Would you go along with someone like me?
If you knew my story word for word
Had all of my history
Would you go along with someone like me?

I did before and had my share
It didn't lead nowhere
I would go along with someone like you
It doesn't matter what you did
Who you were hanging with
We could stick around and see this night through

And we don't care about the young folks
Talkin' 'bout the young style
And we don't care about the old folks
Talkin' 'bout the old style too
And we don't care about their own faults
Talkin' 'bout our own style
All we care 'bout is talking
Talking only me and you

Usually when things has gone this far
People tend to disappear
No one will surprise me unless you do

I can tell there's something goin' on
Hours seem to disappear
Everyone is leaving I'm still with you
It doesn't matter what we do
Where we are going to
We can stick around and see this night through
And we don't care about the young folks
...

Virada d ano: Tolerância!

Nada como uma reuniãozinha budista em casa na virada do ano!!!

Não foi exatamente paz, mas foi importante! O tema foi "TOLERÂNCIA". Como você produz tolerância na sua vida?

A melhor forma de desejar um feliz Ano Novo é fazer algo no presente

FELIEZES ANOS, GALERA!

Para aqueles cansados d descansar! Texto de Nildo Viana.

"Desejar feliz Ano Novo é algo vazio se não tivermos feito nada para que o futuro seja melhor. A melhor forma de desejar um feliz Ano Novo é fazer algo no presente para que isto se concretize no futuro".

"O descontentamento e o desejo criam a expectativa e a crença na mudança, bem como uma pseudestesia (falsa sensação) coletiva de renovação.

"Embora possam ocorrer mudanças individuais, elas são limitadas caso não ocorram mudanças sociais.

"Embora possam ocorrer mudanças individuais, elas são limitadas caso não ocorram mudanças sociais. Daí o eterno descontentamento e desejo de mudança, pois, mesmo aqueles que sobem um degrau na ascensão social, enriquecem e realizam desejos que, no fundo, não significam realização pessoal, já que eles continuam presos em uma sociedade mercantil, burocrática e competitiva, continuam sentindo o descontentamento e a necessidade de nova mudança.

"Poderia ser, ao invés do dia 1º de janeiro, em agosto, desde que o calendário tivesse sido produzido sob outra forma, com outra marcação das datas. E era assim, por exemplo, no antigo Egito, onde o ano iniciava em 19 de julho.

"No Ano Novo também há o recomeço do campeonato de futebol e outras competições esportivas, as promessas de novos programas na TV e mais algumas mudanças que, no fundo, nada mudam ou mudam superficialmente, ou localizadamente, atingindo apenas alguns indivíduos ou grupos sociais, o que é pouco mais do que a mudança individual acima aludida. Porquanto, não há mudança na totalidade das relações sociais.

"A Segunda Guerra Mundial, deflagrada em 1939, não nasceu neste ano, pois foi produto de um longo processo histórico que gerou sua razão de ser e existência. Assim, se alguém quer acontecimentos novos no ano seguinte, tem que perceber que existe um processo que traz um conjunto de tendências e que a pura vontade, a fé ou o misticismo nada poderão fazer nesse sentido, já que são as ações anteriores que irão promover as possíveis mudanças.

"Um dia mágico no qual as coisas mudam sem nenhuma ação nesse sentido é impossível. A ruptura entre o presente e o futuro não ocorre, pois o futuro é construído no presente — carregando as influências do passado —, inclusive a ruptura.

NILDO VIANA é escritor e sociólogo.




TEXTO NA ÍNTEGRA:


INTRODUÇÃO:

SuN


A beleza de uma escrivinhadura trazendo alívio! Um alívio q vem especialmente para os cansados e não para todos. Para outros é só dura.

Acho q esse texto cai como uma luva pra quem já está cansado desses votos jogados ao vento d felicidade nova, ano novo. Mas acho q esses votos também tem seu lugar! Ou porque alguém lembrou de vc, ou por ser mais uma festa no meio das próximas (como fevereiro, carnaval), ou por ser (principalmente) um momento de descanso para muitos!!

Difícil é achar alguém q esteja seriamente engajado em mudar sua vida. Porque a virada d ano me parece ser usada pra relaxar, justamente, e não PENSAR um novo projeto de vida. E esse projeto não começa na virada do ano MESMO! Ele vem de um investimento a longo prazo q começa em algum dia, sabe-se lá qual, e exije MUITO d nós. Não é extamanete relaxar.

Nesse sentido me dou muito bem nas ocupações (Ocupa Rio, ocupa Niterói). Cada um tem seu projeto pessoal e tenta algo coletivo pra construir outras fontes das quais beber!!

A vida pede criatividade! Sem criar, vc só reproduz algo pensado pra massa. Como é a vida q quer ter? Acho q sozinho também é difícil realizar as coisas, principalmente considerando as limitações materiais e sociais. A quem vc pode se aliar?

Perguntas movem o mundo. Juntemos nossas perguntas e não estaremos sozinhos e nem seremos os mesmos pra sempre! :0)



TEXTO:

NILDO VIANA


"Desejar feliz Ano Novo é algo vazio se não tivermos feito nada para que o futuro seja melhor. A melhor forma de desejar um feliz Ano Novo é fazer algo no presente para que isto se concretize no futuro".

Final de ano. No meio das festas de Natal e Ano Novo surge a expectativa do recomeço e da mudança. Cartomantes, astrólogos, entre outros, são consultados pelos meios de comunicação e pela população para saber como será o ano que está chegando. As pessoas desejam feliz Ano Novo umas para as outras. Todo final de ano é marcado por essa expectativa de que o ano que se iniciará será melhor. Mas de onde vem essa expectativa e essas previsões? Qual é a base real dessa expectativa? O que significa a passagem de um ano para outro? Tais questões são raramente colocadas, pois as pessoas dificilmente questionam o ar que respiram, e isto vale para o “ar cultural”, isto é, o mundo das tradições e concepções que permeiam a vida cotidiana.

As expectativas são produto do desejo de uma vida melhor, de um futuro mais feliz. A origem dessas expectativas está em dois elementos: descontentamento e desejo. O descontentamento com a vida atual (em sua totalidade ou em vários de seus aspectos, que, caso da sociedade moderna, remetem à vida profissional, afetiva, financeira, política) traz o desejo da mudança, a esperança de que dias melhores chegarão, sonhos serão realizados.

O descontentamento e o desejo criam a expectativa e a crença na mudança, bem como uma pseudestesia (falsa sensação) coletiva de renovação. As previsões das pessoas não possuem, na maioria dos casos, uma base concreta. Isso faz das previsões místicas um forte atrativo, pois reforçam a esperança e crença na mudança.

A maioria percebe esse processo como sendo individual: descontentamento, objeto do desejo, expectativa, crença em mudanças para o indivíduo. Embora possam ocorrer mudanças individuais, elas são limitadas caso não ocorram mudanças sociais. Daí o eterno descontentamento e desejo de mudança, pois, mesmo aqueles que sobem um degrau na ascensão social, enriquecem e realizam desejos que, no fundo, não significam realização pessoal, já que eles continuam presos em uma sociedade mercantil, burocrática e competitiva, continuam sentindo o descontentamento e a necessidade de nova mudança. A mudança no sentido coletivo era mais comum em sociedades “primitivas”, não marcadas pelo individualismo e pela competição, embora não tenha sido abolida, mas apenas marginalizada, na sociedade moderna.

Porém, a passagem para o Ano Novo não significa nenhuma mudança em si. O ano é um período de tempo construído por meio de um processo classificatório, utilizando como critério o tempo que o planeta Terra gasta para dar a volta em torno do Sol. No mundo contemporâneo, é o que se chama “ano solar”, cuja origem é egípcia. O que ocorre é um movimento físico de um planeta em torno de uma estrela, marcando determinado período de tempo. Esse período de tempo também expressa mudanças biológicas nos seres vivos, entre outros, mas não apresentando nenhum salto ou mudança radical.

A expectativa de mudança que ocorre neste período do ano é direcionada para a esfera das relações sociais, que não sofrem nenhuma grande influência deste movimento físico que serve de critério classificatório para a duração do ano. Além disso, a demarcação de quando é o fim do ano e início do seguinte é arbitrária, um produto social. Poderia ser, ao invés do dia 1º de janeiro, em agosto, desde que o calendário tivesse sido produzido sob outra forma, com outra marcação das datas. E era assim, por exemplo, no antigo Egito, onde o ano iniciava em 19 de julho. Em outros casos, o início do ano ocorre em outras datas, tal como março, setembro, dezembro. Isto sem falar dos calendários nos quais o ano tem mais de 12 meses.

Algumas mudanças superficiais reforçam essa pseudestesia coletiva de renovação. Como várias relações sociais se organizam a partir da demarcação temporal do calendário anual, isto reforça a percepção de uma mudança. O calendário escolar, por exemplo, se organiza principalmente de forma anual, o que significa que o indivíduo fica na expectativa de encontrar novas pessoas, viver novas relações. Mesmo sendo um calendário semestral, a sensação de renovação ocorre, reforçada pelo clima geral anunciado pelo Ano Novo e bastante amplificada pelos meios de comunicação, pelo misticismo e pelas religiões. No Ano Novo também há o recomeço do campeonato de futebol e outras competições esportivas, as promessas de novos programas na TV e mais algumas mudanças que, no fundo, nada mudam ou mudam superficialmente, ou localizadamente, atingindo apenas alguns indivíduos ou grupos sociais, o que é pouco mais do que a mudança individual acima aludida. Porquanto, não há mudança na totalidade das relações sociais. Em alguns casos individuais, as mudanças são um pouco mais profundas, tal como para quem passou no vestibular ou acertou um novo contrato de trabalho.

No que se refere às relações sociais, as mudanças não caem do céu, nem ocorre nenhum acontecimento mágico no 1º de janeiro que provoque qualquer alteração que não seja um processo de continuidade em relação ao(s) ano(s) anterior(es). A Segunda Guerra Mundial, deflagrada em 1939, não nasceu neste ano, pois foi produto de um longo processo histórico que gerou sua razão de ser e existência. Assim, se alguém quer acontecimentos novos no ano seguinte, tem que perceber que existe um processo que traz um conjunto de tendências e que a pura vontade, a fé ou o misticismo nada poderão fazer nesse sentido, já que são as ações anteriores que irão promover as possíveis mudanças. Embora a vontade e a fé sejam elementos que podem influenciar os acontecimentos, a preparação e a ação presente são mais importantes para se alterar o futuro. Isto nada tem a ver com a passagem para o Ano Novo. Um dia mágico no qual as coisas mudam sem nenhuma ação nesse sentido é impossível. A ruptura entre o presente e o futuro não ocorre, pois o futuro é construído no presente — carregando as influências do passado —, inclusive a ruptura. Nada acontecerá no ano que vem que já não esteja preparado, ou em forma embrionária, neste ano e nos anos anteriores. Por conseguinte, desejar feliz Ano Novo é algo vazio se não tivermos feito nada para que o futuro seja melhor. A melhor forma de desejar um feliz Ano Novo é fazer algo no presente para que isto se concretize no futuro.

NILDO VIANA é escritor e sociólogo.

Faces...

Muito engraçado como quando você resolve não responder e as pessoas entendem já uma resposta que só pode ser "sim"! O problema é q elas produzem uma realidade infinita com isso! O pior problema é q elas não percebem q a realidade q elas acreditam simplesmente não acontece! Loucamente devem arranjar mil explicações pra isso! hahahaha

Seria mais engraçado se não fosse um saco! MAs não me importo com o q os outros acham nesse ponto. Já q não muda nada na minha vida...

Enfim: lidem com o vazio!
· · há 11 horas próximo a Rio de Janeiro



A não resposta, na verdade, conserva a curiosidade d uns e a liberdade d outros não os contrários.
· · há 11 horas próximo a Rio de Janeiro



A não resposta é um risco e um prazer!!
· · alguns segundos atrás




A Desobediência Civil - Soldados

‎"A lei jamais tornou os homens mais justos, e, por meio do seu respeito por ela, mesmo os mais bem-intencionados transformam-se diariamente em agentes da injustiça.
Um resultado comum e natural do indevido respeito pela lei é que se pode ver uma fila de soldados – coronel, capitão, cabo, soldados rasos, etc – marchando em direcção à guerra em ordem admirável através de montes e vales, contra as suas vontades, ah!, contra as suas consciências e o seu bom senso, o que torna essa marcha bastante difícil, na verdade, e produz uma palpitação no coração. Eles não têm duvida nenhuma de que estão envolvidos numa actividade condenável, pois todos têm inclinações pacíficas. Então, o que são eles? Homens ou pequenos fortes paióis a serviço de algum homem inescrupuloso no poder?

A grande maioria dos homens serve o Estado desse modo, não como homens propriamente, mas como máquinas, com os seus corpos. São o exército permanente, as milícias, os carcereiros, os polícias, os membros das autoridades, etc. Na maioria dos casos não há um livre exercício seja do discernimento ou do senso moral, eles simplesmente se colocam ao nível da árvore, da terra e das pedras. E talvez se possa, fabricar homens de madeira que sirvam igualmente tal propósito.
...
O erro mais óbvio e geral, para sustentar-se, exige a virtude mais desinteressada."

A Desobediência Civil - Henry David Thoreau

domingo, janeiro 01, 2012

Proximidades cansadas e Distancias indiscansáveis!

Sempre disse: morar junto é uma odisséia cheia d coisas simples e difíceis d lidar! De repente a lâmpada queimada não liga sozinha, e alguém vai ter q lavar o banheiro! Nunca foi magia! Morre o último místico em nós depois dessa aventura d mil cabeças! Dá o q pensar! Racionalmente a gente sabia q não era a mesma lâmpada. Acreditávamos sozinho q isso era fácil d resolver: era só descobrir onde comprar. Aí quando vc vê onde é q compra, esquece d comprar! Mas, pelo menos, vc lavou o banheiro, né? Mês passado! Aí só quando chega alguém é q vc usa os olhos da visita e vê: como tá sujo! Às vezes, a gente ama a pessoa do lado, mas, indo morar, desorganiza o tempo d estar com ela, a arrumação q se faz de vc pra ela, a surpresa perde um pouco o seu espaço porque estão sempre juntos! Sabe o q quer dizer ODISSÉIA, né? Hahaha Morar Junto!

Nem por isso deixamos de ter os problemas opostos: os queridos distantes! Ô vida feita d extremos! Será q um perto não anula um longe? Mas, quem se arrisca, vive aprendendo a se despedaçar! O coral nunca está coeso! A surpresa é enorme no encontro, mas a distancia não tem do q descansar! Tem coisas q só se tem na presença! E o q se tem longe, muitas vezes, é a vontade d estar junto e a falta d espaço pra isso! Assim, apredemos a ser muitos e/ou vivemos inconformados com isso!

Que o encontro então seja aquela festa, aquele jeito d festejar o cativado! Não importa se racionalmente muito ou pouco. Q a empatia faça o seu trabalho. Ninguém precisa crescer sozinho, nem esquecer como era ser criança! Ser criança depois d crescido tb não é a mesma coisa!! Podemos fazer isso juntos! Todo o meu bem dou aos amigos! :0)

Morar Junto?

Sempre disse: morar junto é uma odisséia cheia d coisas simples e difíceis d lidar!

De repente a lâmpada queimada não liga sozinha, e alguém vai ter q lavar o banheiro! Nunca foi magia! Morre o último místico em nós depois dessa aventura d mil cabeças! Dá o q pensar! Racionalmente a gente sabia q não era a mesma lâmpada. Acreditávamos sozinho q isso era fácil d resolver, era só descobrir onde comprar. Aí quando vc vê onde é q é, esquece d comprar. Mas, pelo menos, vc lavou o banheiro, né? Mês passado! Aí só quando chega alguém é q vc usa os olhos da visita e vê: como tá sujo!

Às vezes, a gente ama a pessoa do lado, mas, indo morar, desorganiza o tempo d estar com ela, a arrumação q se faz de vc pra ela, a surpresa perde um pouco o seu espaço porque estão sempre juntos! Sabe o q quer dizer ODISSÉIA, né? Hahaha Morar junto!